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Gravidez/Parto/Obstetrícia

Gravidez e parto matam 500 mil

10/07/2004



Diretora do Fundo de População da ONU divulga balanço de vítimas a cada ano e alerta que risco é maior entre as jovens

Genebra – Mais de meio milhão de mulheres morrem todos os anos, nos países pobres, por causa de complicações na gravidez e no parto, e por falta de atendimento médico adequado, denunciou a professora Gita Sen, diretora do Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP). A situação é ainda mais séria, ressalta ela, porque, à parte os óbitos, “aproximadamente 18 milhões de mulheres ficam inválidas ou permanentemente enfermas em razão de doenças contraídas durante a gravidez”.

A mortalidade materna é um dos casos em que não se registrou qualquer avanço desde a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Cairo em 1994, destacou Gita em entrevista à imprensa, na noite de segunda-feira.

Segundo ela, grande parte dessas mortes poderia ser evitada, mas aproximadamente 40% das mulheres que vivem nos países do Terceiro Mundo dão à luz sem ajuda médica, conforme estudo feito em 169 países como parte de um balanço dos dez anos da Conferência do Cairo.

Aproximadamente 40% das mulheres que vivem nos países do Terceiro Mundo dão à luz sem ajuda médica

O risco é particularmente alto para as jovens entre 15 e 19 anos, cuja taxa de mortalidade materna é duas vezes mais elevada que a das mulheres entre 20 e 24 anos, explicou Gita Sen. Aproximadamente 13% das mortes são causadas por abortos praticados em más condições, inclusive em países onde a interrupção da gravidez é legal.

Dos 46 milhões de abortos praticados anualmente no mundo, cerca de 20 milhões ocorrem em más condições. Desde a Conferência do Cairo, o acesso aos meios anticoncepcionais cresceu bastante no mundo, mas em 2000, 123 milhões de mulheres continuavam sem acesso a métodos anticoncepcionais seguros e eficazes, informou Thoraya Ahmed Obaid, diretora executiva do FNUAP. Outro dado preocupante diz respeito à violência sexual que, em certos países, afeta uma em cada quatro mulheres.

Fonte: Estado de Minas – 23/06/2004


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