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Gravidez/Parto/Obstetrícia

Gravidez e Esclerose Múltipla: Determinantes Clínicos da Recidiva Pós-Parto

10/08/2004
 




Pesquisadores franceses publicaram, recentemente, no Brain, um estudo prospectivo em que procuraram avaliar as possíveis influências da gestação e do parto sobre a evolução clínica da esclerose múltipla.

 

Foi realizado o seguimento de pacientes por dois anos após o parto e analisou-se os fatores clínicos que poderiam predizer a tendência de recidiva da esclerose múltipla após três meses do parto. A taxa de recidiva em cada trimestre, até o final do segundo ano após o parto, foi comparada à taxa de recidiva verificada no ano prévio à gestação. Determinantes clínicos da presença ou ausência de recidiva pós-parto foram analisados por regressão logística. Usando um modelo multivariado, as pacientes inclusas no estudo foram classificadas como tendo recidiva predita ou não, e comparou-se a tendência predita à evolução clínica observada.

 

Os resultados mostraram que, comparado ao ano prévio, houve redução na taxa de recidiva durante a gestação, a qual foi mais significativa no terceiro trimestre da gestação, com aumento marcante da taxa de recidiva nos primeiros três meses após o parto. A partir do segundo trimestre e nos 21 meses subseqüentes, a taxa anual de recidiva diminuiu discretamente, porém não apresentou diferença estatisticamente significante, em relação à taxa de recidiva verificada no ano prévio da gestação. Apesar do aumento do risco de recidiva dos sintomas da esclerose múltipla nos primeiros três meses após o parto, 72% das pacientes não apresentaram recidivas neste período.

 

As pacientes apresentaram incapacidade confirmada, que progrediu continuamente durante o período de estudo. Três índices, a saber, taxa de recidiva aumentada durante o ano prévio da gestação, taxa de recidiva aumentada durante a gestação e escore DSS (Kurtzke’s Disability Status Scale) elevado ao início da gestação, correlacionaram-se significativamente com a ocorrência de recidiva pós-parto. Analgesia peridural e amamentação não foram fatores determinantes para a recidiva de esclerose múltipla após o parto. Apenas 72% das pacientes foram corretamente alocadas de acordo com o modelo multivariado, antes do seguimento.

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que pacientes com maior atividade de esclerose múltipla durante a gestação apresentam maior risco de recidiva em três meses após o parto.

Pregnancy and multiple sclerosis (the PRIMS study): clinical predictors of post-partum relapse - Brain 2004; 127(6): 1353-1360.

Brain Advance Access originally published online on May 6, 2004
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Articles by Vukusic, S.
Articles by the Pregnancy In Multiple Sclerosis Group,
Brain, Vol. 127, No. 6, 1353-1360, June 2004
© 2004 Guarantors of Brain
doi: 10.1093/brain/awh152

Pregnancy and multiple sclerosis (the PRIMS study): clinical predictors of post-partum relapse

Sandra Vukusic1, Michael Hutchinson5, Martine Hours1, Thibault Moreau2, Patricia Cortinovis-Tourniaire3, Patrice Adeleine4, Christian Confavreux1 and the Pregnancy In Multiple Sclerosis Group*

1 European Database for Multiple Sclerosis (EDMUS) Coordinating Center and Service de Neurologie A, Hôpital Neurologique Pierre Wertheimer and INSERM U433, Lyon, 2 Service de Neurologie, Centre Hospitalo-Universitaire, Dijon, 3 Service de Médecine Interne, Centre Hospitalier Général, Avignon, 4 Département d’Informatique Médicale et de Biostatistiques, Hospices Civils de Lyon, Lyon, France and 5 Department of Neurology, St Vincent’s University Hospital, Dublin, Ireland

Correspondence to: Professor Christian Confavreux at the EDMUS Coordinating Center, Service de Neurologie A, Hôpital Neurologique Pierre Wertheimer, 59 boulevard Pinel, 69394 Lyon cedex 03, France. E-mail: christian.confavreux@chu-lyon.fr

The influence of pregnancy in multiple sclerosis has been a matter of controversy for a long time. The Pregnancy in Multiple Sclerosis (PRIMS) study was the first large prospective study which aimed to assess the possible influence of pregnancy and delivery on the clinical course of multiple sclerosis. We report here the 2-year post-partum follow-up and an analysis of clinical factors which might predict the likelihood of a relapse in the 3 months after delivery. The relapse rate in each trimester up to the end of the second year post-partum was compared with that in the pre-pregnancy year. Clinical predictors of the presence or absence of a post-partum relapse were analysed by logistic regression analysis. Using the best multivariate model, women were classified as having or not having a post-partum relapse predicted, and this was compared with the observed outcome. The results showed that, compared with the pre-pregnancy year, there was a reduction in the relapse rate during pregnancy, most marked in the third trimester, and a marked increase in the first 3 months after delivery. Thereafter, from the second trimester onwards and for the following 21 months, the annualized relapse rate fell slightly but did not differ significantly from the relapse rate recorded in the pre-pregnancy year. Despite the increased risk for the 3 months post-partum, 72% of the women did not experience any relapse during this period. Confirmed disability continued to progress steadily during the study period. Three indices, an increased relapse rate in the pre-pregnancy year, an increased relapse rate during pregnancy and a higher DSS (Kurtzke’s Disability Status Scale) score at pregnancy onset, significantly correlated with the occurrence of a post-partum relapse. Neither epidural analgesia nor breast-feeding was predictive. When comparing the predicted and observed status, however, only 72% of the women were correctly classified by the multivariate model. In conclusion, the results for the second year post-partum confirm that the relapse rate remains similar to that of the pre-pregnancy year, after an increase in the first trimester following delivery. Women with greater disease activity in the year before pregnancy and during pregnancy have a higher risk of relapse in the post- partum 3 months. This is, however, not sufficient to identify in advance women with multiple sclerosis who are more likely to relapse, especially for planning therapeutic trials aiming to prevent post-partum relapses.



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