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Sono/Distúrbio do sono

NARES: um fator de risco para Apnéia Obstrutiva do Sono?

30/06/2004


 

A rinite eosinofílica não alérgica (NARES) constitui uma condição nasal rara caracterizada por uma inflamação eosinofílica crônica. As queixas principais dos pacientes compreendem congestão nasal e rinorréia. A síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS) é uma condição de ameaça à vida em potencial caracterizada por episódios recorrentes de obstrução das vias aéreas superiores, resultando em desaturação de oxigênio. A congestão nasal constitui um fator de predisposição para SAOS. Pesquisadores alemães realizaram um estudo, publicado recentemente no American Journal of Otolaryngology, com o objetivo de verificar se NARES constitui um fator de risco para SAOS.

Foi analisado um total de 26 pacientes que apresentavam os sintomas típicos de apnéia do sono. Dez pacientes tinham diagnóstico de NARES (média de idade 56,8 ± 12,5; índice de massa corpórea [IMC] 29,3 kg/m2 ± 2,8; nove homens: uma mulher) e foram comparados com 16 indivíduos agrupados pela idade e índice de massa corpórea (média de idade 58,8 ± 11,6; IMC 29,7 kg/m2 ± 3,8; 16 homens) sem inflamação nasal, como rinite alérgica, sinusite, polipose nasal ou rinite vasomotora. Todos os pacientes foram testados por polissonografia para SAOS.

Os pacientes sofrendo de NARES revelaram parâmetros polissonográficos (índice de hipopnéia, índice de apnéia-hipopnéia, saturação de oxigênio média e mínima) significativamente prejudicados (P ? 0,01) em comparação com os pacientes sem inflamação nasal.

Os autores concluíram que estes resultados apontam a rinite eosinofílica não alérgica (NARES) como um fator de risco para a indução ou aumento da síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS), sendo que os pacientes com NARES sofreram de SAOS grave, enquanto que os indivíduos sem doença sofreram apenas de SAOS moderada, de acordo com o critério da Academia Americana de Medicina do Sono (American Academy of Sleep Medicine). Relataram que estes resultados apoiam os de outros trabalhos, sugerindo que a inflamação nasal crônica ocasiona SAOS. Afirmaram também que os mecanismos de suas observações ainda não estão completamente compreendidos, mas que a obstrução nasal ou reflexos neuronais devem estar envolvidos.

Nares: a risk factor for obstructive sleep apnea? - American Journal of Otolaryngology 2004; 25(3): 173-177.

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American Journal of Otolaryngology
Volume 25, Issue 3 , May-June 2004, Pages 157-161

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doi:10.1016/j.amjoto.2003.12.001    How to Cite or Link Using DOI (Opens New Window)  
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Original contribution

Resection of juvenile angiofibroma using the Le Fort I approach

Francisco Veríssimo de Mello-Filho MD, PhDCorresponding Author Contact Information,Corresponding Author Contact Information, E-mail The Corresponding Author, *, Luiz Carlos Conti De Freitas MD*, Antônio Carlos Dos Santos MD, PhD* and Rui Celso Martins Mamede MD, PhD*

* Department of Ophthalmology, Otorhinolaryngology-Head and Neck Surgery, University of São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil

Available online 28 April 2004.


Abstract

Background

Juvenile angiofibroma (JA) is a rare tumor that occurs exclusively in adolescent male patients. The mainstay treatment for JA is complete surgical excision. Acceptable surgical approaches for the resection of JA include transantral, transpalatal, combined, endoscopic, and Le Fort I procedures, among others. Because exposure of the entire extension of the tumor may not possible, the recurrence rates after surgical treatment of JA may be as high as 55%. The purpose of this study was to evaluate the results after using the Le Fort I technique for the resection of JA.

Methods

We retrospectively studied 19 patients with JA submitted to surgical resection by using the Le Fort I approach from March 1983 to September 2002. Data regarding demographic characteristics, tumor topography, use of embolization, recurrence, and complication of treatment were obtained.

Results

Patient age at the time of diagnosis ranged from 8 to 26 years with a mean age of 16 years. The most common tumor site was the nasopharynx in 100% of the cases, pterygopalatine fossa (95%), nasal cavity (84%), and sphenoid sinus (63%). Angiography and embolization were performed preoperatively in 57% of the patients. The follow-up period ranged from 1 to 19 years (mean, 9.7 years; median, 8.0 years). One patient experienced malocclusion after surgery. However, we did not observe any recurrences during the follow-up period.

Conclusion

We conclude that the Le Fort I approach is a safe technique that permits the total resection of the JA with a low rate of postoperative complications and a low rate of recurrence.


 

Corresponding Author Contact InformationCorresponding author. Address correspondence to: Francisco Veríssimo de Mello-Filho, MD, PhD, Department of Ophthalmology, Otolaryngology-Head and Neck Surgery, Clinical Hospital of Faculty of Medicine of Ribeirão Preto, University of São Paulo, Av. Bandeirantes 3900-Monte Alegre-14049-900, Ribeirão Preto, , São Paulo, , Brazil


 


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