Receitas Kasher/Cozinha Judaica -
Esta página já teve 132.474.770 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 24.706 acessos diários
home | entre em contato
 

Receitas Kasher/Cozinha Judaica

Pessach, sinônimo de liberdade

05/06/2004

Pessach, sinônimo de liberdade
Os símbolos e significados da celebração que expressa a essência do povo judeu


Tudo isso tem uma explicação. Durante os dias do Pessach é proibido consumir qualquer alimento chametz, palavra que designa toda comida que contenha como ingrediente grãos de trigo, centeio, cevada, aveia ou espelta, sujeitos à fermentação quando entram em contato com a água. Isso porque, em sua fuga apressada do Egito, os judeus não tiveram tempo de esperar a massa crescer, e assaram pães não-fermentados para se alimentarem.

Por outro lado, ovos, verduras e frutas frescas não precisam de nenhum cuidado especial, assim como carnes, peixes e aves. Desde que, é claro, sejam kasher: próprios para o consumo de acordo com as leis judaicas. Para comprovar sua origem kasher, o alimento tem de vir com um certificado concedido por uma autoridade rabínica.

As demais comidas simbólicas servidas durante o Seder costumam variar um pouco de acordo com a região e os costumes. Geralmente, compõem a mesa zeroá, beitzá, maror, karpas, charosset e água salgada.

O zeroá é um osso de perna de algum animal assado e chamuscado e representa o cordeiro pascal que antigamente era oferecido como sacrifício no Templo. Utiliza-se também um pescoço ou asa de frango. O beitzá é um ovo cozido e queimado e simboliza a oferenda festiva que era levada ao Templo durante o Pessach. Representa também o luto pela perda dos dois Templos em Jerusalém.

Maror são ervas amargas consumidas para relembrar a amargura da escravidão no Egito. Geralmente, são servidos pedaços de raiz-forte. As karpas são constituídas por ramos de salsa, ervas verdes ou qualquer outra verdura, e simbolizam o renascimento da natureza na primavera e a esperança de libertação que se renova após o inverno da opressão. Alguns judeus também usam, como maror, batatas cozidas.

A água salgada, na qual são mergulhadas as ervas verdes, é um símbolo das lágrimas derramadas pelos israelitas escravizados no Egito. Finalmente, o charosset é uma mistura de maçãs raladas, nozes moídas, vinho tinto e canela, e representa a argila com que os judeus antigos executavam os serviços de construção para o Faraó que os mantinha escravos. Ele simboliza também a argamassa que será usada para a reconstrução do Templo, na futura era messiânica.

O vinho é outro elemento indispensável na celebração do Seder e é um símbolo de júbilo. É costume mergulhar um dedo na taça de vinho quando se pronuncia o nome de cada uma das Dez Pragas, retirando-o em seguida e despejando fora uma gota de cada vez.

A preparação da festa

O primeiro passo é fazer uma limpeza geral na casa alguns dias antes do início do Pessach, principalmente na cozinha, para que não permaneça nenhum vestígio de chametz. A geladeira, a pia, o forno e o fogão têm que ser devidamente lavados e revestidos de acordo com as normas.

Além de não consumir alimentos chametz, muitas famílias mantêm panelas, pratos e talheres especiais para o Pessach, onde nunca é cozido nada que tenha sido fermentado. Caso contrário, é preciso purificar os utensílios.


No dia anterior ao Seder, há o ritual simbólico de procura de fermento, chamado Bedikat chametz. Depois que a casa está completamente limpa e todos os alimentos fermentados foram eliminados, os pais espalham algumas migalhas de pão pelo ambiente e as crianças procuram o chametz com a ajuda de uma vela. Então, utilizando uma pena e uma colher de pau, as migalhas são coletadas e, na manhã seguinte, queimadas fora de casa.

Durante toda a cerimônia da noite do Seder, é lida a Hagadá. Cada participante deve ter um exemplar, para que possa envolver-se ativamente em todos os passos da celebração. O responsável pela celebração do Seder senta-se numa poltrona confortável que tenha uma almofada como encosto, para poder se reclinar.

À mesa, são colocados três pães ázimos, um sobre o outro, em um recipiente especial com três divisões, ou envoltos cada um em um guardanapo. Eles representam os três grupos de judeus: kohen, levi e israel. Um dos matzá é partido ao meio e suas metades são reservadas para o afikoman, espécie de sobremesa servida ao final do Seder. Sobre os outros dois, é recitada a bênção do pão.

Uma taça tradicional também compõe a mesa do Seder. Geralmente de ouro ou prata, ela não é usada por ninguém, pois está simbolicamente reservada para o Profeta Elias, arauto da redenção. Segundo a tradição, ele visita todos os lares judaicos durante o Seder.

A cerimônia só termina quando todos comem um pedaço do afikoman. Às vezes, é feita uma brincadeira, e aquele que conduz as celebrações esconde o afikoman embrulhado num guardanapo para que as crianças descubram o esconderijo. Aquelas que conseguem encontrar o tesouro ganham prêmios. Em algumas famílias, são as crianças que escondem o afikoman, e o líder tem de resgatá-lo em troca de um presente.

Felizmente, nem só de restrições é feito o Pessach. Além dos alimentos simbólicos, pratos tradicionais e muito saborosos são servidos durante a cerimônia. Selecionamos algumas receitas judaicas que têm tudo a ver com essa celebração. Bom apetite e Chag Pessach Sameach!

www.acsbrasil.com.br


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos