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Álcool

Caos: 5% dos adolescentes de 12 a 17 anos são alcoólatras

26/04/2004

 



Que adolescentes vêm ingerindo bebida alcoólica cada vez mais cedo não chega a surpreender aqueles que freqüentam bares, festas e shoppings de Criciúma. No entanto, uma pesquisa anunciada pelo Conselho Municipal Antidrogas (Comad) traz dados estarrecedores. Atualmente, na região Sul, 5,2% dos adolescentes com idade entre 12 e 17 anos são dependentes de álcool; na faixa entre 18 e 24 anos, o percentual sobe pra 15,5%, ou seja, são alcoólatras. “São doentes que vinvenciam todos os problemas decorrentes do vício”, declara o presidente do Comad, Manoel Rozeng. Vale lembrar que, no Brasil, são gastos anualmente mais de R$ 60 bilhões em função de problemas relacionados ao álcool. Em Criciúma, poucas são as clínicas públicas para tratamento de dependentes e inexistem locais adequados para tratamento de mulheres e adolescentes.

“O problema começa nos colégios. Apesar de a lei municipal 4.360 proibir comércio, propaganda, distribuição gratuita e uso de bebida alcoólica e produtos fumígeros, derivados ou não do tabaco, inclusive em eventos associados a escola, isso vem ocorrendo”, diz Roseng. Ele afirma que os maiores opositores à norma são os próprios pais e professores. “As mesas de professores, durante formaturas, são as que mais possuem cervejas”, dispara. O presidente do Comad afirma que, durante fiscalizações, cinco escolas foram autuadas e algumas notificadas durante os festejos. “Estamos pensando na alteração da lei para casos de reincidência”.

Rozeng afirma que muitas vezes o primeiro contato de crianças e adolescentes com o álcool ocorre no próprio colégio. Ele lembra da venda de quentão, mistura de vinho, cachaça, canela, cravo, açúcar entre outros ingredientes, durante as festas juninas nos colégios da região. “Muitos não são coerentes com o que pregam aos alunos. Quando há necessidade de angariar dinheiro, são realizadas festas e aliada a isso está a bebida”.

Segundo o presidente, normalmente, os formandos têm até 17 anos, ou seja, não deveriam ingerir bebida alcoólica em qualquer tipo de evento e, obedecendo à lei municipal de proibição em eventos associados a escola, se poderia diminuir os casos de violência. Questionado sobre a morte de um jovem dentro de um clube da cidade durante uma formatura, ele comenta: “A droga potencializa a tendência da pessoa, ou seja, se ela é violenta, poderá tomar uma atitude que, consciente, refletiria. Concluindo, ele declarou: “Não tenho nada contra o diretor ou o legislador, mas não dá para ser negligente facilitando esse tipo de coisa.”

Consumo de lança-perfume na classe média assusta

Outro problema que vem sendo presenciado, além do consumo de drogas lícitas, é o uso desenfreado entre adolescentes da droga conhecida por lança-perfume, principalmente entre as classes média e alta. “Enquanto na periferia o consumo é de crack, eles consomem cocaína, ecstasy e lança-perfume”, diz. Um dos flagrantes presenciados durante uma festa de colégios particulares foi um aluno desmaiado após o uso da droga. “Ele poderia ter uma parada respiratória. Além do risco de morte. Nesses casos, o estudante poderá acabar na delegacia para responder pelo delito e o responsável pela casa noturna, bar ou clube, sofrer todas as medidas previstas na lei, como o fechamento do estabelecimento.”

Quem fiscaliza, além da polícia e do Conselho Tutelar, são voluntários do Conselho Municipal Antidrogas e Vigilância Sanitária, mas, segundo Rozeng, o maior problema é a falta de funcionários. “A responsabilidade é de todos. Não podemos fechar os olhos quando vemos um adolescente bebendo ou fazendo uso de entorpecentes. O local deve ser denunciado. Talvez não seja tarde para salvá-lo”, finaliza o presidente.


Jornal da Manhã - Criciúma


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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