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Álcool

Estudo mostra dano cerebral em quem bebe socialmente

26/04/2004



Pessoas que bebem apenas socialmente, mas com bastante freqüência, apresentam o mesmo tipo de dano cerebral de alcoólatras que tiveram de ser internados -- suficiente para prejudicar as atividades do dia-a-dia, disseram pesquisadores norte-americanos na quarta-feira.

Exames do cérebro feitos com técnicas de imagem mostram claramente os danos, e testes analisando a capacidade de leitura, o equilíbrio e outras funções mostram que pessoas que bebem mais de 100 drinques por mês apresentam problemas.

"Pessoas que bebem socialmente, mas com muita freqüência, muitas vezes não reconhecem que seu nível de consumo de álcool constitui um problema que exige tratamento", disseram os pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF).

A pesquisa analisou homens que beberam em média 100 drinques ao mês durante pelo menos três anos. Para as mulheres, foi considerada a média de 80 drinques ao mês. O trabalho foi publicado na revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research.

A definição de drinque é normalmente uma dose de bebida destilada, um copo de vinho ou uma lata de cerveja.

Dieter Meyerhoff, da UCSF, e colegas examinaram 46 pessoas com esse perfil de consumo e 52 pessoas que bebiam com menos freqüência. Os voluntários foram convocados através de folhetos ou anúncios em jornal.

Os cientistas analisaram as estruturas do cérebro com ressonância magnética e também quantificaram substâncias químicas cerebrais associadas ao funcionamento saudável do cérebro.

Foram aplicados também testes padrão de inteligência verbal, velocidade de processamento, equilíbrio, memória de trabalho, raciocínio espacial, raciocínio executivo, aprendizagem e memória.

"Nossa amostra de bebedores freqüentes foi significativamente inferior nos testes de memória de trabalho, velocidade de processamento, atenção, raciocínio executivo e equilíbrio", escreveram os pesquisadores.

A análise das estruturas e das substâncias químicas do cérebro mostrou o mesmo tipo de dano apresentado por alcoólatras internados em centros de tratamento, afirmaram eles.

"O que nossas descobertas indicam é que o dano cerebral é detectável em consumidores de álcool freqüentes que não estão sob tratamento e que funcionam relativamente bem em sociedade", disse Meyerhoff num comunicado.

Meyerhoff afirmou que o estudo mostra evidências de prejuízo cerebral, apesar de os consumidores não perceberem.

"Nossa mensagem é: beba com moderação. O consumo freqüente de álcool danifica seu cérebro de forma extremamente sutil, reduzindo seu funcionamento cognitivo de um modo que não pode ser imediatamente percebido. Por segurança, não beba demais."

Segundo Meyerhoff, o consumo moderado de álcool para a maioria dos adultos se resume a até dois drinques por dia para homens jovens e um drinque por dia para mulheres e pessoas mais velhas.

Reuters- Uol – Corpo e Saúde


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