Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação - Varizes: um mal pior do que se imagina
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Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação

Varizes: um mal pior do que se imagina

07/06/2004



Uma doença milenar freqüentemente associada à questão estética está relacionada, em certo grau, à formação de úlcera nas pernas, trombose venosa e inflamação dolorosa das veias. As varizes não são apenas um obstáculo para a beleza. Elas são veias que se dilataram e ficaram tortuosas, indicam problemas na circulação sangüínea e devem ser tratadas.

"O tratamento normalmente é feito em função da sintomatologia do paciente. Ele pode apresentar sensação de dor e inchaço nas pernas, eczema, coceira, áreas pigmentadas ou até mesmo, em casos mais extremos, a ruptura de uma variz provocada por um traumatismo na região", diz o angiologista da Fiocruz Sérgio Pacheco de Oliveira.

O médico explica que as paredes de todos os vasos têm uma parte muscular e outra elástica, que permite que se dilatem e retornem ao tamanho normal. Alterações degenerativas progressivas conduzem a lesões anatômicas, que fazem com que a veia fique constantemente dilatada, caracterizando as varizes. Elas podem apresentar diferentes formas: como minúsculas linhas avermelhadas, mais calibrosas e azuladas ou ainda com nódulos que saltam o plano da pele.

Fatores genéticos são os que mais colaboram para o aparecimento de varizes. Mas os hábitos de vida também podem ser essenciais para a sua evolução. "Pessoas que ficam muito tempo em posições com pouca mobilidade, seja em pé ou sentadas, tendem a desenvolver mais", conta o angiologista Edson Amaro Neves, autor do livro Manual das varizes. "As professoras e as enfermeiras, na minha clínica, foram as que mais desenvolveram varizes, segundo uma pesquisa feita por mim", afirma. Ele cita ainda como fatores de risco a obesidade, a alimentação desequilibrada, o uso de roupas apertadas e o sedentarismo.

Aos 53 anos e pesando 120 quilos, a cozinheira Lúcia (nome fictício) é um exemplo de como as varizes podem ser prejudiciais. Por conta da profissão, ela passou grande parte da vida em pé. Hoje, sofrendo com princípio de tromboflebite, coágulo de veia e inflamação do vaso e tecidos vizinhos, a cozinheira é impedida de trabalhar. "Há vinte anos eu tinha apenas umas linhas vermelhas que não me incomodavam. Com o tempo elas foram aumentando de tamanho e provocando uma queimação. Hoje uso meia elástica até os joelhos e não posso mais continuar trabalhando", conta.

Os primeiros registros de varizes datam de uma época anterior à era cristã. Estatísticas atuais apontam para uma prevalência aproximada de 37,9% na população geral, sendo as mulheres cinco vezes mais atingidas do que os homens. "O estrogênio, principal hormônio feminino, provoca um efeito negativo na parede das veias. O uso de anticoncepcional, a terapia de substituição hormonal e a gravidez são fatores que influenciam no aparecimento de varizes", explica Oliveira. Segundo ele, os idosos também apresentam grande número de veias varicosas devido à degradação dos tecidos própria da idade e ao tempo que a moléstia teve para se desenvolver, dado que é progressiva.

De acordo com a evolução do quadro, o médico pode indicar uma cirurgia ou a injeção de produtos químicos no vaso danificado. Mas a causa hereditária das varizes ainda não pode ser eliminada. Com o tempo, o incômodo pode voltar a aparecer. Para evita-los, os médicos recomendam a adoção de hábitos saudáveis, como o cuidado com a alimentação, a prática de atividade física e a constante hidratação, além de visitas regulares a um especialista de confiança. O uso de salto alto também está liberado. Não existem dados que comprovem sua participação na formação de varizes. "O recomendável é ao final do dia fazer uma massagem ou elevar as pernas para reequilibrar a circulação", indica Neves.

Fonte: Fiocruz


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