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História do vinho

06/11/2004
Na verdade a história do vinho é recheada de várias histórias sendo portanto difícil a afirmação precisa do seu surgimento. Vamos falar um pouco sobre estas histórias dando ênfase aos pontos mais importantes, interessantes e curiosos.  
 
A nossa primeira parada é há 2 milhões de anos atrás. Na França, em cavernas de Lascaux, foram encontradas pinturas de povos primitivos, local onde, até hoje, crescem vinhedos selvagens. Não seria nenhum absurdo supor que a convivência dos primitivos com as uvas não tenha resultado em algum tipo de vinho.  
 
Bem, voltaremos a falar da França mais à frente.  
 
Na Turquia, Jordânia, Líbano e Síria foram encontrados por arqueólogos, sementes de uvas da Idade da Pedra, datando cerca de 8000 a.c. Este acúmulo de sementes é considerado, por arqueólogos, como evidência da probabilidade de elaboração de vinhos. Estas sementes são do tipo de planta hermafrodita, essencial para o cultivo de vinho. A videira selvagem possui flores macho e flores fêmea em plantas separadas, e raramente a videira gera plantas hermafroditas. Esses primeiros primitivos teriam selecionado as plantas hermafroditas e as cultivado possibilitando a elaboração do vinho. Esta data coincide com a mudança sofrida pelos nômades de estabelecer-se em um lugar e cultivar a terra, além de caçar.  
 
No Irã, encontraram uma ânfora, de 3.500 anos, contendo no seu interior uma mancha residual de vinho. Assim como a Pérsia (Irã) e o Caucásos (Geórgia), a Mesopotânia e outros países da região cultivavam as videiras e as comercializavam. Foram os Fenícios, que depois de se apoderarem do comércio da Península Ibérica, levaram videiras para toda a Europa. Na região de Caucásos, conforme relatado no Velho Testamento, Noé durante o dilúvio, ancorou sua Arca no topo de um monte esperando a catástrofe passar. Após desembarcar os animais, Noé plantou um vinhedo e com os frutos fez um vinho. Se em sua Arca, Noé tinha videiras, além dos animais, e ainda sabia a arte de fazer vinho, de onde elas vieram? Onde Noé morou antes do dilúvio? Existem especulações de que ele foi um dos sobreviventes de Atlântica.  
 
Na Babilônia, a mais antiga obra literária conhecida, datada de 1800 a.c. conta sobre a lenda de Upnapishtim, um herói Gilgamesh, parecida com a lenda de Noé, porém sem as videiras. O vinho só vem aparecer mais adiante nas escrituras, onde o herói entra no reino do Sol e lá encontra um vinhedo encantado. Caso lhe fosse permitido beber, ele obteria a imortalidade.  
 
Das histórias sobre a descoberta do vinho, a versão de um rei persa é a mais interessante. Este mandou construir um grande muro para salvar os animais do dilúvio, mostrando com isso sua relação com Noé. Na corte de Jamshid, as uvas eram mantidas em jarros para serem comidas fora da estação. Certa vez, uma das jarras estava cheia de suco e as uvas espumavam exalando um cheiro estranho. Acreditando estar impróprias para o consumo, as uvas foram deixadas de lado. Uma cortesã do harém tentando se matar, ingeriu tal possível veneno. Porém, o que ela conseguiu foi muita alegria e um repousante sono. Mais tarde, ela contou o acontecido ao Rei que logo ordenou a elaboração de grande quantidade dessa nova bebida, o vinho.  
 
O comércio de vinhos entre os países estava fortemente estabelecido. Por volta de 2000 a.c., na região da Anatolia (Turquia) os hititas criaram cálices e frascos, em forma de cabeça de animal, em ouro, para servir e tomar vinho. Os primeiros livros de leis que se tem conhecimento foram criados pelos hititas e neles existiam referência às "Casas de Vinho".  
 
"A vendedora de vinho que errar a conta será atirada à água."  
 
"se uma sacerdotisa abrir ou freqüentar uma "Casa de Vinho" para tomar um drink, será queimada viva."
 
 
No Egito, pinturas que datam 1000 a.c. à 3000 a.c., mostram que, apesar de não inventarem o vinho, os egípcios foram os primeiros a saber registrar os detalhes da vinificação. Pinturas retratavam, com detalhes a colheita da uva, a prensagem e a fermentação. Era um produto restritos aos nobres, ricos e sacerdotes que o bebiam em taças ou jarras, em ambiente festivo e luxuoso.  
 
O vinho, dentre outras coisas, eram também oferecido aos Deuses. A dedicação dos egípcios aos vinhos era tanta, que na tumba de Tutankamom (1371 - 1352 a.c.), foram encontradas 36 ânforas de vinho onde algumas continham inscrições da região, safra, nome do comerciante e controle de qualidade sob a inscrição "muito boa qualidade".  
 
Por volta de 1500 a.c., no sul da Grécia, existiam fortes comerciantes e colonizadores. Recentemente, se descobriu uma adega de vinho, estimada em 6.000 litros, armazenados em grandes jarros, do rei Nestor, na cidade de Peloponésia (sul da Grécia). Levado para a adega em bolsas de pele animal, o vinho deveria possuir um buquê particularmente forte. Das ilhas gregas, e principalmente na ilha de Chios, era de onde partiam as principais exportações do melhor vinho. Ânforas, com suas características, foram encontradas em quase todas as regiões que os gregos praticavam o comércio, destacando Egito, Itália, França e Rússia. Por volta de 800 a.c. o vinho chega ao sul da Itália através dos Gregos. Porém, no norte da Itália, já se elaborava e comercializava o vinho. Não se sabe ao certo se os etruscos trouxeram as videiras da Fenícia ou de uma outra região da Ásia Menor, ou mesmo, se cultivaram uvas nativas da Itália, onde já havia videiras desde a pré-história. A mais antiga ânfora de vinho encontrada na Itália data de 600 a.c. e era etrusca.  
 
Quem usou as uvas primeiro para a elaboração do vinho? Entre 264 e 146 a.c., os romanos, investindo na agricultura, fazem a vitivinicultura atingir o ponto máximo. Surgiu um manual, traduzidos para o latim e o grego, estimulando a plantação comercial de vinhedos. Em 171 a.c., é aberta a primeira padaria em Roma. Além de mingau de cereais, os romanos passaram a comer pão e beber cada vez mais vinho.  
 
Apareceram vinhos de qualidade de vinhedos específicos. O mais famoso foi o "Opimiano", do vinhedo Falernum safra 121 a.c., que foi consumido durante 125 anos, conforme registros históricos.  

Porém, dos gregos, ainda eram considerados pelos romanos, os melhores vinhos. Com a indústria do vinho já estabelecida em toda a Itália, passaram a surgir exportações para a Grécia e Macedônia. Os melhores vinhos eram de Roma e Pompéia. Após destruição de Pompéia pela erupção do Vesúvio, no ano 79 d.C., iniciou-se uma louca corrida pela plantação de vinhedos, provocando desequilíbrio no fornecimento a Roma, provocando desvalorização das terras do vinho.  
 
Os hospitais, além de tratar dos doentes, eram centros de produção e distribuição de vinhos, assim como "albergues" para pobres, viajantes, estudantes e peregrinos. As universidades através dos intercâmbios de seus estudantes, também tiveram importância na divulgação e consumo do vinho.  
 
É do ano de 1300 o primeiro livro impresso sobre o vinho, chamado "Liber De Vinis". O livro possui propriedades medicinais de vinhos aromatizados com ervas, para cura de várias doenças. O autor do livro foi Amaldus de Villanova, catalão, médico e professor da Universidade de Monpellier. Também encontra-se no livro métodos de comercialização de vinhos, como o costume fraudulento de oferecer aos fregueses alcaçuz, queijos salgados e nozes afim de não perceberem o sabor amargo e ácido do vinho.  
 
Daí por diante, com os descobrimentos e expedições colonizadoras, o vinho chegou as Américas e a África. Com Cristóvão Colombo, em 1493, a uva foi espalhada para o México, Sul dos Estados Unidos e colônias espanholas da América do Sul, com Martim Afonso de Souza e Brás Cubas, pelo litoral Paulista em 1532 .
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