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Hipertensão/Pressão Alta

Prevenindo a hipertensão

11/09/2004

Antes de considerar o tratamento ativo da hipertensão estabelecida, deve ser reconhecida a grande necessidade de prevenção da doença. Sem prevenção primária, o problema da hipertensão nunca poderá ser solucionado e poderá depender apenas da detecção da existência de níveis pressóricos elevados.
  
As modificações no estilo de vida propostas para prevenção da hipertensão têm se mostrado efetivas em reduzir os níveis pressóricos, podendo reduzir outros fatores de risco cardiovasculares com baixo custo e com risco mínimo. Dentre as principais medidas recomendadas:
  
• Perda de peso se em sobrepeso: o excesso de peso correlaciona-se com níveis pressóricos elevados. A deposição do excesso de gordura na parte superior do corpo (visceral ou abdominal), evidenciada pela circunferência da cintura de 85 cm ou maior em mulheres, ou 98 cm ou maior em homens, também tem sido associada com risco de hipertensão arterial e dislipidemia. Índice de massa corporal é o peso em quilogramas dividido pelo quadrado da altura, o qual deve ser maior ou igual a 27.
  
• Limite da ingestão diária de bebidas alcoólicas para não mais de 30ml de etanol; 720ml de cerveja; 300ml de vinho; 60ml de uísque 100% puro e 15ml para mulheres e pessoas magras.
  
• Aumento da atividade física aeróbica (30-45 minutos na maioria dos dias da semana).
  
• Redução da ingestão de sódio para não mais do que 100mmol por dia (2,4g de sódio ou 6,0g de cloreto de sódio).
  
• Manter uma ingestão adequada de potássio na dieta (aproximadamente 90mmol/dia). Bem como de cálcio e magnésio.
  
• Parar de fumar e reduzir a ingestão de gorduras saturadas e colesterol na dieta para a saúde cardiovascular global.
  
CAUSAS DE RESPOSTA INADEQUADA À TERAPIA
  
Pseudo-resistência
  
- "Hipertensão do jaleco branco" ou elevação no consultório
- Pseudo-hipertensão em pessoas idosas
- Uso de manguito regular em braços muito obesos
  
NÃO ADERÊNCIA À TERAPIA
  
Sobrecarga de volume
  
- Excesso na ingestão de sal
- Lesão renal progressiva 
- Retenção de líquido por redução na pressão arterial
- Terapia diurética inadequada
  
Causas relacionadas às drogas
  
- Doses muito baixas
- Tipo errado de diurético
- Combinações inapropriadas
- Inativação rápida
- Ações e interações das drogas
- Descongestionantes nasais
- Supressores do apetite
- Cocaína e outras drogas ilícitas
- Cafeína
- Contraceptivos orais 
- Antidepressivos
- Esteróides adrenais
  
Condições associadas
  
- Fumo
- Obesidade
- Apnéia do sono
- Resistência à insulina
- Ingestão de etanol 30ml/dia
- Dor crônica
  
Hipertensão Resistente
  
Deve ser considerada quando os níveis pressóricos não puderem ser reduzidos para < 140/90mmHg nos pacientes que estejam aderindo a um regime de tratamento adequado e apropriado tríplice, incluindo um diurético, com todas as três drogas prescritas próximas da dose máxima. Para pc idosos com hipertensão sistólica isolada, a resistência é definida como falha de um regime tríplice de drogas em reduzir a PAS abaixo de 160mmHg.
  
CRISE HIPERTENSIVA: EMERGÊNCIAS E URGÊNCIAS
  
Emergências hipertensivas são aquelas situações raras que necessitam de redução imediata da Pressão Arterial (não necessariamente para valores normais), de modo a prevenir ou limitar a lesão em órgãos-alvo. Ex: Acidente Vascular Hemorrágico, encefalopatia hipertensiva, aneurisma dissecante da aorta etc. 
  
A maioria das emergências hipertensivas é tratada, inicialmente com a administração parenteral de um agente apropriado.
  
O objetivo inicial da terapia é reduzir a pressão arterial média para não menos que 25% (dentro de 2 horas), ou então para 160/100mmHg dentro de 2 a 6 horas, evitando quedas excessivas na pressão arterial, o que poderia precipitar isquemia renal, coronariana, ou cerebral. 
  
Embora a administração de nifedipina de ação rápida por via sublingual tenha sido amplamente empregada com este objetivo, vários efeitos adversos sérios têm sido relatados com seu uso, e sua incapacidade em controlar a razão de diminuição na queda pressórica faz este agente inaceitável.
  
A presença de hipertensão arterial não é contra-indicação para a terapia de reposição estrogênica pós-menopausa. Um estudo recente demonstrou que a pressão arterial não aumenta significantemente com a terapia de reposição hormonal na maioria das mulheres com ou sem hipertensão arterial, e que ela tem efeito benéfico no perfil global dos fatores de risco cardiovasculares.

Fonte: Portal Unimeds


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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