Alcoolismo/Álcool - O álcool e o coração
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Alcoolismo/Álcool

O álcool e o coração

11/05/2004
 
    Doses pequenas de álcool podem apresentar efeitos tanto prejudiciais quanto benéficos
 em indivíduos com um status cardiovaseular normal que não fazem uso de medicações.
 O etanol diminui a contratilidade miocárdia (músculo do coração) e acarreta 
vasodilatação perifériea, resultando em uma queda discreta na pressão sangüínea
 associada a um aumento compensatório na freqüência e no débito cardíacos (a pressão
 cai e o coração começa a bater mais rápido). A elevação do consumo de oxigênio pelo
 coração  induzido pelo exercício  após a ingestão de álcool é maior que que quando ele
 bate normalmente. Por outro lado, a ingestão de um ou dois drinques diários no máximo,
 durante um longo período de tempo, pode reduzir o risco de morte por problemas
 cardiovaseulares, talvez devido a um aumento da fração colesterol-lipoproteina de alta
 densidade (HDL - podemos dizer: "o colesterol bom"), ou devido a alterações nos
 mecanismos de coagulação.
 
Embora baixas doses de etanol causem uma pequena queda na pressão arterial,
 o consumo de três ou mais drinques diários resulta num aumento dose-dependente da
 pressão arterial, que retornará gradativamente à normalidade após algumas semanas
 de abstinêneia. Em conseqüêneia, a ingestão abundante de bebidas contribui de forma
 signifieativa para as causas reversíveis de hipertensão leve a moderada. A ingestão
 crôniea abundante de bebida pode causar miocardiopatia, com sinais e sintomas que
 variam desde arritmias inexplicadas (o coração bate fora de compasso), na presença
 de comprometimento ventricular esquerdo, até a insuficiêneia cardíaca com dilatação
 de todas as quatro câmaras e hipocontratilidade do músculo cardiaco. Trombos  podem
 formar-se no átrio ou ventriculo esquerdos, enquanto um aumento cardiaco superior
 a 25% pode acarretar insuficiência mitral (uma das vávulas do coração - corresponde
 a grave problema). Finalmente, existe uma associação entre acidente
 vascular cerebral (AVC) e alcoolismo, sobretudo nas primeiras 24 h após o consumo
 abundante de bebidas. 

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