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Teen/Hebeatria/Adolescência/Jovem

Machismo afeta saúde de jovens brasileiros

29/04/2004


Pesquisa mostra que rapazes preconceituosos usam menos camisinha e tendem a ser violentos com mulheres


O comportamento machista dos jovens é um risco para a saúde, não apenas das mulheres com quem eles se relacionam, que podem sofrer com atos de violência, mas deles próprios. Pesquisa do Instituto Promundo e do programa americano Horizons, apresentada ontem na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), indica que jovens que têm preconceito em relação às mulheres tendem a usar menos preservativos, não ir a médicos ou envolver-se em atos violentos.

O estudo mostrou, por exemplo, que 45% dos jovens que fizeram afirmações machistas apresentaram, nos três meses anteriores, sintoma de alguma doença sexualmente transmissível. Entre os que tiveram menos reações machistas, foram 23%.

— Faz parte do modelo machista de masculinidade essa idéia de que homem não se cuida, não vai ao médico. Esse é um comportamento arriscado, que torna mais vulnerável o homem e a mulher — disse Gary Barker, do Instituto Promundo.

Pesquisadores entrevistaram 780 jovens no Rio

Foram entrevistados 780 jovens de 14 a 24 anos de três comunidades do Rio de Janeiro — Complexo da Maré, Bangu e Morro dos Macacos. Os pesquisadores dizem que o resultado pode ser estendido à média do pensamento dos jovens pobres de outros centros urbanos. Após uma pré-entrevista, os jovens participaram, por seis meses, de oficinas e discussões sobre sexualidade, mulheres e violência. Em seguida, outras duas entrevistas foram feitas e houve mudança de comportamento.

Na primeira entrevista, 61% disseram que é da mulher a responsabilidade por não engravidar. Depois, 44% deram a mesma resposta. Em outro ponto, 19,8% dos meninos chamariam de piranha uma menina que andasse com camisinha na bolsa. Após as oficinas, 9% ainda tinham esse comportamento.

Em relação à violência contra a mulher, porém, o trabalho parece ter surtido pouco efeito. O número de jovens que consideram obrigação da mulher agüentar a violência do marido para manter a família caiu apenas de 9,3% para 8,7%. Outros 33% ainda afirmam que "há momentos nos quais a mulher merece apanhar". Antes das oficinas eram 37,4%. Cerca de 10% dos jovens revelaram já ter batido em mulheres ou namoradas pelo menos uma vez.


O Globo


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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