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Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

Infecções por Clostridium precisam ser rastreadas em implantes de aloenxertos provenientes de banco de tecidos

31/08/2004
 

Aloenxertos são comumente utilizados em cirurgias ortopédicas reconstrutivas. Em 2001, aproximadamente 875 000 aloenxertos músculo-esqueléticos foram distribuídos por bancos de tecidos nos Estados Unidos. Após o falecimento de um paciente de 23 anos de idade que recebeu aloenxerto contaminado de um banco de tecidos (Banco de Tecidos A), o Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC) iniciou a investigação dos métodos utilizados para recuperação, processamento e testes dos tecidos.

 

Pesquisadores publicaram, recentemente, no New England Journal of Medicine, um estudo em que procuraram rastrear bancos de tecidos que recuperaram e processaram tecidos, e estimaram as taxas e as razões de risco para infecções de tecidos por Clostridium em tecidos provenientes destes bancos, revisando o processamento e os métodos de testes utilizados por vários bancos de tecidos.

 

Quatorze pacientes portadores de aloenxertos contaminados foram identificados, todos provenientes do Banco de Tecidos A. A taxas de infecção por Clostridium foram iguais a 0,12% entre pacientes que receberam tecidos pertencentes ao Sistema Músculo-Esquelético (tendões, côndilos femorais, meniscos) do Banco de Tecidos A e 0,36% entre pacientes que receberam côndilos femorais. A razão de risco estimada para infecções por Clostridium a partir de tecidos provenientes do Banco de Tecidos A, comparada à razão de risco de infecção em tecidos provenientes de outros bancos de tecidos, foi infinita (p < 0,001) para aloenxertos músculo-esqueléticos, tecidos do sistema músculo-esquelético, ou tendões. Como o Banco de Tecidos A cultivou tecidos apenas após o tratamento com solução antimicrobiana não esporicida, alguns resultados de testes foram, provavelmente, falsos-negativos. Os tecidos de doadores foram liberados apesar do isolamento de Clostridium provenientes da flora intestinal ou de outros locais anatômicos ou apesar de relatos de infecção em outros receptores.

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que as infecções por Clostridium devem ser rastreadas em implantes de aloenxertos provenientes de banco de tecidos.

Clostridium Infections Associated with Musculoskeletal-Tissue Allografts - New England Journal of Medicine 2004; 25; 350: 2564-2571

The New England Journal of Medicine
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Volume 350:2564-2571 June 17, 2004 Number 25
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Clostridium Infections Associated with Musculoskeletal-Tissue Allografts
Marion A. Kainer, M.B., B.S., M.P.H., Jeanne V. Linden, M.D., M.P.H., David N. Whaley, Harvey T. Holmes, Ph.D., William R. Jarvis, M.D., Daniel B. Jernigan, M.D., M.P.H., and Lennox K. Archibald, M.B., B.S.

 

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ABSTRACT

Background Allografts are commonly used in orthopedic reconstructive surgery. In 2001, approximately 875,000 musculoskeletal allografts were distributed by U.S. tissue banks. After the death from Clostridium sordellii sepsis of a 23-year-old man who had received a contaminated allograft from a tissue bank (Tissue Bank A), the Centers for Disease Control and Prevention initiated an investigation, including enhanced case finding, of the methods used for the recovery, processing, and testing of tissue.

Methods A case of allograft-associated clostridium infection was defined as a culture-proven infection of a surgical site within one year after allograft implantation, from January 1998 to March 2002. We traced tissues to tissue banks that recovered and processed these tissues. We also estimated the rates of and risk ratios for clostridium infections for tissues processed by the implicated tissue bank and reviewed processing and testing methods used by various tissue banks.

Results Fourteen patients were identified, all of whom had received allografts processed by Tissue Bank A. The rates of clostridium infection were 0.12 percent among patients who received sports-medicine tissues (i.e., tendons, femoral condyles, menisci) from Tissue Bank A and 0.36 percent among those who received femoral condyles in particular. The risk-ratio estimates for clostridium infections from tissues processed by Tissue Bank A, as compared with those from other tissue banks, were infinite (P<0.001) for musculoskeletal allografts, sports-medicine tissues, or tendons. Because Tissue Bank A cultured tissues only after treating them with a nonsporicidal antimicrobial solution, some test results were probably false negatives. Tissues from implicated donors were released despite the isolation of clostridium or bowel flora from other anatomical sites or reports of infections in other recipients.

Conclusions Clostridium infections were traced to allograft implantation. We provide interim recommendations to enhance tissue-transplantation safety. Tissue banks should validate processes and culture methods. Sterilization methods that do not adversely affect the functioning of transplanted tissue are needed to prevent allograft-related infections.


Source Information

From the Epidemic Intelligence Service, Division of Applied Public Health Training, Epidemiology Program Office (M.A.K.), and the Division of Healthcare Quality Promotion (M.A.K., D.N.W., H.T.H., W.R.J., D.B.J., L.K.A.), Centers for Disease Control and Prevention, Atlanta; the Department of Epidemiology and Preventive Medicine, Monash University, Melbourne, Australia (M.A.K.); and Wadsworth Center, New York State Department of Health, Albany (J.V.L.).


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