- Nanoluzes - Instituto Virtual de Nanotecnologia apresenta os Oleds
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Biotecnologia/Tecnologia/Ciências

Nanoluzes - Instituto Virtual de Nanotecnologia apresenta os Oleds

27/09/2004

 

Vinicius Zepeda

 

OledEm futuro não muito distante, a nanotecnologia – tecnologia da miniaturização – será empregada tanto na produção de luz fria, a fonte luminosa não poluente e não agressiva aos olhos utilizada nas salas de cirurgia, como na iluminação de um painel de automóvel. Em ambos os casos, estaremos em contato com os Oleds (Organic Light Emitting Diodes), cuja produção foi apontada pela revista Time como uma das dez tecnologias que  ajudarão a salvar a Terra.

Os Oleds são fontes luminosas econômicas produzidas à base de compostos orgânicos. Os compostos químicos utilizados para fabricá-los têm baixo peso molecular e podem ser depositados em forma de filme fino. Potencialmente, poderão ser produzidos em qualquer tamanho e sobre uma ampla variedade de substratos, inclusive plásticos. A expectativa é que, já em 2005, a maioria das telas de celulares, notebooks e de outros dispositivos será feita com Oleds.

 

Os Estados Unidos são os líderes das pesquisas sobre Oleds. Os estudos começaram na Kodak, que possui 80% das patentes mundiais de Oleds. No Brasil, existem cinco grupos com proje-tos na área, alguns ligados a universidades por meio da Rede de Nanotecnologia Molecular e Interfaces. Um desses está na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é coordenado pelo físico Marco Cremona e apoiado pelo Instituto Virtual de Nanotecnologia da FAPERJ.

 

Oled O estudo dos Leds – espécie de pai dos Oleds – começou na dé-cada de 1960. Os Leds têm brilho intenso, mas gastam menos energia,  são capazes de iluminar grandes áreas e são muito utilizados em sinalização de aeroportos, painéis de carros e iluminação de ambientes. Já os Oleds, surgidos há 15 anos, têm os mesmos usos dos Leds, mas com várias vantagens. Entre elas a de poderem ser aplicados em grandes áreas e sobre materiais flexíveis como plástico. “O Oled pode ter o tamanho da superfície em que for aplicado. A maior tela de Leds do mundo, no prédio da Bolsa Nasdaq, em Nova York, tem 18.677.760 dispositivos de Leds. Com Oleds, seriam necessários três ou quatro”, explica Cremona. O físico estuda os Oleds poliméricos – feitos por polímeros de complexas ligações químicas – e os for-mados por pequenas moléculas. No Brasil só há mais um grupo estudando o segundo tipo. “Nosso grupo trabalha na fabricação desses dois tipos, do início até o funcionamento. Não em nível industrial, claro. Chegar a essa etapa é raro no Brasil, pois ainda dependemos de colaboração internacional.”

 

A produção de Oleds é cara. Para barateá-la é necessário investir na síntese de materiais, divulgar para o mercado as suas várias aplicações e popularizar o seu uso, além de parcerias com incuba-doras e grandes empresas.

 

A FAPERJ vai liberar, ainda este ano, R$ 500 mil PADCT-Rio para o grupo coordenado por Marco Cremona. O pesquisador também foi um dos vencedores do edital do Programa Primeiros Projetos, que vai liberar R$ 34 mil nos próximos dois anos para seu trabalho.

 


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