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Pneumologia/Pulmão

Tolerância e Efeitos Fisiológicos do Apoio Pressórico com Máscara Noturna vs Ventilação Assistida Proporcional em Insuficiência Respiratória Crônica

26/10/2004
 


 

Pesquisadores da Universidade do Porto (Portugal) e da Universidade de Pisa (Itália) realizaram um estudo de corte transversal, randomizado e controlado, recentemente publicado na revista Chest, para comparar a tolerância e efeitos fisiológicos de cinco noites de tratamento tanto com ventilação assistida proporcional nasal (PAV) ou pressão de suporte ventilatório (PSV) em pacientes com insuficiência respiratória crônica.

 

Foram utilizados quatro pacientes com DPOC e dez com doenças torácicas restritivas com hipercapnia crônica (média basal de PaCO2 55,1mmHg), de uma unidade de reabilitação do departamento de pneumologia. A PAV e PSV foram instaladas randomicamente na cama dos pacientes aplicadas durante cinco noites consecutivas (com um período de intervalo de dois dias entre as duas).

 

A saturação por oximetria de pulso contínua (SpO2) e resultados da gasometria arterial ao despertar foram avaliados basalmente durante respiração espontânea e nos cinco dias de suporte ventilatório. Dispnéia, qualidade do sono, adaptação e conforto à inspiração e expiração foram avaliados por uma escala analógica visual (VAS) todo dia assim como índices de efeitos colaterais. No quinto dia, não houve diferença significativa entre PaCO2 (PAV média: 53,3mmHg; PSV média: 50,2; p = 0,168). A SpO2 média noturna melhorou significativamente tanto com PAV quanto com PSV sem diferença significativa entre os modelos (média basal: 92%; média PAV 94,5% e média PSV: 95%). A porcentagem da porção noturna com saturação < 90% (T90) foi discretamente, porém de maneira significativa, maior com PAV que com PSV (média PAV T90: 4%; média PSV T90: 2%; p = 0,049). A escala de sintomas VAS foi similar no quinto dia entre as modalidades; entretanto, o ressecamento nasal e oral foram menores (p = 0,05) e o ruído de alarme foi maior (p = 0,037) com PAV.

 

Os autores concluíram que após cinco dias de tratamento, ambos os modos foram similares na tolerância e igualmente efetivos na redução da hipercapnia durante o dia, melhorando a saturação noturna e sintomas. Afirmaram ainda, entretanto, que a PAV induziu menor ressecamento nasal e oral, mas foi associado com maior ruído de alarme.

Tolerance and Physiologic Effects of Nocturnal Mask Pressure Support vs Proportional Assist Ventilation in Chronic Ventilatory Failure - Chest; 2004; 126: 382-388

Tolerance and Physiologic Effects of Nocturnal Mask Pressure Support vs Proportional Assist Ventilation in Chronic Ventilatory Failure*

João Carlos Winck, MD, PhD; Michele Vitacca, MD; António Morais, MD; Luca Barbano, MD; Roberto Porta, MD; Armando Teixeira-Pinto, MD and Nicolino Ambrosino, MD, FCCP

* From the Departments of Pneumology (Drs. Winck and Morais) and Biostatistics and Medical Informatics (Dr. Teixeira-Pinto), Hospital São João, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, Portugal; Pulmonary Division (Drs. Vitacca, Barbano, and Porta), S. Maugeri Foundation IRCCS, Gussago (BS); and Pulmonary Unit (Dr. Ambrosino), Cardio-Thoracic Department, University of Pisa, Pisa, Italy.

Correspondence to: João Carlos Winck, MD, PhD, Pneumology Department, Hospital São João, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, Portugal; e-mail: jwinck@hsjoao.min-saude.pt

Study objectives: To compare the tolerance and physiologic effects of a 5-night treatment with either nasal proportional assist ventilation (PAV) or pressure support ventilation (PSV) in patients with chronic ventilatory failure.

Design: Cross-over, randomized, controlled study.

Setting: Rehabilitation units of pneumology department.

Patients or participants: Four patients with COPD and 10 patients with restrictive thoracic diseases with chronic hypercapnia (median baseline PaCO2, 55.1 mm Hg) were studied.

Interventions: In a cross-over study, nasal PAV and PSV set at the patient’s comfort were randomly applied during 5 consecutive nights (with a 2-night washout period).

Measurements and results: Continuous nocturnal pulse oximetric saturation (SpO2) and arterial blood gas results at wake-up were evaluated at baseline during spontaneous breathing and on the fifth day of ventilatory support. Dyspnea, sleep quality, adaptation, and comfort at inspiration and expiration by visual analog scale (VAS) were evaluated every day as well as a side effects score. On the fifth day, there were no significant differences in daytime PaCO2 (median PAV, 53.3 mm Hg; median PSV, 50.2; p = 0.168). Mean nocturnal SpO2 improved significantly with both PAV and PSV without any significant differences between modes (baseline median, 92%; PAV median, 94.5%; PSV median, 95%). The percentage of the study night spent < 90% SpO2 (T90) was slightly but significantly higher with PAV than with PSV (median PAV T90, 4%; median PSV T90, 2%; p = 0.049). The VAS symptom score was similar at day 5 between modes; however, nasal and oral dryness were lower (p = 0.05) and alarm noise was higher (p = 0.037) with PAV.

Conclusions: After 5 days of treatment, both modes had similar tolerance, and were equally effective in reducing daytime hypercapnia and improving nocturnal saturation and symptoms. However, PAV induced less nasal and oral dryness but was associated with higher alarm noise.

Key Words: chronic ventilatory failure • COPD • noninvasive mechanical ventilation • pressure support ventilation • proportional assist ventilation • restrictive disorders


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