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Álcool

Beber moderadamente pode reduzir o risco de demência

11/05/2004

 

Londres - A ingestão diária e moderada de bebidas alcoólicas poderia reduzir quase à metade o risco de uma pessoa desenvolver o mal de Alzheimer e outros tipos de demência segundo um novo estudo divulgado esta semana em Londres.

O experimento se soma às crescentes evidências sobre os benefícios para a saúde de beber quantidades moderadas de álcool, cujos efeitos na prevenção de doenças cardíacas e embolias já são conhecidos.

O estudo, publicado na revista médica The Lancet, também destaca que não importa muito o tipo de bebida que as pessoas consomem, pois o efeito é o mesmo.

Os especialistas dizem que a moderação - entre uma e três doses diárias - é a chave do sucesso.

O efeito adverso do excesso de álcool é indiscutível. Além de destruir o fígado, beber em excesso pode ser tóxico para o cérebro, segundo já demonstraram vários estudos. Os alcoólatras podem acabar com o cérebro diminuído - o que está associado à demência. Existe até uma enfermidade chamada demência alcoólica.

Cientistas da Universidade Erasmo de Rotterdam, na Holanda, realizaram um estudo durante seis anos com 5.395 pessoas com idades acima de 55 anos que não mostravam sintomas de demência.

Os que consumiam bebidas alcoólicas responderam questionários sobre a freqüência com que o faziam, e deram mais detalhes sobre o consumo de bebidas específicas como vinho, cerveja, destilados ou vinhos licorosos.

O grupo de estudo foi dividido segundo a quantidade de bebida ingerida. Mais de quatro doses de bebida diárias superavam o critério de moderação.

No final do estudo, em 1999, 197 dos participantes haviam desenvolvido o mal de Alzheimer ou outra forma de demência. Os que não adoeceram foram os que consumiram entre uma e três doses diárias de bebidas alcoólicas. O risco de estes investigados desenvolverem algum tipo de demência foi considerado 42% menor do que o daqueles que não consumiam álcool.

Os que não bebiam diariamente mas que ingeriam bebida alcoólica uma vez por semana tiveram 25% menos risco e os que tomavam menos de um copo por semana, 18% menos risco de desenvolver a demência.

"Essa história do vinho tinto é um mito. A evidência é escassa", disse Meir Stampfer, professor de nutrição e epidemiologia da Escola de Saúde Pública de Harvard, que não teve intervenção nesse estudo.

Stampfer referia-se à crença de que o vinho, particularmente o tinto, previne problemas cardíacos: "O que ocorre é que na maioria das culturas é mais provável que o vinho seja consumido com maior moderação do que os destilados ou a cerveja, e por essa razão pode parecer que protege de modo especial quando, de fato, o tipo de bebida não interessa".

 

Estado


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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