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Hipertensão/Pressão Alta

Classificação das hipertensões

11/09/2004


Classificação diagnóstica da hipertensão arterial (maiores que 18 anos). III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial, 1998. (III CBHA)
Pressão (mmHg)    
Diastólica
Sistólica
Classificação
<85
<130
Normal
85-89
130-139
Normal-Limítrofe
90-99
140-159
Hipertensão Leve (estágio 1)
100-109
160-179
Hipertensão Moderada (estágio 2)
>=110
>=180
Hipertensão Grave (estágio 3)
<90
>=140
Hipertensão Sistólica Isolada

Diagnóstico de hipertensão: o valor de 140 mmHg ou de 90 mmHg obtido em pelo menos duas medidas realizadas em momentos diferentes. Uma vez diagnosticada a existência de hipertensão arterial, é preciso proceder a uma avaliação do grau de acometimento dos órgãos-alvo, ou seja, aqueles preferencialmente agredidos pela pressão alta: vasos sangüíneos, coração, rins e cérebro. Obviamente, o exame clínico já fornece algumas informações importantes. O exame do fundo de olho dá uma idéia do estado das pequenas artérias, precocemente atingidas pela hipertensão.

O coração é avaliado por eletrocardiograma e ecocardiograma (ultra-som do coração) e estes exames podem demonstrar o espessamento (hipertrofia) das paredes do coração: a pressão alta sem controle pode acabar levando à dilatação do coração e insuficiência cardíaca.

O raio X do tórax é útil para avaliação do tamanho do coração e do acúmulo de líquido nos pulmões quando ocorre insuficiência cardíaca. Exames de sangue e urina ajudam a identificar o acometimento dos rins. O ultra-som das artérias do pescoço (duplex-scan de carótidas e vertebrais) é por vezes indicado para avaliar o risco de derrame cerebral, pois a partir de acúmulo de gordura (aterosclerose) nestes vasos originam-se a maioria destes acidentes. A identificação de pacientes em risco pode orientar a instituição de medidas preventivas.

Como a pressão arterial oscila muito ao longo do dia e pode elevar-se em resposta a situações de estresse, não é incomum encontrarmos pacientes com pressão normal, porém sistematicamente alta quando vão ao consultório médico. Como resultado, o paciente pode acabar recebendo um rótulo pelo resto da vida e ser tratado com remédios sem ser hipertenso na realidade.

Esta condição é benigna e denomina-se hipertensão do jaleco branco ou mais simplesmente hipertensão de consultório. Para diferenciá-la da verdadeira hipertensão, solicitamos ao paciente que tire sua própria pressão com aparelhos (confiáveis) automatizados e nos apresente um pequeno diário com os valores de medidas repetidas fora do consultório.

Um método preciso para diferenciar a verdadeira hipertensão da hipertensão de consultório é a monitoração ambulatorial da pressão arterial, ou mais simplesmente M.A.P.A., no qual um pequeno registrador é acoplado a um manguito adaptado ao braço do paciente. A pressão é automaticamente registrada a intervalos regulares num período de 24 horas e os resultados analisados num programa especial de computador.

Fonte: Portal Unimeds


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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