Alcoolismo/Álcool - O álcool e o sistema gastrointestinal
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Alcoolismo/Álcool

O álcool e o sistema gastrointestinal

11/05/2004
 
 
Esôfago e estômago: A ingestão aguda de álcool pode resultar na inflamação
 do esôfago (possivelmente secundária ao refluxo do conteúdo gástrico) e do estômago
 (esta resultante da lesão da barreira mucosa gástrica) - o álcool tem grande poder
 de "corrosão do estômago" . A esofagite pode acarretar "desconforto" epigástrico,
 e a gastrite, a causa mais freqüente de sangramento em bebedores inveterados, pode
 apresentar-se com anorexia (inapetência) e dor abdominal. O etilismo crônico, quando
 associado com vômitos, pode produzir uma laceração longitudinal na mucosa na junção
 gastroesofagiana — uma lesão de Mallory-Weiss. Muito embora parte dos problemas
 gastrintestinais seja reversível, duas complicações do alcoolismo crônico podem ser
 irreversiveis : as varizes esofagianas (vão provocar sangramentos constantes)
 secundárias à hipertensão porta induzida pela cirrose alcoólica e a atrofia das
 células gástricas - o sangue não consegue voltar para o coração pela veia cava
 inferior, então o organismo "cria" um novo caminho através de veias ao redor do
 esôfago e que freqüentemente sangram abundantemente.
 
- Intestino Delgado: A maior parte do etanol é absorvida da porção proximal do
 intestino delgado, onde o mesmo pode interferir com a absorção das vitaminas do
 complexo B e de outros nutrientes . De forma aguda, o etanol pode causar lesões
 hemorrágicas e diarréia secundária ao aumento da motilidade do intestino delgado
 e à redução na absorção de água e de eletrólitos (sais minerais). O alcoolismo
 crônico pode contribuir para a diarréia através de seus efeitos no pâncreas.

- Pâncreas: Os alcoólatras comumente desenvolvem pancreatite aguda ou crônica

- Figado: O etanol absorvido a partir do intestino delgado é transportado diretamente
 para o figado,onde ele se torna o combustível preferido; a gliconeogênese é
 prejudicada (com uma queda na quantidade de glicose produzida a partir do
 glicogênio, em conseqüência), a produção de lactato aumenta, e existe uma diminuição
 da oxidação dos ácidos graxos no cicio do ácido citrico com um aumento no acúmulo de
 gordura dentro das células hepáticas. No individuo saudável que não está em uso de
 qualquer medicação, essas alterações são reversiveis, porém, com a exposição repetida
 ao etanol, alterações mais graves no funcionamento hepático têm probabilidade de ocorrer.
      Essas lesões incluem, nos estágios sobrepostos: 
 
acúmulo de gordura;
 
 hepatite induzida pelo álcool ;
 
 e cirrose. 
 
- Risco aumentado de câncer: O câncer é a segunda principal causa de óbito entre
 alcoólicos (em primeiro lugar, vêm as doenças cardiovasculares), as quais apresentam
 uma incidência de carcinomas 10 vezes mais elevada que aquela esperada na população geral.
 Os locais com aumento sobre as taxas esperadas incluem:
 
a cabeça e o pescoço;
 
o esôfago; 
 
a região do cárdia do estômago (entre o esôfago e estômago); 
 
o fígado; 
 
o pâncreas; 
 
as mamas. 

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