Ginecologia/Mulher - Polipo endometrial- descrição
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Ginecologia/Mulher

Polipo endometrial- descrição

14/06/2004
 

 

É difícil estabelecer com precisão a freqüência de pólipos endometriais, por serem estes assintomáticas na grande maioria das vezes.

Quando sintomáticos, cursam geralmente com sangramento uterino anormal. Em estudos realizados em mulheres com sangramento uterino, foi encontrado pólipos em cerca de 38%.

Também podem ser implicados como possível causa de infertilidade. Alguns estudos mostram uma percetagem de 6-36% de pólipos em mulheres com infertilidade e que foram submetidas a histeroscopia. Do ponto de vista histeroscópio, interferem com a capacidade reprodutora os pólipos maior que 2cm, de localização cornual e especialmente os de tamanhos médio e que se localizam a nível de orifício cervical interno (OCI). Embora não se saiba ao certo o mecanismo pelo qual o pólipo cause infertilidade (talvez como DIU), tem-se melhora com a sua remoção.

Sob visão histeroscópica, podemos classificá-los nos seguintes tipos:

Glandulares: São semelhantes ao endométrio circundante, sendo, portanto, difíceis de identificar à Microcolpohisteroscopia. Quando possuem base ampla, são confundidos com miomas submucosos revestidos de endométrio. Geralmente são lisos e brilhantes.

Císticos: Apresentam cistos de retenção na superfície, que apresentam conteúdo mucoso por trans-iluminação.

Adenofibromatosos: São semelhantes aos pólipos glandulares na Microcolpohisteroscopia. Podem ser abundantes e estes são muito vascularizados.

Fibrosos: Comuns em mulheres em idade avançada, têm superfície regressivos de pólipos adenomatosos.

Telangiectásicos: Possuem superfície lisa e brilhante com abundante vascularização longitudinal. Sangram com facilidade.

O diagnóstico de pólipo pode ser sugerido por vários técnicas, como pela ultrassonografia, a Histerossalpingografia ou ressonância magnética, porém a histeroscopia mostra-se como padrão-ouro. Para diagnóstico, ela permite a avaliação ideal de patologias que levam a uma desordem na cavidade uterina, o que é facilmente observado sob visão panorâmica.

Quando a conservação do útero é desejada, a cirurgia histeroscópia é o tratamento de escolha para tratar essas lesões, geralmente benignas. Outros formas de tratamento para pólipo são supressão hormonal(?) e histerectomia.

A remoção dos pólipos pode ser feita histeroscopicamente por meio mecânicos, laser ou eletrocirurgia. Geralmente não é necessário a laparoscopia concomitante, exceto quando se requer grandes manipulação.

Para pólipos pequenos, e bem pediculados, pode ser suficiente também a eletrocoagulação de sua base de implantação. Se o pólipo é pequeno, porém de base ampla, pode cauterizar-se a sua totalidade é importante lembrar a necessidade de anestesia sempre que realizamos coagulação ou quando realizarmos polipectomia, se a base do pólipo é maior que 1cm de diâmentro.

Para remoção de pólipos maiores (ou outros tumores intra-cavitários), o ressectoscópio e a eletrocirurgia tem sido usados com sucesso. São necessário anestesia geral administrado por máscara, preparo da vagina e colo, dilatação do colo, distensão da cavidade, usualmente com dextran ou fluidos de baixa viscosidade, retirada da peça com "eletro-loop". Se o pedaço do tumor é grande e interfere com a visualização, pode ser removido com uma pinça de garra. A cavidade é re-inspecionada e os pontos sangrantes são coagulados. Depois os instrumentos são removidos. O laser atua de modo semelhantes à eletrocoagulação, com o inconveniente de não se controlar a profundidade da coagulação.

Uma revisão de muitas séries mostra uma significante melhora nas queixas (sangramento uterino anormal, dismenorreia, infertilidade e perdas gravídicas repetidas). Após polipectomias as complicações são mínimas.

Francisco das Chagas Medeiros
Leila Lopes

www.meac.ufc.br


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