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Meio Ambiente/Ecologia

Anfíbios ameaçados são 32%

16/10/2004

Anfíbios ameaçados são 32%, diz estudo

Brasil é 4º colocado na lista

Claudio Ângelo, editor de Ciência, escreve para a ‘Folha de SP’:

Desde o fim da década de 1980, os cientistas se preocupam com o declínio acelerado das populações de anfíbio. Um estudo divulgado ontem mede pela primeira vez o tamanho do problema.

O grupo formado por sapos, pererecas e salamandras tem 32% de suas espécies ameaçadas de extinção no mundo todo. Hoje, 1.856 espécies de anfíbio correm perigo de sumir – 110 delas no Brasil, a maioria na mata atlântica.

A primeira avaliação global do status das populações de anfíbio foi feita por um grupo de mais de 500 cientistas de 60 países, e foi publicada na edição on-line da revista americana ‘Science’ (http://www.sciencexpress.org).

A pesquisa mostra que os anfíbios, representados por 5.743 espécies, estão mais ameaçados que as aves (12% das espécies em perigo) e os mamíferos (23%). O grupo é um dos principais termômetros da saúde de ecossistemas florestais.

‘Eles são mais sensíveis do que outros grupos a estresses causados por desmatamento, poluição e mudança climática’, disse à ‘Folha de SP’ o biólogo Claude Gascon, vice-presidente da Conservação Internacional, organização que coordenou o levantamento.

A Colômbia é o país com maior número de espécies ameaçadas (208), seguida pelo México (191), pelo Equador (163) e pelo Brasil.

Além dos fatores tradicionais de declínio das espécies, o estudo aponta para ‘declínios enigmáticos’ em algumas populações de sapo e outros anfíbios. Os cientistas não têm certeza do que provoca a morte súbita, mas o culpado mais provável é um fungo.

Segundo Gascon, o parasita é possivelmente a ‘gota d'água’ para a aniquilação de populações que já vinham sofrendo por outros motivos, como fragmentação de habitat.

‘Mas o curioso é que o fungo muitas vezes aparece em áreas protegidas [que, em tese, não sofreram tanto impacto].’

A pesquisa também lança dúvidas sobre a estatística oficial de extinção de anfíbios desde 1500.

Os dados oficiais até agora falam em 32 espécies riscadas do mapa, mas ‘há evidências de que a situação esteja piorando porque nove dessas extinções aconteceram desde 1980’, escreveram os autores, liderados por Simon Stuart, da CI e da IUCN (União Mundial para a Conservação).

Segundo eles, há preocupação com o número de espécies possivelmente extintas, mas sobre as quais não há dados: 122. O próximo passo, diz Gascon, é correr atrás delas.

Folha de SP, 05/10

Jornal da Ciência-SBPC


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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