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Álcool

Alcoolismo, um problema médico e social grave

11/05/2004
Letícia De Gasperi
Aluna de Relações Públicas

Mais e mais pessoas pisam no perigoso e nada seleto mundo das bebidas alcoólicas, um espaço que dá o direito ao seu consumidor a ingressos a outras drogas.

A bebida que mata

  Fotos: Roberta Martins  
   
     

Alcoolismo é um problema médico e social grave, que atinge 15% da população brasileira, de acordo com o levantamento realizado pelo Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea), do Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de São Paulo. A bebida, cujo consumo é estimulado pelo convívio social, é a porta de entrada para o consumo de outras drogas.

Atualmente, as pessoas começam a beber quando ainda jovens. Há causas psicológicas, como quem tem dificuldades, bebe para ter coragem de enfrentar problemas ou biológicas, quando há predisposição, ou seja, algum caso na família e sociais, quando bebe-se pelo hábito de beber).

É difícil diferenciar quem bebe muito de quem é alcoólatra. Os critérios usados para esta diferenciação baseiam-se no prejuízo social e pessoal, sofridos por quem abusa da bebida, ou no surgimento de sinais de abstinência, pela interrupção da bebida.

 
 
   
     

Os sintomas que identificam o alcoólatra são: hálito alcoólico, rosto avermelhado, veias dilatadas, marcha ebriosa , irritabilidade, abdômen com sinal de cirrose, polineurite alcoólica, apagamento da memória, diarréia, hepatite, fígado grande, náuseas, sensação de estufamento, problemas no funcionamento de todas as glândulas, impotência, perda da libido, elevada pressão sangüínea, causando palpitações, falta de ar e dor no tórax. Em casos mais graves, vem a demência alcoólica. O indivíduo é considerado alcoolizado se estiver com taxa a partir de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue. Esta taxa varia de acordo com o peso, altura e condições físicas de cada um.

Segundo o psiquiatra Roberto Belora, "é muito difícil o alcoólatra procurar tratamento por conta própria". A internação só é indicada nos casos em que existe riscos para o paciente ou complicações clínicas. A relação médico-paciente no início é muito complicada, mas o médico deve se mostrar calmo, sincero, falar francamente da doença e seus perigos. Para Belora, a negação é o principal mecanismo do doente. O paciente promete parar de beber, mas na realidade não consegue cumprir as promessas, regidas por uma dependência psicológica e física em relação ao álcool.

Um exemplo disso, é o depoimento de Evandro Pacheco, 27 anos: "Fui ao hospital porque estava com pneumonia e precisei ficar internado. No primeiro dia, tive tremores e irritabilidade. Comecei a ter alucinações visuais. Fui atendido, então, por um médico e um psiquiatra. Melhorei após três dias. Depois desta melhora, comecei a negar que era dependente de álcool, dizendo que só tomava uns traguinhos, de vez em quando, e que podia parar quando quisesse, pois me considerava um bebedor social. Fizeram um estudo com minha família e comigo e conseguiram que eu me conscientizasse a fazer o tratamento".

Para o estudante de Engenharia Elétrica, Daniel Malieu, 20 anos a festa fica "sem graça" se não houver o consumo de álcool, pois ele faz com que o corpo libere adrenalina. "Festa sem álcool não existe para mim", afirma ele.

A ingestão contínua de álcool desgasta o organismo, faz surgir sintomas que comprometem a disposição para trabalhar, prejudica o relacionamento com a família e com os amigos. Existem tratamentos medicamentosos, psicoterapia individual e grupos de auto-ajuda, mas à vontade de parar é o primeiro passo para o tratamento.

A psiquiatra Nora Thorman acha que a família é um dos principais fatores de recuperação.

A melhor forma de combater o alcoolismo é informar e educar a população, principalmente os mais jovens, conscientizando-os de que o uso abusivo do álcool leva à perda de controle e a complicações sérias na área orgânica.

 

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