Hipertensão/Pressão Alta - Variabilidade da Pressão Arterial e Dano Cerebral Silencioso em Hipertensão Essencial
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Hipertensão/Pressão Alta

Variabilidade da Pressão Arterial e Dano Cerebral Silencioso em Hipertensão Essencial

30/09/2004



 

Sabe-se que a variabilidade da pressão sanguínea arterial (PA) tem significância prognóstica em determinar lesão de órgão alvo, mortalidade e morbidade cardiovascular. Em um artigo publicado recentemente na American Journal of Hypertension, os autores analisaram a associação entre a variabilidade da pressão arterial e a presença de lesões cerebrais silenciosos da substância branca em pacientes de meia idade com hipertensão essencial assintomática.

 

Foram estudados 43 pacientes hipertensos de meia idade sem tratamento. As variabilidades da pressão sanguínea (a curto e longo prazo) foram avaliadas através da monitorização digital contínua de 24 horas (Portapres), monitorização não invasiva e monitorização da pressão sanguínea ambulatorial descontínua automatizada oscilométrica. Todos os pacientes foram submetidos a ressonância magnética cerebral para detectar a presença ou não de lesões em substância branca.

 

Pacientes hipertensos com lesões cerebrais em substância branca apresentaram valores significativamente maiores de variabilidade da pressão arterial sistólica a longo prazo (desvio padrão de pressão arterial de 24 H) medida tanto pela monitorização contínua (16.2 ± 3.7 v 13.7 ± 3.6 mmHg; P = 0.047) quanto pela monitorização ambulatorial da pressão arterial (15.2 ± 3.8 v 12.8 ± 2.7 mmHg; P = 0.022). No entanto, estas diferenças não foram independentes sobre a elevação da pressão arterial e não mantiveram sua significância após o ajuste para a pressão arterial sistólica de 24 horas. A variabilidade da pressão arterial sistólica a curto prazo, bem como as variabilidades da pressão sanguínea diastólica a curto e a longo prazo não apresentaram diferenças entre os pacientes com e sem lesões da substância branca.

 

Os autores concluíram que o presente estudo indica que a variabilidade da pressão sanguínea sistólica a longo prazo está significativamente relacionada à presença de lesões cerebrais silenciosos da substância branca em pacientes com hipertensão essencial, embora esta relação seja parcialmente dependente da elevação absoluta da pressão sanguínea.

Blood pressure variability and silent cerebral damage in essential hypertension - American Journal of Hypertension, August 2004, Volume 17, Issue 8 Pages 696-700

Blood pressure variability and silent cerebral damage in essential hypertension

Elisenda Gómez-Angelatsa, Alejandro de La Sierra*email address, Cristina Sierraa, Gianfranco Paratib, Giuseppe Manciab, Antonio Cocaa

Received 24 October 2003; received in revised form 13 February 2004; accepted 6 May 2004

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Background

It is recognized that blood pressure (BP) variability has prognostic significance in determining target organ damage and cardiovascular mortality and morbidity. The aim of this study was to analyze the association between blood pressure variability and the presence of silent cerebral white matter lesions in middle-aged asymptomatic essential hypertensives.

Methods

We studied 43 middle-aged untreated hypertensive patients. Blood pressure variabilities (short-term and long-term) were evaluated by using both non-invasive, beat-to-beat, continuous finger 24-hour monitoring (Portapres) and oscillometric automated discontinuous ambulatory blood pressure monitoring. All patients underwent cerebral magnetic resonance imaging to detect the presence or not of white matter lesions.

Results

Hypertensive patients with cerebral white matter lesions exhibited significantly higher values of long-term systolic blood pressure variability (standard deviation of 24-hour blood pressure) measured both by continuous beat-to-beat monitoring (16.2 ± 3.7 v 13.7 ± 3.6 mmHg; P = 0.047) and by ambulatory blood pressure monitoring (15.2 ± 3.8 v 12.8 ± 2.7 mmHg; P = 0.022). However, these differences were not independent on blood pressure elevation and did not maintain their significance after adjusting for 24-hour systolic blood pressure. Neither short-term systolic blood pressure variability, nor short-term or long-term diastolic blood pressure variabilities showed differences between patients with and without white matter lesions.

Conclusion

The present study indicates that long-term systolic blood pressure variability is significantly related to the presence of silent cerebral white matter lesions in essential hypertensive patients, although this relationship is partially dependent on absolute blood pressure elevation.

Affiliations

a Hypertension Unit, Department of Internal Medicine (EGA, AS, CS, AC), Hospital Clinic, IDIBAPS (Institut d'Investigacions Biomèdiques August Pi i Sunyer), University of Barcelona, Spain

b Department of Clinical Medicine (GP, GM), Prevention, and Applied Biotechnology, Ospedale San Genaro, Università Milano-Bicocca, Monza, Italy


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