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Tóxicos/Intoxicações

Interação de agrotóxicos em banana, maçã e tomate prejudica a saúde

11/09/2004


 

Uma pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP analisou a interação de resíduos de agrotóxicos permitidos pela legislação, em banana, na maçã e no tomate. Os resultados apontaram riscos de efeitos tóxicos à saúde humana.

A engenheira agrônoma Rita de Cássia Lourenço escolheu esses três alimentos por serem relevantes na dieta do brasileiro. Em geral, são consumidos in natura, ou seja, não sofrem nenhum tipo de processamento, como o cozimento, que pode degradar os resíduos.

Em sua dissertação de mestrado apresentada à FSP, Rita utilizou dados do consumo levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) em nove regiões metropolitanas: São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Belém, Fortaleza e Recife. Em seguida, verificou os agrotóxicos autorizados para cada cultura, a quantidade aceitável para os resíduos e para a ingestão diária. O estudo também utilizou dados da Organização Mundial de Saúde e não foram realizados testes em laboratório.

Grupos de agrotóxicos

Os agrotóxicos foram divididos em dois grupos, segundo os efeitos que têm na saúde: o de organoclorados e piretróides, e o de organofosforados e carbamatos. Os primeiros afetam o equilíbrio da bomba Sódio/Potássio, podendo causar danos no sistema nervoso, por exemplo. Já os organofosforados e os carbamatos inibem a ação da enzima acetilcolinesterase, com prejuízo para a transmissão dos impulsos nervosos.

"Os tomates têm maior risco de interações do que o aceitável, tanto para as moléculas mais tóxicas, do grupo organofosforados e carbamatos, quanto para as menos tóxicas, do grupo organoclorados e piretróides", descreve Rita. "A banana-prata apresentou risco para todas as moléculas dos dois grupos. E a maçã mostrou risco não tolerável para as moléculas menos tóxicas do grupo organoclorados e piretróides. Na banana-d´água e na banana-prata o risco foi aceitável."

Segundo a pesquisadora, os efeitos da interação entre agrotóxicos ainda são pouco mencionados. "Há a necessidade de novos estudos com equipes multidisciplinares envolvendo toxicologistas, nutricionistas, processadores de dados, para que as pessoas tenham o direito de saber o que vão consumir", recomenda.



Fonte: (Portal Unimeds com informações de Agência USP de Notícias)


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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