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Meio Ambiente/Ecologia

Fazendo a Rotação de Culturas e Adubação Verde

29/09/2004

A monocultura ou mesmo o sistema de sucessão de duas culturas (trigo-soja, milho-arroz, etc) ano após ano, tende a provocar degradações físicas, químicas e biológicas do solo e queda de produtividade das culturas. Também proporcionam condições mais favoráveis para o desenvolvimento de doenças, pragas e invasoras.

 

A rotação como prática corrente na produção agrícola, tem recebido, através do tempo um reconhecimento acentuado do ponto de vista técnico, como um dos meios indispensáveis ao bom desenvolvimento de uma agricultura estável.

Diversos estudos têm demonstrado os efeitos benéficos da rotação de culturas, tanto sobre as condições de solo quanto sobre a produção das culturas subseqüentes. Entre estes efeitos, destacam-se:
melhor utilização do solo e nutrientes; 
mobilização e transporte dos nutrientes das camadas mais profundas para a superfície; 
aumento do teor de matéria orgânica; 
controle da erosão; 
controle das pragas e doenças; 
melhor distribuição de mão-de-obra ao longo do ano e melhor aproveitamento das máquinas; e 
maior estabilidade econômica para o agricultor.

A explicação é simples: cada espécie explora o solo de uma maneira, porque tem um sistema de raízes diferentes das outras e retira quantidades específicas de determinados nutrientes. Assim, ao longo do tempo, o solo é explorado de uma forma mais equilibrada quando se mudam as espécies nele cultivadas. Além disso, a planta devolve materiais diferentes à terra - as leguminosas enriquecem o solo em nitrogênio, as gramíneas deixam nele muita palha, que melhoram a sua estrutura, e assim por diante.

 

Por isso, as rotações são feitas entre famílias diferentes de plantas com características bem diversas. Além disso, convém intercalar pastagem na rotação.

Fazer adubação verde, também é uma das técnicas indicadas para melhorar a fertilidade do solo. Esta consiste no cultivo de vegetais e incorporação de sua massa verde ao solo. As plantas mais utilizadas são as da família das leguminosas (mucuna-preta, crotalária, labe-labe, guandú, feijão de porco, etc.). As leguminosas são mais usadas pois têm mais nitrogênio que as plantas de outras famílias e, além disso, produzem grande quantidade de massa e fornecem micro e macronutrientes ao solo.

 

Na hora de se escolher o adubo verde mais adequado a cada situação o importante é conhecer as características de cada espécie de vegetal e seu potencial.

 

São necessárias algumas condições para que a espécie a ser usada seja eficiente como adubo verde:
os adubos verdes devem ser cultivados em rotação, sucessões ou consorciação com as culturas "econômicas"; 
deve-se optar por leguminosas que sejam boas fixadoras de micorrizas (fungos que se unem às raízes); 
é importante escolher leguminosas de rápido crescimento vegetativo para cobrir o terreno e que tenham sistema radicular volumoso, vigoroso e profundo; 
convém evitar leguminosas que tragam problemas de manejo a culturas econômicas. As trepadeiras plantadas em cultura perene (pomar, cafezal, vinhedo), por exemplo, sobem nas plantas e dão trabalho para serem retiradas.


Bem utilizada, a adubação verde é uma opção econômica não só em relação aos adubos químicos, de custo elevado, mas também aos demais adubos orgânicos. Ela promove uma "aração biológica" no solo e leva microrganismos que ajudam a estruturar a terra à profundidade de cerca de 80 cm . O efeito é semelhante a uma subsolagem que exige máquinas potentes e muito gasto. As raízes das leguminosas transformam-se, ao morrer, em mais adubo orgânico. Já a aplicação de adubos orgânicos além de 30 cm de profundidade e em áreas extensas é de difícil operação.

 

Com a adubação verde recuperam-se solos de estruturas decaídas, reduz-se o ataque de pragas e doenças e controlam-se as ervas invasoras e nematóides. Aumenta-se a capacidade do solo de armazenar água, são trazidos nutrientes das camadas mais profundas dos solos e, a médio prazo, reduz a erosão.

Fonte: EMATER - DF

 

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