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Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

Transfusão Sangüínea deve ser realizada com cuidado em pacientes traumatizados

20/05/2004



 

Pesquisadores ligados a Denver Health Medical Center, de Colorado (Estados Unidos), publicaram, recentemente, no Shock, um estudo em que analisam a utilização de transfusão sangüínea e suas conseqüências em pacientes traumatizados, revisando conceitos de imunossupressão e hiperinflamação, bem como a utilização de substitutos de hemoglobina.

Segundo os pesquisadores, a transfusão sangüínea é um processo dinâmico que requer vigilância constante durante as fases de ressuscitação aguda e de recuperação pós-traumáticas. Eventos adversos ocorrem em 2 a 10% dos pacientes traumatizados, porém o surgimento de novas técnicas de detecção de patógenos virais proporcionou diminuição significante do risco de transmissão de infecções através da transfusão.

Transfusões associam-se fortemente a imunossupressão do receptor, evidente dias após a lesão inicial, podendo culminar com infecções bacterianas. Transfusão de 6 ou mais concentrados de hemácias em período precoce, isto é, entre 6 a 12 horas após a lesão, contribui ao estado precoce de hiperinflamação, que é, em última instância, preditor forte e independente de falência de múltiplos órgãos em pacientes com lesões de grau intermediário.

Na tentativa de restringir a ocorrência dos processos de imunossupressão e hiperinflamação, a leucorredução antes da estocagem dos derivados de sangue e a utilização de substitutos de hemoglobina podem reduzir muitos dos eventos adversos da transfusão em pacientes traumatizados.

Transfusion of the injured patient: proceed with caution - Shock 2004; 21(4):291-299.

TRANSFUSION OF THE INJURED PATIENT: PROCEED WITH CAUTION.
Shock. 21(4):291-299, April 2004.
Silliman, Christopher C *,+,++,[S]; Moore, Ernest E +; Johnson, Jeffrey L +; Gonzalez, Ricardo J [S]; Biffl, Walter L +

Abstract:
Transfusion of the injured patient with packed red blood cells (PRBCs) is a dynamic process requiring vigilance during the acute resuscitative and recovery phases postinjury. Although adverse events have been reported in 2% to 10% of injured patients, the advent of new detection techniques for viral pathogens has markedly decreased the risk of infectious transmission. However, transfusions are strongly associated with immunosuppression in the host, which may occur days after the initial injury and may lead to bacterial infections. Conversely, early transfusion of stored PRBCs, >6 units in the first 12 h postinjury, contributes to an early state of hyperinflammation that is a strong, independent predictor of multiple organ failure (MOF) in those patients with intermediate injury severity scores. The roles of prestorage leukoreduction are also reviewed with respect to the promotion of both immunosuppression and hyperinflammation. We further summarize studies with hemoglobin substitutes, whose use may obviate many of the untoward events of transfusion and promise to lead to better outcomes for injured patients.

(C)2004The Shock Society


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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