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Biotecnologia/Tecnologia/Ciências

Espirais no Coração

27/09/2004

por: Fábio Reis Brassolatti
Aluno de Física - Instituto de Física Gleb Wataghin (UNICAMP)

Em seriados médicos sempre vemos a cena de um médico colocando dois eletrodos no paciente, submetendo-o a milhares de volts que atravessam seu peito, para reanimar o coração. Isso às vezes acontece, pois as células do coração reagem a sinais elétricos.

Quando a voltagem correta chega às membranas celulares, estas reagem e contraem-se, fazendo com que todo o coração pulse. Para coordenar este fenômeno, uma onda de sinais elétricos passa pelo coração fazendo com que o bombeamento de sangue seja contínuo. Quando estes impulsos não estão sincronizados e organizados, o paciente tem um ataque cardíaco. É neste momento que os desfibriladores agem. Estes aparelhos fazem com que esses sinais elétricos, que fazem com que nosso coração pulse, voltem a ficar sincronizados.  Mas este tratamento está longe de ser seguro, pois não se tem muita certeza do que pode acontecer quando algo dá errado.
Quando o paciente já tem células mortas no coração provenientes de um ataque anterior, a fibrilação (a desorganização dos sinais elétricos) pode causar uma espiral que gira ao redor destas células já mortas. Essa espiral de sinais elétricos inibe as ondas normais, assim como as paredes de uma piscina acabam com as ondas da água. Um desfibrilador instalado no corpo pode acabar com essa espiral com uma pequena voltagem, mas os eletrodos precisam estar instalador perto da zona morta.

De acordo com o time de cientistas liderado por Valentin Krinsky e Alain Pumir do The Nonlinear Institute of Nice, França, e Igor Efimov do Case Western Reserve University em Ohio, EUA, um pequeno pulso elétrico pode acabar com as ondas em espiral, que atrapalham a sua atuação usual. Este pequeno pulso seria controlado por um minúsculo computador, previamente ajustado através de experiências com animais, que “sincronizaria” o pulso de alguns milésimos de segundo a criar uma segunda espiral, no sentido contrário à criada pela área afetada. Se aplicado o pulso no momento em que o original estiver na posição correta, a pequena espiral criada anularia parcialmente a espiral criada próxima à zona morta.
Este implante moderno seria como um pequeno computador, como se fosse um monitor local da atividade cardíaca, e liberasse um pulso no momento e intensidade certa, se detectasse eventualmente uma espiral.

Sites Relacionados:

 

Universidade de Utah “Mathematical Cardiology” - Ótimas figuras.

 

Universidade de Utrecht “Pesquisas do Coração” - Inclui vídeos de ondas cardiacas.

Baseado em:Physics for ER

www.comciencia.br


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