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Primeiros socorros/Emergência

Auxílio imediato a acidentados no trânsito aumenta chance de sobrevivência

05/04/2004

 

Quando as vítimas de acidentes de trânsito recebem assistência imediata, sendo logo em seguida encaminhadas para hospitais adequados, as chances de sobrevivência aumentam muito. Por isso, no socorro precoce a essas vítimas, é de fundamental importância o trabalho dos profissionais que circulam pelas rodovias do país em unidades de saúde móveis. Essa é a conclusão de um estudo realizado por Marisa Aparecida Amaro Malvestio, do Sistema de Atendimento Pré-hospitalar da Prefeitura Municipal de São Paulo, e Regina Márcia Cardoso de Sousa, da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.

“Ainda que na fase pré-hospitalar não se reverta um quadro extremamente grave, a rapidez de chegada à cena e ao hospital, bem como as intervenções iniciais apropriadas, previne o agravamento do quadro e o surgimento de novas lesões, melhora as condições para alguns casos e até atrasa resultados fatais, dando à vítima a chance de chegar ao tratamento definitivo e se beneficiar dele”, afirmam as pesquisadoras em artigo publicado na edição de outubro de 2002 da Revista de Saúde Pública.

Marisa e Regina avaliaram um projeto de assistência a acidentados que, desde 1998, funciona nas marginais Tietê e Pinheiro, ‘vias expressas’ que respondem pelo maior percentual de acidentes de trânsito na capital paulista. As pesquisadoras analisaram quase 650 fichas que documentavam atendimentos realizados por esse projeto.

Elas encontraram indícios de erros no momento da triagem dos acidentados. Enquanto certos pacientes em boas condições de saúde foram levados para hospitais com elevada infra-estrutura, outras vítimas em estado mais grave foram encaminhadas para serviços de saúde mais simples.

Ainda segundo as fichas analisadas, entre as vítimas que, logo após o acidente, não apresentavam – aparentemente – complicações de saúde, apenas duas tiveram piora em seu estado durante o atendimento. “Apesar de pouco expressivo percentualmente, este dado representa um alerta às equipes de Atendimento Pré-hospitalar, que valorizam o achado inicial e desconsideram a relativa instabilidade dos pacientes de trauma, com possibilidade de presença de lesões não observáveis ou em fase de compensação”, afirmam as pesquisadoras no artigo.

De qualquer forma, os resultados do estudo indicam que, no período de 1999 a 2000, não houve muitos casos graves registrados. “Apesar das características das vias, que conferem alto potencial para acidentes graves, medidas como obrigatoriedade do uso de equipamentos de segurança veicular, controle eletrônico de velocidade, bem como o elevado número de veículos – levando a grandes períodos de congestionamento –, provavelmente contribuíram para este alto percentual de vítimas sem alterações fisiológicas significativas”, dizem Marisa e Regina no artigo.

Agência Notisa


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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