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Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

Delirium como um Preditor de Mortalidade em Pacientes com Ventilação Mecânica em Unidade de Terapia Intensiva

06/07/2004


 

Na unidade de terapia intensiva (UTI), o delirium ainda é uma forma comum de subdiagnosticar a disfunção de um órgão e sua contribuição para a evolução permanece incerto. Foi realizado um estudo de coorte prospectivo recentemente publicado no JAMA para determinar se o delirium é um preditor da evolução clínica independente, incluindo a mortalidade em seis meses e a duração da internação na UTI sob ventilação mecânica.

O estudo envolveu 275 pacientes consecutivos submetidos à ventilação mecânica admitidos em UTIs médicas adultas ou coronarianas de um centro médico universitário americano entre fevereiro de 2000 e maio de 2001. Os pacientes foram acompanhados quanto ao desenvolvimento de delirium por 2158 dias de UTI utilizando-se o Método de Determinação de Confusão para UTI e a Escala de Agitação-Sedação de Richmond (Confusion Assessment Method para UTI e Richmond Agitation-Sedation Scale). Os resultados primários incluíram mortalidade em seis meses e duração da internação hospitalar no período pós-UTI. Os resultados secundários foram os dias livres do ventilador e déficit cognitivo na alta hospitalar.

Dos 275 pacientes, 51 (18,5%) tiveram coma persistente e morreram no hospital. Dentre os 224 restantes, 183 (81,7%) desenvolveram delirium em algum momento durante a estadia na UTI. As demografias basais, incluindo idade, índices de comorbidade e demência, atividades do cotidiano, gravidade da doença e diagnóstico admissional foram similares entre aqueles com e sem delirium (P > 0,05 para todos). Os pacientes que desenvolveram delirium tiveram taxas de mortalidade em seis meses maiores (34% vs 15%; P = 0,03) e ficaram 10 dias a mais no hospital que aqueles que nunca desenvolveram delirium (P < 0,001). Depois de ajustado para as covariantes (incluindo idade, gravidade da doença, comorbidades, coma e uso de sedativos ou analgésicos), o delirium foi independentemente associado com maior mortalidade em seis meses (razão de risco [RR] ajustada 3,2; intervalo de confiança [IC] de 95%; 1,4 – 7,7; P = 0,008), e maior permanência no hospital (RR ajustado 2,0; IC 95%; 1,4 – 3,0; P <0,001). O delirium, na UTI, também foi independentemente associado com maior período de internação pós-UTI (RR ajustada 1,6; IC 95%; 1,2 – 2,3; P = 0,009), menor mediana de dias de vida e sem ventilação mecânica (19 [variação interquartil, 4 - 23] vs 24 [19 - 26]; Pajustado = 0,03), e maior incidência de déficits cognitivos na alta hospitalar (RR ajustado 9,1; IC 95%, 2,3 – 35,3; P = 0,002).

Os autores concluíram que o delirium foi um preditor independente de maior mortalidade em seis meses e maior estadia hospitalar mesmo após ajuste para covariantes relevantes como coma, sedativos e analgésicos em pacientes com ventilação mecânica.

Delirium as a Predictor of Mortality in Mechanically Ventilated Patients in the Intensive Care Unit - JAMA 2004; 291: 1753 - 1762.

JAMA
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Vol. 291 No. 14, April 14, 2004 TABLE OF CONTENTS
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Delirium as a Predictor of Mortality in Mechanically Ventilated Patients in the Intensive Care Unit

E. Wesley Ely, MD, MPH; Ayumi Shintani, PhD, MPH; Brenda Truman, RN, MSN; Theodore Speroff, PhD; Sharon M. Gordon, PsyD; Frank E. Harrell, Jr, PhD; Sharon K. Inouye, MD, MPH; Gordon R. Bernard, MD; Robert S. Dittus, MD, MPH

JAMA. 2004;291:1753-1762.

Context  In the intensive care unit (ICU), delirium is a common yet underdiagnosed form of organ dysfunction, and its contribution to patient outcomes is unclear.

Objective  To determine if delirium is an independent predictor of clinical outcomes, including 6-month mortality and length of stay among ICU patients receiving mechanical ventilation.

Design, Setting, and Participants  Prospective cohort study enrolling 275 consecutive mechanically ventilated patients admitted to adult medical and coronary ICUs of a US university-based medical center between February 2000 and May 2001. Patients were followed up for development of delirium over 2158 ICU days using the Confusion Assessment Method for the ICU and the Richmond Agitation-Sedation Scale.

Main Outcome Measures  Primary outcomes included 6-month mortality, overall hospital length of stay, and length of stay in the post-ICU period. Secondary outcomes were ventilator-free days and cognitive impairment at hospital discharge.

Results  Of 275 patients, 51 (18.5%) had persistent coma and died in the hospital. Among the remaining 224 patients, 183 (81.7%) developed delirium at some point during the ICU stay. Baseline demographics including age, comorbidity scores, dementia scores, activities of daily living, severity of illness, and admission diagnoses were similar between those with and without delirium (P>.05 for all). Patients who developed delirium had higher 6-month mortality rates (34% vs 15%, P = .03) and spent 10 days longer in the hospital than those who never developed delirium (P<.001). After adjusting for covariates (including age, severity of illness, comorbid conditions, coma, and use of sedatives or analgesic medications), delirium was independently associated with higher 6-month mortality (adjusted hazard ratio [HR], 3.2; 95% confidence interval [CI], 1.4-7.7; P = .008), and longer hospital stay (adjusted HR, 2.0; 95% CI, 1.4-3.0; P<.001). Delirium in the ICU was also independently associated with a longer post-ICU stay (adjusted HR, 1.6; 95% CI, 1.2-2.3; P = .009), fewer median days alive and without mechanical ventilation (19 [interquartile range, 4-23] vs 24 [19-26]; adjusted P = .03), and a higher incidence of cognitive impairment at hospital discharge (adjusted HR, 9.1; 95% CI, 2.3-35.3; P = .002).

Conclusion  Delirium was an independent predictor of higher 6-month mortality and longer hospital stay even after adjusting for relevant covariates including coma, sedatives, and analgesics in patients receiving mechanical ventilation.



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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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