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Notícias da Dra. Shirley

Rio é a pior capital no ranking do Programa de Saúde da Família

29/04/2004


Dez anos depois, projeto atende apenas 5% das pessoas a quem é destinado


No início dos anos 90, o governo federal idealizou um projeto apontado como uma das saídas para os problemas da rede pública de saúde: o Programa de Saúde da Família (PSF). O programa, um convênio entre União e municípios, prevê o acompanhamento médico, em comunidades carentes, de problemas considerados de baixa complexidade, evitando assim a sobrecarga de postos e hospitais. Em várias cidades do país, o PSF obteve resultados expressivos, como em Camaragibe (PE), onde caiu o número de mortes de crianças por diarréia em 1999. No Rio, o PSF começou a ser implantado em 1994, mas os resultados, dez anos depois, não são motivo de comemoração.

A cidade é hoje a última colocada no ranking das capitais brasileiras com cobertura do PSF, segundo levantamento feito pelo deputado Paulo Pinheiro (PT), vice-presidente da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj).

O parlamentar foi buscar no Ministério da Saúde os dados referentes à implantação do programa na cidade e constatou que só 5% do público-alvo, estimado em 1,8 milhão de pessoas, estão sendo beneficiados.

— É vergonhoso para o Rio ocupar a última posição no quadro de capitais em relação ao PSF. Estamos, por exemplo, a cinco pontos percentuais de Porto Alegre, que cobre 11% do seu público-alvo — diz ele.

Programa atende no Rio apenas 89 mil pessoas

O estudo feito pelo parlamentar mostra que 89.700 pessoas são atendidas pelas 35 equipes do PSF no município. Pinheiro diz que nos últimos dois anos nenhuma equipe foi criada:

— Em 2002 e 2003, a prefeitura não criou qualquer equipe do PSF, que aqui tem o nome de Saúde Onde Você Mora.

O secretário municipal de Saúde, Mauro Marzochi, reconhece as dificuldades do PSF no município, mas afirma que, até o fim deste ano, a meta é ter 164 equipes, todas com a participação de dentistas e assistentes sociais.

— A complexidade do Rio e suas características geográficas atrasaram o programa. Mas o Rio não é a pior capital. Salvador está abaixo de nós.

Um documento do Ministério da Saúde, no entanto, aponta a capital baiana como a 20 colocada, com cobertura de 26% do público-alvo.

Marzochi também admite que nenhuma equipe foi criada entre 2002 e 2003, mas afirma que, nesse período, a prefeitura estava reestruturando o PSF.

— Nesse período planejamos a inclusão das equipes de saúde bucal e assistência social. Além disso, nosso programa é executado por funcionários concursados, o que não ocorre em nenhum outro lugar.

Queixa no Miguel Couto


Quatro pessoas com conjuntivite registraram queixa por omissão de socorro na 14 DP (Leblon) por não terem sido atendidas ontem no Hospital Miguel Couto. Elas vão denunciar hoje, no Conselho Regional de Medicina do Rio, a chefe de equipe de plantão, Ana Dulce Flores. Segundo uma delas, a comerciante Jaqueline Ferreira, mais de 40 pessoas com a doença se aglomeraram no hospital por volta das 12h, exigindo atendimento. Foram distribuídas senhas, para que os pacientes voltassem hoje. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o oftalmologista de plantão do dia estava de licença médica.

Também haverá hoje, às 10h, protesto de médicos do Hospital do Andaraí contra más condições de trabalho.


O Globo


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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