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Oftalmologia/Olhos

Surto já soma 16.500 casos de conjuntivite

29/04/2004



A Secretaria municipal de Saúde admitiu ontem que um surto de conjuntivite atinge a cidade. De acordo com os dados da secretaria, até o dia 23 de abril, foram registrados cerca de dez mil casos da doença, contra 4.800 em março. No total, já foram atendidos este ano 16.500 pacientes. O problema agravou-se nos últimos sete dias, quando foram registrados 4.583 casos de conjuntivite viral nos postos e hospitais municipais.

— É um surto. Na semana retrasada, tivemos 3.504 casos. Entre os dias 18 e 24, foram 4.583 atendimentos. E não podemos esquecer que os postos de saúde não funcionaram nos dias 21, 22 e 23 de abril por causa dos feriados — diz a coordenadora de Epidemiologia da secretaria, Meri Baran.

A coordenadora afirma que em alguns casos não é necessário ser atendido por um oftalmologista:

— Nos casos mais leves, o atendimento pode ser feito por um pediatra ou clínico.

Prefeito: emergências devem ser evitadas

Ontem, a Secretaria municipal de Saúde determinou que todos os médicos de plantão nos hospitais e postos de saúde, independentemente da especialidade, atendam aos pacientes com sintomas de conjuntivite. Essa medida entrou em vigorar um dia depois de quatro pessoas com conjuntivite terem registrado queixa, por omissão de socorro, na 14 DP (Leblon). Elas alegam não ter sido atendidas no Hospital Miguel Couto.

“Sugiro que os pacientes não procurem uma emergência, para não terem que esperar, submetendo outros ao risco de contaminação. É preferível procurar atendimento ambulatorial”, afirmou o prefeito Cesar Maia, por e-mail.

O secretário municipal de Saúde, Mauro Marzocchi, remenda às pessoas com conjuntivite viral que procurem um oftalmologista. Ele também disse que o tratamento da doença branda pode ser feito por qualquer profissional da saúde.

— Algumas pessoas com conjuntivite acabam tendo a forma hemorrágica da doença, o olho fica com pontos avermelhados. Para essas pessoas, é aconselhado procurar um oftalmologista. A forma branda pode ser tratada por qualquer profissional de saúde — diz Marzocchi.

Senhas distribuídas para atendimento no dia seguinte

Anteontem, a comerciante Jaqueline Ferreira disse que mais de 40 pessoas com a doença se aglomeravam no Hospital Miguel Couto, por volta das 12h, exigindo atendimento. No entanto, foram distribuídas senhas para que os pacientes voltassem ontem. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o oftalmologista de plantão no dia estava de licença médica.

Mas o oftalmologista Marcelo Ferreira, do Instituto Benjamin Constant, ressalta que olho vermelho não é sinônimo de conjuntivite. Ele afirma que o diagnóstico deve ser feito por um oftalmologista:

— Nem todo olho vermelho é conjuntivite. E o oftalmologista é quem está preparado para fazer o diagnóstico correto. Um pediatra ou um clínico podem acertar, mas não têm a obrigação de saber distinguir uma conjuntivite de uma lesão de córnea, por exemplo — diz.

Segundo ele, um diagnóstico errado pode até causar a perda da visão:

— Um paciente com uma lesão na córnea tratado como tendo conjuntivite pode ter o seu caso agravado. E há risco até de perda de visão — afirma o médico.

O surto de conjuntivite nesta época do ano chamou a atenção de outros ofatamologistas. Eles acreditam que a doença tenha vindo de outro estado. De acordo com os especialistas, a conjuntivite é mais comum durante o verão ou em períodos de férias, quando a aglomeração de pessoas em praias e piscinas é mais freqüente.

Para o oftalmologista Ricardo Reis, do Centro de Oftalmologia de Copacabana e também do Hospital Souza Aguiar, no Centro, o número de pessoas com a inflamação cresceu muito no fim de semana passado.

— Não é comum haver surto de conjuntivite neste período do ano. Só no Souza Aguiar, atendemos a cerca de 270 pessoas com a inflamação. Em outros anos, nesta mesma época, o número de pacientes atendidos chegava, no máximo, a 20 por mês. Notamos principalmente, que no fim de semana passado a procura por tratamento foi muito maior — ressalta Reis.

Em hospitais que não contam com emergências, os casos da doença também despertaram a atenção dos médicos. De acordo com a oftalmologista Roberli Dicharra, do Hospital da Lagoa, cerca de 25% dos pacientes que chegam à unidade buscam tratamento para a conjuntivite. Aproximadamente 80 pacientes são atendidos todos os dias no hospital.

— Não temos emergência e, mesmo assim, o número de pessoas com conjuntivite tem crescido nas últimas semanas — afirmou Roberli.

Na Baixada Fluminense, só em Duque de Caxias, 15 mil pessoas contraíram o vírus no último mês. Em Campos, o surto da doença começou em março e lotou os ambulatórios do maior hospital da cidade, o Ferreira Machado. Em média, 70 pessoas foram atendidas diariamente no setor de oftalmologia do hospital. Segundo a chefe do Departamento de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Campos, a médica Elizabeth Tudesko, dois tipos de conjuntivite foram registrados no município: a forma viral e a bacteriana.
COLABORARAM: Aloysio Balbi (Campos) e Célia Costa


O Globo


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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