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Notícias da Dra. Shirley

Ceará recupera fósseis roubados

20/10/2004



Polícia Federal devolveu para Estado peixes fossilizados que foram retirados ilegalmente do Cariri

Alexandre Rodrigues escreve do Rio para ‘O Estado de SP’:

Um carregamento de fósseis retirados ilegalmente da região do Cariri, no Ceará, foi embarcado ontem no Rio de volta ao seu local de origem.

A Polícia Federal decidiu entregar as 3.500 peças com peixes petrificados apreendidas num galpão da zona portuária do Rio, em agosto de 2001, ao recém-criado Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri (Urca).

O material, fruto da maior apreensão de fósseis já feita no País, foi escoltado até o Aeroporto Santos Dumont, onde foi embarcado num avião da PF. No mercado de colecionadores, o valor da carga pode chegar a US$ 600 mil.

A operação foi apelidada de De volta para o passado. Cuidadosamente embalada, metade da carga da 1,8 tonelada de fósseis embarcou ontem com destino a Crato (CE). A outra seguirá amanhã.

De acordo com o delegado Antônio Rayol, chefe da Delegacia de Crimes contra o Meio Ambiente, o material levou mais de três anos para deixar a superintendência do Rio não só por causa do trabalho de perícia técnica, realizado com a ajuda de paleontólogos do Museu Nacional (UFRJ), mas também por falta de destino adequado e de verba para transportá-lo.

Agora, esgotados os entraves burocráticos, as peças completarão o acervo do museu.

Rayol disse que a apreensão abriu caminho para a redução da extração ilegal de fósseis, um crime comum na Chapada do Araripe, no Cariri, que é um dos maiores sítios de fósseis do mundo.

Considerados patrimônio da União, os fósseis só podem ser retirados com autorização para fins científicos.

‘Quadrilhas recrutam pessoas simples da região, conhecidos como peixeiros. Eles retiram os fósseis e vendem para atravessadores por quantias de R$ 5 a R$ 10.

No exterior, colecionadores pagam até US$ 300 por cada peça’, explicou o delegado. Ele contou que os fósseis, que têm aproximadamente 100 milhões de anos, são de seis tipos de peixes mineralizados.

Em 2001, as peças foram apreendidas pouco antes de serem enviadas para a Alemanha, onde seriam comercializadas.

‘Monitoramos essa carga desde o Ceará. No Rio, estourarmos o depósito da quadrilha, no bairro do Santo Cristo’, contou o delegado. Um homem foi preso em flagrante, mas responde ao processo por dano contra o patrimônio público em liberdade.

Outros dois membros do grupo, entre eles um alemão, tiveram prisão preventiva decretada, mas permanecem foragidos.

Segundo Rayol, estrangeiros suspeitos estão sendo cadastrados e monitorados secretamente pela PF. Para o delegado, a impunidade é um dos obstáculos para coibir o tráfico de fósseis.

‘O dano é irreparável, mas infelizmente a pena é muito branda, de 6 meses a 1 ano de detenção, por ser crime de baixo potencial ofensivo. Há um projeto de lei no Congresso que tenta mudar isso’, disse.

O Estado de SP, 19/10

Jornal da Ciência


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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