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Vitaminas e antioxidantes

Ácido pantotênico- Vitamina B5

04/04/2004
ÁCIDO PANTOTÉNICO (VITAMINA B5 )

A cirurgia abdominal coloca sempre os doentes numa situação de stress. Assim, no pós-operatório, uma atonia intestinal aguda pode transformar-se numa urgência clínica. No íleo paralítico, o estancamento de líquidos e gases provoca um sobreesforço da musculatura abdominal e a subsequente compressão dos vasos arteriais, venosos e linfáticos, dando, desta forma, origem a uma absorção intestinal incorrecta, que pode conduzir a uma malnutrição.


Ácido pantoténico. Vista ao microscópio de luz polarizada.

Não obstante as práticas modernas existentes - correcção das deficiências electrolíticas, profilaxia antibiótica intestinal, deambulação precoce, etc. - para o restabelecimento de uma nutrição e volume sanguíneo correctos após uma intervenção cirúrgica, continua a ser necessário existir um agente como o ácido pantoténico que encurte o período de atonia intestinal pós-operatória.

Em 1959, Haycock et al. levaram a cabo um estudo em dupla ocultação, com 100 doentes que tinham sido sujeitos a uma cirurgia abdominal, com o propósito de determinar se o ácido pantoténico tinha uma acção relevante sobre a redução da distensão, náuseas e vómitos no pós-operatório e, por outro lado, sobre o aumento da peristaltase. A dose administrada foi de 500 mg, por via intramuscular, no dia da intervenção, seguida por 250 mg por via intramuscular, duas vezes ao dia durante 5 dias. Ora, a avaliação estatística mostrou que os 50 doentes que receberam dexpantenol passaram por um pós-operatório mais benigno do que aqueles que receberam o placebo. De facto, o dexpantenol teve um efeito significativo sobre a redução das náuseas e distensão pós-operatórias e sobre o restabelecimento de uma peristaltase normal. O efeito rápido e eficaz do dexpantenol, que implica a resolução da atonia intestinal e a ausência de efeitos secundários, foi documentado em várias publicações.

Assim, a sua utilização profiláctica em doentes que vão ser sujeitos a intervenções cirúrgicas, com a consequente redução do risco na operação e a diminuição das complicações durante o pós-operatório, é indicada de forma específica nas publicações referidas.

Uma dose de 500-1000 mg de dexpantenol, administrada uma ou várias vezes ao dia, demonstrou ser eficaz na clínica médica.

No uso externo, é igualmente utilizada no caso de perturbações da nutrição das unhas, cãibras da gravidez, vermelhidão nas nádegas dos lactantes, seborreia, queda do cabelo e calvície, sendo frequentemente administrada em associação com a vitamina B 2 ,com efeito anti-seborreico, sob a forma de injecções ou de comprimidos, ou então localmente sob a forma de fricções. Esta vitamina pode ser igualmente administrada como aerossol no caso de determinadas afecções respiratórias crónicas (rinite, rinofaringite, sinusite). É também útil nas afecções estomatológicas. Adicionalmente, o seu uso é recomendado na luta contra a acção tóxica de determinados antibióticos.

Aparentemente, os ácidos salicílico, mandélico e omega-metil-pantoténico têm uma acção anti-vitamina B 5 . Não se pode, pois, tomar aspirina ou derivados (salicilatos) quando se segue um tratamento com vitamina B 5 .

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