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Gravidez/Parto/Obstetrícia

Indução Ativa do Trabalho de Parto em Gestações Diabéticas de Termo; Modo de Trabalho de Parto e Prognóstico Fetal

28/07/2004
 

Em um artigo publicado recentemente na European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology, os autores avaliaram o tipo de trabalho de parto em gestações diabéticas de termo, após a indução do parto com aplicação vaginal de protaglandina E2 (PGE2), bem como identificaram possíveis preditores de eficácia do parto vaginal.

 

O grupo de estudo consistiu em 105 mulheres com gestações diabéticas de termo internadas para indução do trabalho de parto; 84 (80%) apresentavam diabetes gestacional (DMG) e 21 (20%) diabetes tipo 1. Os achados foram comparados com os de mulheres submetidas à indução eletiva de trabalho de parto (n = 115) e mulheres com início espontâneo de trabalho de parto (n = 510). As mulheres com cesárea (CS) prévia foram excluídas do estudo e do grupo controle.

 

A idade materna e a gravidade foram significativamente maiores no grupo de estudo do que nos controles (idade: 31.4 ± 5,   28 ± 5.0  e  28.1  ± 4.8 anos, respectivamente;  gravidade:  3.0 ± 1.9,   2.5 ± 1.6  e   2.1 ± 1.4, respectivamente;  P < 0.001 para ambos). A idade gestacional e a taxa de nuliparidade foram significativamente menores (idade gestacional: 38.6 ± 1.1, 40.2 ± 1.3 e   39.3 ± 2.7 semanas, respectivamente; nuliparidade: 34.6, 45.2, 51.6%, respectivamente; P < 0.002 para ambos).

 

Não houve diferenças entre os grupos em relação à incidência de oligohidrâmnios, número de aplicações de PGE2, peso ao nascimento, taxa  de freqüência cardíaca fetal alterada levando à CS e taxa de baixo Apgar em cinco minutos (< 7).  A taxa de CS no grupo em estudo (18.2%) foi significativamente maior do que no grupo com trabalho de parto espontâneo (9%), porém foi similar no grupo com indução eletiva (14.8%).

 

Na análise estatística, apenas a nuliparidade (OR 4.56, 95% IC 1.11–18.67, P = 0.035) esteve independente e significativamente associada ao aumento do risco de CS. No grupo em estudo (R² = 0.257,  P = 0.002),  o diabetes tipo 1 (OR 2.4, 95% IC 1.04–5.51) esteve  associado de maneira independente e significativa à elevação do risco de CS.

 

Os autores concluíram que em gestações diabéticas, a indução do parto de termo com PGE2 vaginal é eficaz em, aproximadamente, 82% das pacientes, porém, apresenta uma taxa de CS significativamente maior quando comparada a gestações não complicadas. A nuliparidade e o diagnóstico de diabetes tipo 1 estão independente e significativamente associados ao aumento do risco de CS.

Active induction management of labor for diabetic pregnancies at term; mode of delivery and fetal outcome - a single center experience - European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology - 2004; Volume 114, Issue 2, Pag

Volume 114, Issue 2, Pages 166-170 (15 June 2004)


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Active induction management of labor for diabetic pregnancies at term; mode of delivery and fetal outcome—a single center experience

Yariv Yogev  Corresponding Author Information Send E-mail to Authora,b, Avi Ben-Haroush a,b, Rony Chen a,b, Hagit Glickman , Boris Kaplan a,b and Moshe Hod a,b
Received 1 January 2003;revised 1 September 2003;accepted 21 October 2003.

Abstract
Objectives: To evaluate the mode of delivery in diabetic pregnancies at term following induction of labor with vaginal application of prostaglandin E2 (PGE2), and to identify possible predictors of successful vaginal delivery. Patients and methods: The study group consisted of 105 women with diabetic pregnancies at term admitted for induction of labor; 84 (80%) had gestational diabetes (GDM) and 21 (20%) type 1 diabetes. Findings were compared with women who underwent elective induction of labor (), and women with normal spontaneous onset of labor (). Women with previous cesarean section (CS) were excluded from both study and control groups. Results: Maternal age and gravidity were significantly higher in the study group than the control groups (age: , and years, respectively; gravidity: , , and , respectively; for both) and gestational age and nulliparity rate were significantly lower (gestational age: , and weeks, respectively; nulliparity: 34.6, 45.2, 51.6%, respectively; for both). There were no between-group differences in the incidence of oligohydramnios, number of PGE2 applications used, birth weight, rate of non-reassuring fetal heart rate pattern leading to CS, and rate of low 5min Apgar score (<7). The rate of CS in the study group (18.2%) was significantly higher than in the spontaneous labor group (9%) but similar to the elective induction group (14.8%). On stepwise analysis, only nulliparity (OR 4.56, 95% CI 1.11–18.67, ) was independently and significantly associated with increased risk of CS. Within the study group (, ), type 1 diabetes (OR 2.4, 95% CI 1.04–5.51) was independently and significantly associated with increased risk of CS. Conclusion: In diabetic pregnancies, induction of labor at term with vaginal PGE2 is successful in approximately 82% of patients, but yields a significantly higher CS rate compared to uncomplicated pregnancies. Nulliparity and diagnosis of type 1 diabetes are independently and significantly associated with increased risk of CS. Condensation: In diabetic pregnancies, induction of labor at term is successful in 82% of patients, but yields higher CS rates compared to uncomplicated pregnancies.

Keywords: Gestational diabetes, Labor induction, PGE2, Cesarean section


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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