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Pneumologia/Pulmão

Proteína C-Reativa e Índice de Massa Corpórea São Marcadores Preditores Dos Riscos De Hospitalização E De Morte Em Pacientes Portadores De Doença Pulm

29/09/2004



 

Pesquisadores ligados ao Grupo de Pesquisas Clínicas da Société Francophone de Nutrition Entérale et Parentérale publicaram, recentemente, no Chest, um estudo em que procuraram determinar os fatores preditivos de morbidade e de mortalidade em pacientes portadores de doença pulmonar em estágio terminal.

 

Foi realizado um estudo de coorte prospectivo, multicêntrico, que incluiu 13 clínicas ambulatoriais ligadas à Associação Nacional Francesa de Tratamento Domiciliar de Insuficiência Respiratória. O estudo compreendeu 446 pacientes adultos, estáveis, portadores de insuficiência respiratória crônica, em oxigenioterapia por tempo prolongado e/ou ventilação mecânica domiciliar (182 pacientes do sexo feminino), com idade média de 68,5 + 12,1 anos. Os diagnósticos eram: doença pulmonar obstrutiva crônica (42,8%), patologias restritivas (36,3%), insuficiência respiratória mista (13,5%) e bronquiectasia (7,4%). A seleção dos pacientes que comporiam a amostra estudada foi realizada durante a avaliação anual, e foram excluídos do estudo indivíduos portadores de doenças neuromusculares e de apnéia do sono.

 

Dias de hospitalização e sobrevida foram registradas durante o seguimento de 14,3 + 5,6 meses. Índice de massa corpórea, albumina sérica e níveis de transtiretina foram avaliados quanto ao valor prognóstico de evolução, associados a dados demográficos, doença respiratória de base, função respiratória, valores de hemoglobina, proteína C-reativa, antecedente pessoal de tabagismo, uso de corticosteróide por via oral e duração de tratamentos prévios com antibióticos. Em média, 1,8 + 1,7 hospitalizações, que correspondem à permanência cumulativa de 17,6 + 27,1 dias, foram observadas em 254 dos 446 pacientes acompanhados (57%). Preditores independentes quanto ao risco de hospitalização foram: uso de corticosteróides por via oral, FEV1 e níveis plasmáticos de proteína C-reativa. Sobrevidas cumulativas em um ano e dois anos foram iguais, respectivamente, a 93% e 69%. À análise multivariada, os fatores preditores independentes de sobrevida foram os níveis plasmáticos de proteína C-reativa, índice de massa corpórea, pressão parcial de oxigênio em sangue arterial e uso de corticosteróides por via oral.

Portanto, os pesquisadores concluíram que Proteína C-Reativa e Índice de Massa Corpórea são marcadores preditores dos riscos de hospitalização e de morte em pacientes portadores de doença pulmonar terminal.

C-Reactive Protein and Body Mass Index Predict Outcome in End-Stage Respiratory Failure - Chest; 2004; 126: 540-546.

(Chest. 2004;126:540-546.)
© 2004 American College of Chest Physicians

C-Reactive Protein and Body Mass Index Predict Outcome in End-Stage Respiratory Failure*

Noël J. M. Cano, MD, PhD; Claude Pichard, MD, PhD; Hubert Roth, Eng; Isabelle Court-Fortuné, MD; Luc Cynober, PharmD, PhD; Michèle Gérard-Boncompain, MD; Antoine Cuvelier, MD, PhD; Jean-Pierre Laaban, MD, FCCP; Jean-Claude Melchior, MD; Jean-Claude Raphaël, MD and Christophe M. Pison, MD, PhD; and the Clinical Research Group of the Société Francophone de Nutrition Entérale et Parentérale

* From the Département de Nutrition (Dr. Cano), Clinique Résidence du Parc, Marseille, France; Service de Nutrition Clinique (Dr. Pichard), Hôpitaux Universitaire de Genève, Genève, Switzerland; Département de Médecine Aiguë Spécialisée (Mr. Roth and Dr. Pison), CHU, Grenoble, France; Service de Pneumologie (Dr. Court-Fortuné), CHU, Saint-Etienne, France; Service de Biochimie A (Dr. Cynober), AP-HP, Hôtel-Dieu, Paris, France; Service de Réanimation Médicale et d’Assistance Respiratoire (Dr. Gérard-Boncompain), HCL, Lyon, France; Service de Pneumologie (Dr. Cuvelier), CHU, Rouen, France; Service de Pneumologie et de Réanimation Respiratoire (Dr. Laaban), AP-HP, Hôtel-Dieu, Paris, France; Service des Maladies Infectieuses (Dr. Melchior), AP-HP, Hôpital Raymond Poincaré, Garches, France; and Service de Réanimation Médicale (Dr. Raphaël), AP-HP, Hôpital Raymond Poincaré, Garches, France.

Correspondance to: Noël J. M. Cano, MD, PhD, Département de Nutrition, Clinique Résidence du Parc, Rue Gaston Berger, 13010 Marseille, France; e-mail: njm.cano@wanadoo.fr

Study objective: To determine the predictive factors of morbidity and mortality in patients with end-stage respiratory disease.

Design: Prospective, multicenter cohort study.

Setting: Thirteen outpatient chest clinics within the Association Nationale de Traitement à Domicile de l’Insuffisance Respiratoire.

Participants: Stable adult patients with chronic respiratory failure receiving long-term oxygen therapy and/or home mechanical ventilation (n = 446; 182 women and 264 men; aged 68.5 ± 12.1 years [± SD]); Respiratory diseases were COPD in 42.8%, restrictive disorders in 36.3%, mixed respiratory failure in 13.5%, and bronchiectasis in 7.4%. Recruitment was performed during the yearly examination. Patients with neuromuscular diseases and sleeping apnea were excluded.

Measurements and results: Hospitalization days and survival were recorded during a follow-up of 14.3 ± 5.6 months. Body mass index (BMI), serum albumin, and transthyretin levels were considered for their predictive value of outcome, together with demographic data, underlying respiratory disease, respiratory function, hemoglobin, C-reactive protein, smoking habits, oral corticosteroid use, and antibiotic treatment courses. Overall, 1.8 ± 1.7 hospitalizations (cumulative stay, 17.6 ± 27.1 days) were observed in 254 of 446 patients (57%). Independent predictors of hospitalization were oral corticosteroids, FEV1, and plasma C-reactive protein. One-year and 2-year cumulative survivals were 93% and 69%, respectively. Plasma C-reactive protein, BMI, PaO2 on room air, and oral corticosteroids independently predicted survival in multivariate analysis.

Conclusion: Besides established prognosis factors such as FEV1 and PaO2, nutritional depletion as assessed by BMI and overall systemic inflammation as estimated by C-reactive protein appear as major determinants of hospitalization and death risks whatever the end-stage respiratory disease. BMI and C-reactive protein should be included in the monitoring of chronic respiratory failure. Oral corticosteroids as maintenance treatment in patients with end-stage respiratory disease are an independent risk factor of death, and should be avoided in most cases.

Key Words: body mass index • C-reactive protein • long-term oxygen therapy • noninvasive ventilation • survival



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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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