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Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

Peptídeo Natriurético Cerebral: Um Marcador da Disfunção Miocárdica e Prognóstico Durante Sepse Grave

01/06/2004


 

Em um artigo publicado recentemente na Critical Care Medicine, os autores investigaram o valor dos níveis plasmáticos de peptídeo natriurétrico cerebral como um marcador de disfunção miocárdica sistólica durante a sepse grave e o choque séptico.

Foi feito um estudo observacional retrospectivo em uma unidade de terapia intensiva no qual participaram um total de 34 pacientes com sepse grave (nove pacientes) ou choque séptico (25 pacientes) sem insuficiência cardíaca, insuficiência respiratória ou insuficiência renal crônica prévias.

O desempenho miocárdico sistólico foi avaliado através da área fracional de contração (AFC) por ecocardiografia, realizada nos dias 2 (AFCD2) e 8. Os níveis plasmáticos de peptídeo natriurético cerebral foram medidos nos dias 1-4 e 8 após o começo da sepse grave. Entre 34 pacientes (Pontuação Simplificada de Fisiologia Aguda II - SAPS II, 43 ± 2.5), 15 (44%) apresentou disfunção miocárdica inicial (AFCD2 < 50%). Os pulmões foram a origem da sepse em 65% dos pacientes. A mortalidade no dia 28 foi de 29%. As comparações foram realizadas entre pacientes com (AFCD2 < 50%) e sem (AFCD2 = 50%) disfunção miocárdica. Os níveis plasmáticos de peptídeo natriurético cerebral foram significativamente maiores nos pacientes com AFCD2 < 50% do que naqueles com AFCD2 = 50% (p < .05) do dia 2 ao dia 4. Os níveis de peptídeo natriurético cerebral estiveram também significativamente maiores nos dias 2 e 3 em pacientes que faleceram durante a permanência na unidade de terapia intensiva (p < .05).

Os autores concluíram que a disfunção miocárdica sistólica esteve presente em 44% dos pacientes com sepse grave ou choque séptico. Nesse caso, o peptídeo natriurético cerebral parece útil para detectar essa disfunção e os elevados níveis plasmáticos parecem estar associados a um pior prognóstico de sepse, porém são necessários estudos adicionais.

Brain natriuretic peptide: A marker of myocardial dysfunction and prognosis during severe sepsis - Critical Care Medicine - 2004; 32(3):660-665

Brain natriuretic peptide: A marker of myocardial dysfunction and prognosis during severe sepsis.
Critical Care Medicine. 32(3):660-665, March 2004.
Charpentier, Julien MD; Luyt, Charles-Edouard MD; Fulla, Yvonne PhD; Vinsonneau, Christophe MD; Cariou, Alain MD; Grabar, Sophie MD; Dhainaut, Jean-Francois MD; Mira, Jean-Paul MD; Chiche, Jean-Daniel MD

Abstract:
Objective: To investigate the value of brain natriuretic peptide plasma levels as a marker of systolic myocardial dysfunction during severe sepsis and septic shock.

Design: Prospective observational study.

Setting: Intensive care unit.

Patients: A total of 34 consecutive patients with severe sepsis (nine patients) or septic shock (25 patients) without previous cardiac, respiratory, or chronic renal failure.

Interventions: None.

Measurements and Main Results: Myocardial systolic performance was assessed by fractional area contraction (FAC) using echocardiography performed on days 2 (FACD2) and 8. Plasma levels of brain natriuretic peptide were measured at days 1-4 and 8 after the beginning of severe sepsis. Among 34 patients (Simplified Acute Physiology Score II, 43 +/- 2.5), 15 (44%) presented with initial myocardial dysfunction (FACD2 < 50%). Lungs were the origin of sepsis in 65% of patients. The 28-day mortality was 29%. Comparisons were performed between patients with (FACD2 < 50%) and without (FACD2 >= 50%) myocardial dysfunction. Plasma levels of brain natriuretic peptide were significantly higher in patients with FACD2 < 50% than in those with FACD2 >= 50% (p < .05) from day 2 to day 4. Brain natriuretic peptide levels were also significantly higher on days 2 and 3 in patients who died during their intensive care unit stay (p < .05).

Conclusions: Systolic myocardial dysfunction is present in 44% of patient with severe sepsis or septic shock. In this setting, brain natriuretic peptide seems useful to detect myocardial dysfunction, and high plasma levels appear to be associated with poor outcome of sepsis, but further studies are needed.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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