Neurologia/Neurociências - Fatores de Risco de AVC
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Neurologia/Neurociências

Fatores de Risco de AVC

24/03/2004

 

Existe uma série de fatores de risco para AVC. O principal deles, não modificável, é a própria idade. O envelhecimento aumenta o risco de AVC. A partir dos 55 anos, a incidência de infarto cerebral duplica a cada década. Existem também diferenças raciais e de sexo na distribuição da arteriosclerose e da isquemia cerebral. A aterosclerose carotídea é mais freqüente em pessoas brancas do sexo masculino, enquanto que a arteriosclerose intracraniana é mais freqüente em pessoas negras.

O principal fator de risco modificável é a hipertensão arterial. As pessoas com hipertensão arterial sistólica>160 mm Hg e diastólica > 95 mmHg têm risco relativo de AVC quatro vezes maior do que na população em geral. A hipertensão arterial isolada, mais freqüente na idade avançada, aumenta o risco de AVC.

Outros fatores de risco reconhecidos são diabetes mellitus, tabagismo, obesidade, vida sedentária, uso de álcool, uso de anticoncepcionais, uso de drogas e enxaqueca (Tabela 3).

Tabela 3. Fatores de Risco para AVC
Não modificáveis
Idade
Sexo
Fatores racias
Fatores genéticos
Modificáveis
Hipertensão arterial
Diabetes mellitus
Doenças cardíacas
Tabagismo
Etilismo
Dislipidemia

Doença arteriosclerótica assintomática da artéria carotídea

Acidente isquêmico transitório

Obesidade

Enxaqueca
Inatividade física
Hiperhomocisteinemia
Uso de anticoncepcionais

Uso de drogas simpático-miméticas

Síndrome da apnéia obstrutiva do sono

As cardiopatias constituem uma causa importante de AVC cardioembólico. Cardiopatia isquêmica (angina pectoris e infarto do miocárdio), hipertrofia ventricular esquerda, cardiomegalia (aumento do tamanho do coração visível nas radiografias de tórax) e insuficiência cardíaca se associam a um risco aumentado de AVC. As placas de ateroma ulceradas no cajado da aorta, se maiores de 4 mm, também, estão associadas a aumento do risco. Existe uma série de cardiopatias que predispõem aos infartos cerebrais de origem cardioembólica (ver em Cardiopatias de Alto Risco Cardioembólico Tabela 1).

 

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