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Enxaqueca/Cefaléia/Dor de cabeça

Cefaléia Troclear Primária

15/06/2004


 

Pesquisadores espanhóis têm observado um grupo de pacientes com queixas de dor periorbitária, emanada da área troclear, na ausência de trocleíte ou outra doença orbitária ou sistêmica. Todos foram previamente diagnosticados e tratados como diferentes tipos de cefaléias, mas a dor não foi controlada até que o tratamento local na tróclea afetada foi realizado. Os autores realizaram um estudo de série de casos observacional, que foi recentemente publicado na revista Neurology, com o objetivo de investigar o papel da área troclear na causa e modulação de cefaléia.

A dor troclear foi definida como dor exacerbada nesta área sob exame e ao olhar em supra-adição. A dor foi estudada após injeções de lidocaína, corticosteróides e placebo na região troclear. Dor orbitária secundária foi excluída.

Dezessete mulheres e um homem foram avaliados (idade média de 44 anos). Todos apresentaram dor unilateral na área troclear (60% relataram cefaléia mais extensa), por mais de 1 ano em 70%. Não foram observados sinais autonômicos oculares nem restrições de motilidade. Os exames de imagem foram normais em 100%. O padrão temporal foi crônico ou remissivo, com exacerbações agudas. A dor teve uma piora noturna em 55%. Um total de 62% apresentou cefaléias concorrentes. Os corticosteróides injetados localmente aliviaram a dor dentro de 48 horas em 95% e também melhoraram as cefaléias concorrentes, por diminuir a freqüência de ataque e o uso de analgésicos. O placebo não foi útil. Recaídas foram observadas em 45% (média de 8 meses).

Os autores concluíram que a região troclear é a origem de uma cefaléia específica e não conhecida, a qual chamaram de cefaléia troclear primária. Afirmaram ainda que o tratamento local na área troclear também é útil para outras cefaléias primárias concorrentes com resposta inadequada à terapia oral.

Primary trochlear headache - A new cephalgia generated and modulated on the trochlear regionNeurology 2004; 62: 1134 – 1140.

NEUROLOGY 2004;62:1134-1140
© 2004
American Academy of Neurology

Primary trochlear headache

A new cephalgia generated and modulated on the trochlear region

J. Yangüela, MD*, M. Sánchez-del-Rio, MD*, A. Bueno, MD*, A. Espinosa, MD, P. Gili, MD*, N. Lopez-Ferrando, MD, F. Barriga, MD*, J. C. Nieto, MD and J. A. Pareja, MD PhD*

From the Ophthalmology Unit (Drs. Yangüela and Gili), Neurology Unit, Headache Program (Drs. Sánchez-del-Rio, Barriga, and Pareja), Radiology Unit (Dr. Bueno), and Internal Medicine Unit (Dr. Espinosa), Fundación Hospital Alcorcón, Madrid; Ophthalmology Unit (Dr. Lopez-Ferrando), Hospital El Escorial, Madrid; and Radiology Unit (Dr. Nieto), Hospital La Mancha Centro, Alcázar de San Juan, Ciudad Real, Spain.

Address correspondence and reprint requests to Dr. Julio Yangüela Rodilla, Unidad de Oftalmología, Departamento de Cirugía, Fundación Hospital Alcorcón, c/Budapest 1, 28922, Alcorcón, Madrid, Spain; e-mail: jyanguela@fhalcorcon.es

Background: The authors have observed a group of patients complaining of periorbital pain, emanating from the trochlear area, in absence of trochleitis or other orbital or systemic disease. All were previously diagnosed and treated as different types of headaches, but pain was not controlled until local treatment on the sore trochlea was performed. The authors have investigated the role of the trochlear area in causing and modulating headache.

Methods: Observational case series. Trochlear pain was defined as pain on this area, exacerbated upon examination and looking in supraduction. Pain was studied after trochlear injections of lidocaine, corticosteroids, and placebo. Secondary orbital pain was ruled out.

Results: Seventeen women and one man were evaluated (mean age: 44 years). All presented unilateral pain in the trochlear area (60% reported more extended headache), for more than 1 year in 70%. Neither ocular autonomic signs nor motility restrictions were observed. Imaging examinations were normal in 100%. The temporal pattern was either chronic or remitting, with acute exacerbations. Pain increased at night in 55%. A total of 62% presented concurrent headaches. Locally injected corticosteroids relieved the pain within 48 hours in 95% and also improved concurrent headaches, by decreasing attack frequency and analgesics intake. Placebo was not helpful. Relapses were observed in 45% (average 8 months).

Conclusions: The trochlear region is the origin of a specific and unrecognized headache, which we have named primary trochlear headache. Local treatment on the trochlear area is also useful for other concurrent primary headaches with inadequate response to oral therapy.


Received February 24, 2003. Accepted in final form December 1, 2003.

*Member of the Headache Program, Fundación Hospital Alcorcón.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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