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Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação

Cirurgias com laser endovenoso diminuem o tempo de recuperação e provocam menos dor nos pacientes

16/08/2004

Se você tem varizes muito grossas e quer começar um tratamento, agora é uma boa hora

A chegada do outono é a melhor época, pois as pernas podem ficar protegidas do sol pelos meses dessa estação e do inverno. Os raios solares podem provocar pigmentação na pele de quem acaba de tratar as varizes. Aqui em Salvador, onde o sol raramente se esconde, o ideal é prevenir-se também usando calça no período pós-tratamento, segundo o cirurgião vascular Kasuo Miyake, diretor da Sociedade Brasileira de Laser em Cirurgia e Medicina.

Além da época propícia, outros fatores estimulam o tratamento das varizes grossas. Segundo o cirurgião, há mais de dez anos ficaram para trás os velhos medos da dor e das manchas provocadas pelos primeiros aparelhos de laser. A evolução é tanta que surpreende até os especialistas dos Estados Unidos, segundo Miyake. A cirurgia vascular é brasileira e nasceu em 1976.

Entre as técnicas avançadas utilizadas hoje na retirada das varizes grossas está a do laser endovenoso, da qual o paciente sai caminhando após a sessão. Trata-se de uma fibra ótica introduzida na veia, do tornozelo à virilha, que dispara raios laser à medida em que é retirada do corpo, sob o controle de um robô.

Alguns anos atrás, o laser atingia o sangue, que "cozinhava" e queimava a veia pelo calor, explica Miyake. Na época, ele emitia luzes com comprimento de onda de 810 nanômetros. Hoje, são 1.320 nanômetros, o que faz com que os raios atinjam somente as paredes do vaso. A veia vai secar e será absorvida pelo organismo.

Com essa técnica, o tempo de recuperação também é bem mais rápido do que no caso do uso do fio de náilon ou cabo metálico que puxava a veia para fora do corpo. Em vez de duas semanas, são apenas um ou dois dias de repouso, e o paciente já sai caminhando da mesa de cirurgia. Veias menores também podem ser tratadas com técnicas que retiram a dor usualmente provocada pelas injeções de líquidos esclerosantes ou pelo laser superficial. Uma delas é a aplicação de um ar a -20ºC sobre a pele, o que paralisa a circulação local e diminui a dor.

A tendência a ter varizes é hereditária, mas cinco fatores ajudam a desencadear o fenômeno: gravidez, hormônios (anticoncepcional ou reposição hormonal), ficar todo dia em pé, passar o dia sentado e obesidade. Os sintomas, além dos vasos aparentes, são dor, cansaço e desconforto nas pernas.

As varizes são causadas pelo mau funcionamento da válvula que deixa o sangue ir para o coração. Ocorre um congestionamento da circulação no local. Retirar ou queimar as veias não provoca prejuízos à circulação. "As veias que estouram são minoria perto da nossa circulação venosa, que é muito rica. Tirando as veias que atrapalham, a circulação vai funcionar melhor", explica o médico. Miyake alerta que quem não retira as varizes pode sofrer com uma úlcera no futuro: "Com o passar dos anos, vai aumentando a pressão, a pele começa a sofrer, pigmentar, descamar, a perna começa a engrossar, as veias incham até formar uma úlcera, que é um buraco na pele".

Katherine Funke

www.correiodabahia.com.br


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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