AIDS/HIV - Alergias e HIV
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AIDS/HIV

Alergias e HIV

16/03/2004

Christiane Schieferstein

As alergias são cerca de 100 vezes mais frequentes nas pessoas infectadas com o HIV do que na população geral (Roujeau 1994). As alergias com os antiretrovirais surgem com todos os NNRTIs, bem como com o análogo dos nucleosideos abacavir (ver abaixo) e o PI amprenavir. A nevirapina e a delavirdina podem provocar um discreto exantema em 15 a 20 % dos doentes, 7 % dos quais em que interromper o tratamento. O exantema é menos frequente com o efavirenze, cuja terapêutica só é interrompida em 2% dos doentes (Carr 2001). O abacavir provoca uma reacção de hipersensibilidade em, cerca de 2-4 % dos doentes, o qual pode ser fatal (revisão em Hewitt 2002). Tem sido discutida uma predisposição genética para a reacção de hipersensibilidade (HSR) ao abacavir. Dois estudos encontraram correlação entre o tipo de HLA (nomeadamente o HLA-B 57) e a ocorrência de HSR (Hetherington 2002, Mallal 2002).

Alergias aos NNRTIs

A alergia aos NNRTI é uma reacção sistémica reversível e apresenta-se tipicamente com exantema maculo-papular confluente pruriginoso, que se distribui principalmente pelo tronco e membros superiores O exantema pode ser precedido por febre. Nas formas mais graves ocorrem outros sintomas que incluem mialgias, astenia e ulceração das mucosas. Este tipo de reacção alérgica geralmente aparece na segunda ou terceira semana de tratamento. Se os sintomas surgirem após oito semanas de terapêutica dever-se-á suspeitar de outros fármacos. Raramente surgem reacções graves como a síndrome de Stevens-Johnson, epidermólise tóxica (síndrome de Lyell) ou hepatite anictérica.

Cerca de 50% das reacções alérgicas aos NNRTI's regridem apesar de se manter a terapêutica. Os anti-histamínicos podem ser úteis. O tratamento deverá ser imediatamente interrompido nos casos em que haja atingimento das mucosas, ou aparecimento de flictenas ou envolvimento hepático (transaminases> 5 vezes o limite superior da normalidade) ou febre superior a 39C.

Num ensaio clínico com dupla ocultação, o tratamento profiláctico com glucocorticóides não mostrou benefício na prevenção da reacção alérgica à nevirapina (Knobel 2001).

http://hivmedicine.aidsportugal.com


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