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Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

Incidência e Fatores de Risco de Fibrilação Atrial na Unidade de Terapia Intensiva Cirúrgica

01/06/2004


 

Em um artigo publicado recentemente na Critical Care, os autores avaliaram a incidência e os fatores de risco de fibrilação atrial (FA).

Foi feito um estudo observacional prospectivo na unidade de terapia intensiva (UTI) cirúrgica de um hospital universitário. Foram incluídos no estudo todos os pacientes com novo episódio de FA, internados na UTI cirúrgica durante um período de seis meses.

Dos 460 pacientes incluídos no estudo, a FA ocorreu em 24 pacientes (5.3%). A análise univariada, idade, doença cardiovascular pré-existente e tratamento prévio com bloqueadores de canal de cálcio foram preditores significantes de FA. Os pacientes com FA receberam significativamente mais fluidos e catecolaminas e apresentaram mais sepse, choque e insuficiência renal aguda. A gravidade (Simplified Acute Physiologic Score II - SAPS II), carga de trabalho e cuidados com o paciente na unidade de terapia intensiva (índice OMEGA), tempo de internação e de permanência na UTI e mortalidade estiveram significativamente aumentados nos pacientes que desenvolveram FA. A análise multivariada identificou cinco preditores independentes de FA: idade avançada, trauma torácico fechado, choque, cateter de artéria pulmonar e tratamento prévio com bloqueadores de canal de cálcio.

Os autores concluíram que nos pacientes da unidade de terapia intensiva cirúrgica, a incidência de FA é maior do que na população geral porém menor do que na unidade de cirurgia cardíaca. O início de FA reflete a gravidade da doença. A retirada do inibitor de canal de cálcio foi também um fator de risco independente de FA e a interrupção deste tratamento deve ser cuidadosamente avaliada. O trauma torácico fechado aumenta as chances de desenvolvimento de FA bem como a presença de choque, especialmente o choque séptico.

Incidence and risk factors of atrial fibrillation in a surgical intensive care unit - Critical Care - 2004; 32(4):722-726

Incidence and risk factors of atrial fibrillation in a surgical intensive care unit *.
Critical Care Medicine. 32(3):722-726, March 2004.
Seguin, Philippe MD; Signouret, Thomas MD; Laviolle, Bruno MD; Branger, Bernard MD; Malledant, Yannick MD

Abstract:
Objective: To evaluate the incidence and risks factors of atrial fibrillation (AF).

Design: Prospective, observational study.

Setting: A surgical intensive care unit of a university hospital.

Patients: All patients with new onset of AF admitted in the surgical intensive care unit during a 6-month period.

Interventions: None.

Measurement and Main Results: Of the 460 patients included in the study, AF developed in 24 patients (5.3%). According to univariate analysis, age, preexisting cardiovascular disease, and previous treatment by calcium-channel blockers were significant predictors of AF. Patients with AF received significantly more fluids and catecholamines and experienced more sepsis, shock, and acute renal failure. Severity (Simplified Acute Physiologic Score II), intensive care unit workload (OMEGA), intensive care unit and hospital length of stay, and mortality were significantly increased in patients who developed AF. Multivariate analysis identified five independent predictors of AF: advanced age, blunt thoracic trauma, shock, pulmonary artery catheter, and previous treatment by calcium-channel blockers.

Conclusions: In surgical intensive care unit patients, the incidence of AF is greater than in the general population but less than in the cardiac surgery unit. The onset of AF reflects the severity of the disease. Five independent risk factors of AF were identified in surgical intensive care unit patients. The withdrawal of a calcium-channel inhibitor was also an independent risk factor of AF, and the weaning of this treatment must be carefully evaluated. Blunt thoracic trauma increases the chances of developing AF, as does the presence of shock, especially septic shock.


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