Ortopedia/Fisioterapia/Coluna/T.O. - Fraturas da Cabeça e Colo Radial Tratadas com Excisão da Cabeça do Rádio
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Ortopedia/Fisioterapia/Coluna/T.O.

Fraturas da Cabeça e Colo Radial Tratadas com Excisão da Cabeça do Rádio

31/10/2004
 




O relato dos resultados a longo prazo do tratamento de fraturas da cabeça e colo radial com excisão da cabeça do rádio não tem sido muito evidente. Em um artigo publicado recentemente na The Journal of Bone and Joint Surgery, os autores avaliaram os resultados a longo prazo da excisão inicial ou tardia da cabeça do rádio para o tratamento destas fraturas.

 

Sessenta e um indivíduos (idade média, 44 anos) com 39 fraturas tipo II de Mason, 10 fraturas tipo III de Mason e 12 tipo IV de Mason foram avaliadas subjetivamente, objetivamente e radiograficamente em um período médio de 18 anos (variação, 11 a 33 anos) após o tratamento. Quarenta e três fraturas foram tratadas com excisão inicial da cabeça do rádio e as 18 restantes foram tratadas com excisão tardia da cabeça do rádio em uma média de cinco meses (variação, um a 238 meses) após a lesão.

 

No período de acompanhamento, 28 indivíduos não apresentaram sintomas,  27 tiveram dor ocasional do cotovelo e seis apresentaram dor diária. Quatro indivíduos com dor diária tinham tido fratura tipo IV de Mason.  A variação de movimento das extremidades superiores anteriormente lesadas foi levemente menor do que nas extremidades não lesadas em termos de flexão (139° ± 11° comparado com 142° ± 8°), extensão (–7° ± 12° comparado com  –1° ± 6°) e supinação (77° ± 20° comparado com  85° ± 10°) (todos com p < 0.01).

 

Uma maior porcentagem de cotovelos lesados anteriormente em relação  àqueles não lesados apresentaram cistos, esclerose e osteófitos (73% comparado com 7%; p < 0.001), porém nenhum apresentou redução do espaço articular. Não foram encontradas diferenças entre os resultados dos indivíduos tratados com excisão inicial da cabeça do rádio e os indivíduos tratados com excisão tardia.

Os autores concluíram que após uma fratura do colo radial ou deslocamento da cabeça do rádio, a excisão da cabeça radial freqüentemente leva a um bom resultado. Não se observou diferença  de resultados entre as excisões iniciais e tardias da cabeça radial após a fratura tipo II, III ou IV de Mason. Os prognósticos estão associados com o tipo de fratura, sendo que as fraturas tipo IV de Mason  apresentam os piores resultados.

Fractures of the Radial Head and Neck Treated with Radial Head Excision - The Journal of Bone and Joint Surgery (American) - 2004; 86:1925-1930

The Journal of Bone and Joint Surgery (American) 86:1925-1930 (2004)
© 2004 The Journal of Bone and Joint Surgery, Inc.

Fractures of the Radial Head and Neck Treated with Radial Head Excision

Pär Herbertsson, MD, PhD1, Per Olof Josefsson, MD, PhD1, Ralph Hasserius, MD, PhD1, Jack Besjakov, MD, PhD1, Fredrik Nyqvist, MD, PhD1 and Magnus K. Karlsson, MD, PhD1

1 Departments of Orthopaedics (P.H., P.O.J., R.H., F.N., and M.K.K.) and Radiology (J.B.), Malmö University Hospital, SE-205 02 Malmo, Sweden. E-mail addresses: par.herbertsson@skane.se for P. Herbertsson, peo.josefsson@skane.se for P.O. Josefsson, ralph.hasserius@skane.se for R. Hasserius, jack.besjakov@skane.se for J. Besjakov, caroline.karlsson@skane.se for F. Nyqvist, and magnus.karlsson@orto.mas.lu.se for M.K. Karlsson

Investigation performed at the Departments of Orthopaedics and Radiology, Malmö University Hospital, Malmo, Sweden

The authors did not receive grants or outside funding in support of their research or preparation of this manuscript. They did not receive payments or other benefits or a commitment or agreement to provide such benefits from a commercial entity. No commercial entity paid or directed, or agreed to pay or direct, any benefits to any research fund, foundation, educational institution, or other charitable or nonprofit organization with which the authors are affiliated or associated.


Background: The reported long-term outcomes of the treatment of radial head and neck fractures with excision of the radial head have been mixed. The purpose of the present study was to evaluate the long-term outcomes of primary or delayed radial head excision for the treatment of these fractures.

Methods: Sixty-one individuals (mean age, forty-four years) with thirty-nine Mason type-II, ten Mason type-III, and twelve Mason type-IV fractures were evaluated subjectively, objectively, and radiographically at a mean of eighteen years (range, eleven to thirty-three years) after treatment. Forty-three fractures were treated with primary radial head excision, and the remaining eighteen were treated with delayed radial head excision at a median of five months (range, one to 238 months) after the injury.

Results: At the time of follow-up, twenty-eight individuals had no symptoms, twenty-seven had occasional elbow pain, and six had daily pain. Four individuals with daily pain had had a Mason type-IV fracture. The range of motion of the formerly injured upper extremities was slightly less than that of the uninjured upper extremities in terms of flexion (139° ± 11° compared with 142° ± 8°), extension (–7° ± 12° compared with –1° ± 6°), and supination (77° ± 20° compared with 85° ± 10°) (all p < 0.01). A higher percentage of formerly injured elbows than uninjured elbows had cysts, sclerosis, and osteophytes (73% compared with 7%; p < 0.001), but none had a reduced joint space. No differences were found between the outcomes for individuals treated with a primary radial head excision and those for individuals treated with a delayed excision.

Conclusions: Following a displaced radial head or neck fracture, excision of the radial head often leads to a good or fair result. We found no differences in outcome between primary and delayed radial head excisions following a Mason type-II, III, or IV fracture. The outcomes are associated with the type of fracture, with Mason type-IV fractures having the worst results, rather than with the timing of the radial head excision (primary or delayed).

Level of Evidence: Therapeutic study, Level III-2 (retrospective cohort study). See Instructions to Authors for a complete description of levels of evidence.



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