Vitaminas e antioxidantes - Vitamina B1- tiamina
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Vitaminas e antioxidantes

Vitamina B1- tiamina

04/04/2004
TIAMINA (VITAMINA B1 )

Uma deficiência prolongada de vitamina B1 conduz a sintomas clínicos como bradicardia, polineurite e alterações físicas e mentais (perda de memória, confusão, depressão). A avitaminose B1 é conhecida por Beri-Beri e caracteriza-se por debilidade muscular, parestesias e paralisia. Existe uma forma de Beri-Beri húmida e outra seca. A forma húmida caracteriza-se por um edema extenso, provavelmente provocado por uma deficiência de proteínas.

A reacção corticoidal observada tanto antes da intervenção (efeito psicogénico) como durante a intervenção cirúrgica (efeito traumático) pode ser, efectivamente, reduzida através da administração de 0,12 g de tiamina um dia antes da operação, seguida por uma outra dose de 1,5 g duas horas após a intervenção.


Tiamina (vitamina B1). Vista ao microscópio de luz polarizada.

O álcool inibe a absorção de vitamina B 1 .
No alcoolismo crónico, o aporte insuficiente de vitamina B1 na dieta, associado a uma inibição da sua absorção, conduz a uma miocardiopatia alcoólica, com dilatação do ventrículo direito, que pode ainda levar a uma descompensação cardíaca. Dado que só raramente a causa desta alteração cardiovascular é conhecida, alguns doentes são frequentemente tratados com preparados digitálicos, por longos períodos de tempo, sem êxito. Nestes casos, a terapêutica deveria começar com uma dose de, pelo menos, 50 a 100 mg de tiamina por via parentérica ou, nos casos mais graves, superior a 200 mg. O tratamento deveria, de seguida, continuar por via oral logo que tal fosse viável.

Esta mesma terapêutica é proposta para o tratamento do síndroma de Wernicke-Korsakoff, que se caracteriza por confusão, perda recente da memória, alteração do movimento dos olhos e neuropatia periférica.

No caso de alterações graves da absorção ou de alteração da função hepática, é aconselhável a administração diária de 200 a 300 mg de pirofosfato de tiamina, por via parentérica intravenosa.

A neurite e a polineurite constituem uma das principais indicações da tiamina, independentemente da sua etiologia. Falamos, sobretudo, dos seguintes estados: – As polineurites etílicas mas também as neurites nutricionais ou metabólicas durante a diabetes, a gravidez ou determinadas afecções gastrointestinais.

– As neurites de origem traumática ou por compressão.

– As neurites infecciosas e bacteriotóxicas no decorrer da difteria, poliomelite, tuberculose ou herpes.

A vitamina B 1 é igualmente eficaz no tratamento de diferentes síndromas dolorosos: dores reumáticas, algias da zona ou algias dos amputados, algias dos cancerosos e dos artríticos, crises de enxaqueca, nevralgias dentárias.

Em doses muito elevadas (de 10 a 30 g) e administrada por via parentérica, a tiamina possui uma acção de cura, que torna possível o seu emprego na anestesiologia. Esta propriedade, comprovada na clínica, esteve na origem de algumas publicações embora não tenha entrado plenamente no campo da prática médica.

Em último lugar, é de salientar que a vitamina B1, administrada por via oral, pode actuar como repelente anti-mosquitos em consequência da sua eliminação cutânea. Contudo, os resultados obtidos neste sentido são inconstantes.

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