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Sono/Distúrbio do sono

Os efeitos da Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas por Via Nasal na Ativação de Plaquetas em Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono

27/07/2004


Pesquisadores chineses realizaram um estudo de caso controlado, publicado recentemente na revista Chest, a fim de avaliar os efeitos da pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) por via nasal na ativação de plaquetas em pacientes com síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS).

Amostras de sangue de 65 pacientes com suspeita de SAOS foram retiradas com o paciente na posição supina, na manhã imediatamente após a polissonografia e, uma noite e três meses após o início da terapia de CPAP nasal, para medir um índice de ativação de plaquetas (IPA+), o qual refletiu tanto a quantidade quanto a qualidade dessa ativação. Uma SAOS significativa foi definida como um índice de apnéia-hipopnéia (IAH) de =10 eventos por hora.

Houve 42 pacientes com SAOS significativa e 23 indivíduos controle com IAH ? 10 eventos por hora. A média de idade (± desvio padrão) para os pacientes com SAOS foi de 48 ± 9 anos; a média do índice de massa corpórea foi de 30,7 ± 4,8; a média do IAH foi de 47 ± 25 eventos por hora; a média do índice de alerta (IA) foi de 37 ± 23 eventos por hora; e a média de saturação mínima de oxigênio arterial foi de 74 ± 11%. Nas análises de regressão linear múltipla dos parâmetros clínicos e polissonográficos, o IA foi o fator independente que se correlacionou melhor com o IPA+ basal (coeficiente ß = 0,386; p = 0,006).

Acompanhando o tratamento de CPAP nasal com uma média de complacência objetiva de CPAP de 3,9 ± 1,9 h por noite, houve um decréscimo significativo no IPA+ de 15,1 ± 12,2 U (basal) para 12,2 ± 5,2 U (p < 0,001) e 9,8 ± 4,3 U (p = 0,005), respectivamente, após uma noite e três meses, enquanto que nenhuma alteração significativa foi notada entre os indivíduos controle. Utilizando a análise de variância univariada para comparar as alterações no IPA+ entre os dois grupos em três meses com ajuste para o valor basal, a CPAP nasal reduziu o IPA+ em 5,63 (± 1,85), enquanto que o IPA+ aumentou nos indivíduos controle em 1,33 (± 1,27) [diferença de média de mínimo quadrado entre os grupos = 3,34; intervalo de confiança de 95% = 0,42 a 6,26; p = 0,026].

Os autores concluíram que a síndrome da apnéia obstrutiva do sono, através de episódios repetidos de alerta, pode levar à ativação de plaquetas, que pode ser reduzida por terapia de pressão positiva contínua nas vias aéreas por via nasal.

The Effects of Nasal Continuous Positive Airway Pressure on Platelet Activation in Obstructive Sleep Apnea Syndrome - Chest 2004; 125: 1768-1775

Chest. 2004;125:1768-1775.)
© 2004 American College of Chest Physicians

The Effects of Nasal Continuous Positive Airway Pressure on Platelet Activation in Obstructive Sleep Apnea Syndrome*

David S. Hui, MD, FCCP; Fanny W. Ko, MBChB; Joan P. Fok, MBChB; Michael C. Chan, MBChB; Thomas S. Li, MBChB; Brian Tomlinson, MD and Gregory Cheng, MD

* From the Department of Medicine & Therapeutics, Chinese University of Hong Kong, Prince of Wales Hospital, Shatin, New Territories, Hong Kong.

Correspondence to: David S. Hui, MD, FCCP, Department of Medicine & Therapeutics, Chinese University of Hong Kong, Prince of Wales Hospital, Shatin, New Territories, Hong Kong; e-mail: dschui@cuhk.edu.hk

Objective: A case-controlled study to assess the effects of nasal continuous positive airway pressure (CPAP) on platelet activation in patients with obstructive sleep apnea (OSAS) syndrome.

Methods: We recruited 65 patients with suspected OSAS for this study. Blood samples were taken with the patient in the supine position in the morning immediately after polysomnography, and 1 night and 3 months after the start of nasal CPAP therapy to measure an index of platelet activation (IPA+), which reflected both the quantity and quality of platelet activation. Significant OSAS was defined as an apnea-hypopnea index (AHI) of >= 10 events per hour.

Results: There were 42 patients with significant OSAS and 23 control subjects with AHI < 10 events per hour. The mean (± SD) age for the OSAS patients was 48 ± 9 years, the mean body mass index was 30.7 ± 4.8, the mean AHI was 47 ± 25 events per hour, the mean arousal index (AI) was 37 ± 23 events per hour, and the mean minimum arterial oxygen saturation was 74 ± 11%. Following multiple linear regression analyses of the clinical and polysomnography parameters, AI was the independent factor that correlated best with the baseline IPA+ (ß-coefficient, 0.386; p = 0.006). Following nasal CPAP treatment with a mean objective CPAP compliance of 3.9 ± 1.9 h per night, there was a significant decrease in IPA+ from 15.1 ± 12.2 U (at baseline) to 12.2 ± 5.2 U (p < 0.001) and 9.8 ± 4.3 U (p = 0.005), respectively, after 1 night and 3 months, whereas no significant change was noted among the control subjects. Using univariate analysis of variance to compare the changes in IPA+ between the two groups at 3 months with adjustment for the baseline value, nasal CPAP reduced IPA+ by 5.63 (SE, 1.85), whereas IPA+ increased in control subjects by 1.33 (SE, 1.27) [least-squared mean difference between groups, 3.34; 95% confidence interval, 0.42 to 6.26; p = 0.026].

Conclusions: OSAS, through repeated episodes of arousals, may lead to platelet activation, which can be reduced by nasal CPAP therapy.

Key Words: continuous positive airway pressure • platelet activation • sleep-disordered breathing


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