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O que é a raiva -

24/03/2004

 

      A raiva é uma doença que acomete mamíferos, e que pode ser transmitida aos homens, sendo portanto, uma zoonose.
      É causada por um vírus mortal, tanto para os homens quanto para os animais.
      Em alguns países desenvolvidos, a raiva humana está erradicada e a raiva nos animais domésticos está controlada, mas ainda é efetuada vigilância epidemiológica em função dos animais silvestres.
      No Brasil, a raiva humana ainda faz vítimas. Mesmo no Estado de São Paulo existem regiões com epizootia (epidemia entre animais), devendo haver, principalmente por parte dos municípios, um melhor desempenho nas atividades de controle da raiva animal.


Descrição da raiva:

    - é uma zoonose causada por vírus;

    - envolve o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução da doença;

    - todos os animais mamíferos são suscetíveis à doença;

    - a imunidade pode ser adquirida através da vacinação.

Diagnóstico de raiva animal

      No Estado de São Paulo, embora haja regiões de raiva controlada, lamentavelmente ainda existem regiões endêmicas e epidêmicas, considerados na sua maioria "regiões silenciosas". Dessas, nada se sabe, por falta de encaminhamento de amostras para o laboratório e de Vigilância Epidemiológica.
      
Todo mamífero que apresente qualquer sintoma neurológico, ou com diagnóstico clínico de raiva, deve ser submetido ao diagnóstico laboratorial, para a confirmação da doença e para que sejam adotadas medidas de controle.
      
No caso de amostras da espécie canina, principal espécie transmissora da raiva humana, a Vigilância Epidemiológica preconiza o envio anual sistemático de 0,2% da população canina estimada, para realização de diagnóstico laboratorial, independente da situação epidemiológica da região. Municípios com menos de 20.000 habitantes devem encaminhar pelo menos 12 amostras ao ano.
      
O encaminhamento de amostras para o diagnóstico da raiva é importante por dois aspectos:

    - para a análise da situação epidemiológica da região e para se saber se há ou não vírus circulante;

    - para a determinação ou não do tratamento profilático às pessoas expostas, visto que a Norma Técnica de Profilaxia da Raiva em Humanos dispensa o tratamento mediante o resultado negativo do diagnóstico laboratorial, por imunofluorescência direta, principalmente quando o animal agressor for cão ou gato.

      Pelo exposto, o resultado do diagnóstico laboratorial deve ser fornecido, no máximo, em 48 horas após o recebimento do material, salvo quando a amostra for conservada em glicerina.

Dosagem de anticorpos anti-rábicos

      O Instituto Pasteur realiza avaliação sorológica, que é obrigatória para todas as pessoas submetidas ao tratamento profilático pré-exposição. Deve ser realizada a partir do 10º dia da administração da última dose da vacina. Somente títulos iguais ou acima de 0,5 UI/ml de anticorpos neutralizantes são satisfatórios.
      A avaliação sorológica deve ser repetida semestralmente ou anualmente, de acordo com a intensidade e/ou gravidade de risco a que está exposto o profissional. Pessoas com exposição continuada, como pesquisadores, profissionais de laboratório que manipulam o vírus e veterinários que atuam em áreas de epizootia, devem ser avaliadas semestralmente. Profissionais com menor risco de exposição, como os que só trabalham nas campanhas anuais de vacinação contra a raiva, devem ser avaliados anualmente. Uma dose de reforço deve ser aplicada, caso o título seja inferior a 0,5 UI/ml, repetindo-se 20 dias após a avaliação sorológica.
      Ninguém deve ser exposto conscientemente a riscos, sem a confirmação sorológica de títulos iguais ou superiores a 0,5 UI/ml.

www.pasteur.saude.sp.gov.br


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