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Tratamento de patologias vasculares de membros inferiores em pacientes diabéticos utilizando irradiação intravenosa com laser de hélio-neônio

14/06/2004

RESUMO DE TEMA CORRELATO: EXPERIMENTO CLÍNICO

 

TÍTULO DO TRABALHO:

 

 

 

“TRATAMENTO DE PATOLOGIAS VASCULARES  DE MEMBROS INFERIORES  EM PACIENTES  DIABÉTICOS UTILIZANDO IRRADIAÇÃO  INTRAVENOSA COM LASER DE HÉLIO NEÔNIO”

 

“TREATMENT OF VASCULAR  LOWER LIMBS DISEASES BY INTRAVENOUS HELIUM NEON LASER IRRADIATION IN DIABETIC PATIENTS”

 

 

New Medical Laser Institute : Rua Dep. Lacerda Franco 642  -São Paulo -  SP

 

 

Autor : Santos, Irineu Cardoso; Carvalho; Carlos Alberto M., ;Araújo, José Roberto

Apresentador: Irineu Cardoso dos Santos

 

Palavra-chave ou Unitêrmo : Laser de Hélio Neônio e Cicatrização, Laserterapia e Pé Diabético.

Key-Word or Uniterm: Helium Neon Laser and Healling, Diabetic Foot and Lasertherapy

 

 

 

Resumo: Foram  estudados  65 pacientes  Diabéticos portadores de Patologias Vasculares em Membros Inferiores. Divididos em 2 grupos homogêneos, para tratamento ambulatorial, sendo G1 incluído Laserterapia  e G2 somente tratamento tradicional. Demonstrou-se ao final do estudo de 6 meses que:  houve menor tempo de cura, maior número de pacientes com alívio de dor em 6 dias e melhores resultados de tratamento nos  pacientes submetidos à Laserterapia que no Grupo Controle.

 

 

Abstract: 65 patients with  Vascular diseases of Lower Limbs was taken to this study. They were divide into two uniform groups for  outpatient treatment, including Lasertherapy to G1 and  traditional treatment to G2. At the end of this study we conclude that: there was shortter time to healling process, outnumber of patients with pain relief and better treatment results between this two groups with advantages to that  one submited to  the lasertherapy.

 

 

 

 

 

 

 

Introdução:

É fato que o paciente diabético apresenta complicações vasculares, neuropáticas, osteoarticulares de Membros Inferiores  em taxa de  20%  dos doentes. (2)

Não é de longe que o fatores  que mais preocupam são Infecção, Isquemia e Neuropatia.

Existe além dos fatores locais nos membros inferiores, o fator sistêmico superajuntado, como deficiência imunológica, queda do estado geral, desnutrição subclínica, que contribuem para que uma bactéria que penetre por solução de continuidade da pele, venha a se instalar, crescer, reproduzir e renovar se ciclo biológico, causando infecção em pé de paciente diabético, condição que se convencionou chamar de Infecção em Pé Diabético.(3)

Costuma-se atribuir às complicações do Pé Diabético, mesmo que sua origem seja diversa da isquêmica, das consequências da Insuficiência Venosa, causa Vascular, pois é descrito que mesmo em se palpando pulsos arteriais em pé, existe uma alteração ao nível de microcirculação, perturbando a troca tecidual de elementos nutricionais  e gases para os tecidos, sendo devido  à  este motivo, é que o cirurgião vascular é mais procurado quando há doença em pé de paciente diabético.

O tratamento destas complicações compreende um cuidadoso roteiro de anamnese e exame físico, procurando fazer um diferencial entre pé isquêmico, infeccioso e neuropático, sendo que em cada um cabe ao angiologista observar o quadro clínico, seus exames complementares necessários e instituição das medidas terapêuticas. Após o tratamento visa-se a reabilitação do paciente e medidas higiêno-dietéticas  com profilaxia das complicações.

Ao tratamento que se institui nos três grandes grupos compreende o clínico( cuidados gerais, repouso, antibióticos e cuidados locais) e cirúrgico (debridamentos, drenagens, amputação)

Todos os recursos utilizados, geram um tratamento com data de início, mas sem data de conclusão.

Este tempo de tratamento, número de intervenções em pé diabético, tempo para alívio dos sintomas dolorosos  feito em estudo dirigido, foi alvo de nossa pesquisa, utilizando em um grupo a inclusão, além desta terapêutica tradicional, a Laserterapia Intravenosa com Laser de Hélio Neônio.

 

Materiais e Métodos:

Feito Estudo Clínico Dirigido com Grupo Controle utilizando Métodos  Estatísticos do  Qui Quadrado para Comparação dos Grupos  quanto à Sexo, Idade, Índice de Massa Corpórea, Diagnóstico Anterior e de ManWithney e T independente para avaliação dos resultados obtidos com  Tempo de Cura, Número de Debridamentos, Tempo de Melhora e Qualidade de Tratamento.

Foi utilizado para este estudo pacientes oriundos de Clínicas Particulares, tendo sido examinados, feito exames complementares e devidos que seriam de tratamento domiciliar, afastadas as indicações de internações hospitalares, sendo de escolha dos pacientes serem incluídos neste grupo controle A, sob laserterapia, explicado a que Protocolo Definido de Irradiação seriam inclusos. O mesmo procedimento foi dado para os que não foram incluídos sob o tratamento com Laserterapia, sabedores que seriam tratados pelo método de tratamento tradicional. Todos os pacientes tiveram em sua anamnese tomadas as medidas antropométricas de peso, altura, idade, sexo, tipo de diabétes, medicação para controle da glicemia, medida de úlcera varicosa ou isquêmica,

Os dados obtidos como resultado de tratamento incluiu, que pacientes foram submetidos aos protocolos de irradiação, quantos tiveram melhora da dor em 6 dias, quantos cicatrizaram as úlceras e em que tempo, quantos tiveram melhora parcial e cura total e em que tempo, quantos abandonaram e por qual motivo.

Foi utilizado o aparelho de Irradiação com Laser de Hélio Neônio da New Medical, com potência até 10 mW, set time de 0 a 50  minutos,  com emissão de Luz  com comprimento de onda de 632 nm, utilizando fibras ópticas e agulhas com fibras ópticas que são conectadas com a corrente sanguínea por punção percutânea através de cânula plástica intravenosa calibre 22. Para irradiar o paciente após tê-lo divido no seu Grupo e subgrupo, é feito o enquadramento em Protocolo Definido de Irradiação, como se segue:

Protocolo 1- Quadros  Inflamatórios/Infecciosos  com Associação Álgica  até  grau III  - Programado 10 sessões de 25 minutos com Potência de 1,5 mW., sendo 5 em dias consecutivos e 5 em dias alternados. Reavaliação da necessidade de repetir o tratamento.

Protocolo 2 - Quadros Inflamatórios /Infecciosos  com Associação Álgica maior que grau III – Programado 10 sessões de 30 minutos com Potência de 2,0 mW, sendo 10 sessões em dias consecutivos. Reavaliação da necessidade de repetir o tratamento.

Protocolo 3 -Quadros Inflamatórios / Infecciosos Puros : programados 10 sessões de 25 minutos com 1 mW em dias alternados. Reavaliação da necessidade de repetir o tratamento.

Protocolo 4 - Quadros Ulcerosos Varicosos ou Isquêmicos com Associação Álgica até grau III: programada 20 sessões de 35 minutos  com Potência de 1,5 mW , sendo 10 sessões em dias consecutivos e 10 sessões em dias alternados. Reavaliação da necessidade de reprogramar e continuar o tratamento.

Protocolo 5 - Quadros Ulcerosos  Varicoso ou Isquêmicos com Associação Álgica maior que Grau III – programada 20 sessões  de 40 minutos com Potência de 2,0 mW , sendo 10 em dias consecutivos e 10 em dias alternados. Reavaliação no final da necessidade de reprogramar e continuar o tratamento.

Protocolo 6 - Quadro Ulceroso Varicoso ou Isquêmico puro : programado 20 sessões de 35 minutos com Potência de 2,0 mW em dias alternados. Reavaliação da necessidade de reprogramar e continuar o tratamento.

 

Definição de Pacientes por Grupo e subgrupo:

GRUPO A– Inclui Laserterapia – 32 pacientes

A1 – 14 pacientes – 43,75% - Lesão Limitada Pés. 

A2 – 10 pacientes – 31,25% - Úlceras Varicosas ou  Isquêmicas

A3 – 08 pacientes – 25% - Inflamação\Infecção Subcutâneo

GRUPO B – Não Inclui Laserterapia – 33 pacientes

B1 - 11 pacientes  - 33,33% - Lesão limitada Pés

B2 – 13 pacientes - 39,39% - Úlceras Varicosas ou  Isquêmicas

B3 – 09 pacientes – 27,27% - Inflamação\Infecção  Subcutâneo

 

Divisão de pacientes por Protocolos:

P1 -   10 pacientes –                P2 – 08 pacientes

 

P3 -  04 pacientes –                  P4  -  04 pacientes - 

P5 -   04 pacientes –                 P6 -   02 pacientes - 

 

 

 

A classificação da Intensidade do quadro doloroso foi  Elaborado  por  Notas atribuídas pelos pacientes, subjetivamente, variando de acordo com a Tabela mostrada:

 

0-     Ausência Total da dor.     -  Classe I

1-2 -  Dor  Mínima  sem necessidade de Analgésicos   - Classe II  

3-5 -  Dor Leve que necessita do auxílio de Analgésicos para melhora    -  Classe  III

6-8 -  Dor  Moderada a Forte que impede a Atividade Normal, que melhora com analgésicos potentes    -  Classe IV

9-10 – Dor Excruciante que não cede com Analgésicos.  Classe V

 

Conclusão:

Os estudos estatísticos concluíram de G1 e G2 são Homogêneos quanto à Idade (t = 1,132 e p>0,20), em Pêso ( t=0,268 e p>0,50), em IMC (t=0,916 e p>0,20), em Sexo iguais, Tipo de Diabetes (Qui-quad 0,186 e p>0,50), Tratamento anterior (Qui-qud 1,465 e p>0,30).

Portantos estes dados não interferem quanto a obtenção de resultados do tratamento, sendo os grupos homogêneos em parâmetros antropométricos .

Dos resultados do tratamento obtivemos que não houve diferença significativa entre os grupos quanto aos Debridamentos no Grupo ( Qui-Qua 0,967 e p>0,20) e quanto ao Número de Debridamentos entre os Grupos com z=1,050 e p>0,20.

Houve diferença estatísticamente significativa entre os Grupos quanto ao Tempo de Cura, sendo menor em G1 com Z= 3,750 e p<0,001, quanto ao Alívio da Dor até o 6º dia sendo maior em G1 69% e menor em G2 33% sendo Qui-quad 8,155 e p<0,01. Quanto ao Resultado do Tratamento foi Preponderante com resultados melhores e signicativos estatísticamente em G1 que G2, sendo Z= 2,157 e p<0,05.

 

 

Bibliografia:

1-     McITTRICK, L.S.;  McITTRICK, J. B. & RISLEY, T.S. – Tramsetatarsal                             

             amputation for infection or gangrene in patients with diabetes mellitus.     

             Ann. Surg., 130: 826, 1949.

2-     ROBSON, M.C. & EDSTROM, L.E. – The diabetic foot: na alternative

            approach to major amputation. Sug. Clin. N. Am., 57: 1089, 1977

3-     WOLOSKER, M.; BUENO-NETO, J.; COSSERMELLI, W.; SRAOVA.

S/;TOLEDO, O. M.; CINELLI, JR., M. & LEÃO, L. E. P.– Pé diabético: conceito, quadro clínico e orientação diagnóstica. Ver. Assoc. Med. Brasil., 13: 241, 1967.

4-     MAYALL, R.C. etal in Maffei, F.H.A.; Doenças Vasculares Periféricas,

            Medsi  p. 865-881, 1987.

5-     DELBRIDGE L, APPLEBERG M, REEVE TS. Factors associated with the

            development of foot lesions in the diabetic. Surgery 1983; 93: 78-82

6- SKIHAMA H. Effects of a He-Ne Laser on Cutaneous Inflamation. Kurume

            Med J; 42 (4): 299 - 305, 1995

7-CISNEROS J.L. - Tratamento de Los Queloides Com Laser He/Ne + I.R.

           Inv. y Clinica Laser, 1:32, 1984

8. MESTER, E & Jaszsagi - Nagy, E - The effect Of Laser Radiation on

           Wound Healing and Collagen Synthesis. Studia Biophys. 35: 227, 1973

            Trelles, M.A & Mester, A - Ulceros Cronicos en Los Extremidades

            Inferiores. Inv. Clínica Laser I: 32, 1984

9- CURI, P.R. Metodologia e Análise da Pesquisa em Ciências        Biológica.

            Tipomic.Botucatu,  1.978

 

 

 

Discussão Final:

Estes dados nos permite concluir que o tratamento com Laserterapia pela Irradiação de baixa frequência de Hélio Neônio é segura, melhora a qualidade do tratamento, diminui o status doloroso, diminui o tempo de cura em pacientes diabéticos com afecções ulcerosas e infectadas em Membros Inferiores, quando comparado com pacientes que não acrescentam este recurso em seu tratamento

 

 

 

 

Endereço do Autor : Rua Goiás nº 603

CEP 18705-400  tel 014-721.1901

E-mail  dririneu@activenet.com.br

Avaré                                  SP


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