Oftalmologia/Olhos - Deficiência Visual
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Oftalmologia/Olhos

Deficiência Visual

13/11/2004

 

 

          1. CONCEITO 

          O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira). Segundo a OMS (Bangkok, 1992), o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ou correção óptica convencional, e uma acuidade visual menor que 6/18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ou execução de uma tarefa.

 

           2. CLASSIFICAÇÃO

           Há vários tipos de classificação. De acordo com a intensidade da deficiência, temos a deficiência visual leve, moderada, profunda, severa e perda total da visão. De acordo com comprometimento de campo visual, temos o comprometimento central, periférico e sem alteração. De acordo com a idade de início, a deficiência pode ser congênita ou adquirida. Se está associada a outro tipo, como surdez, por exemplo, a deficiência pode ser múltipla ou não.

 

           3. DADOS ESTATÍSTICOS 

           Segundo a OMS-Organização Mundial de Saúde, cerca de 1% da população mundial apresenta algum grau de deficiência visual. Mais de 90% encontram-se nos países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, a população com deficiência visual é composta por cerca de 5% de crianças, enquanto os idosos são 75% desse contingente. Dados oficiais de cada país não estão disponíveis.

 

            4. CAUSAS

            De maneira genérica, podemos considerar que nos

países em desenvolvimento as principais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como as cataratas. Nos países desenvolvidos são mais importantes as causas genéticas e degenerativas. As causas podem ser divididas também em: congênitas ou adquiridas.  Causas congênitas: amaurose congênita de Leber, malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita. Causas adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.

 

           5. FATORES DE RISCO 

           Histórico familiar de deficiência visual por doenças de caráter hereditário: por exemplo glaucoma. Histórico pessoal de diabetes, hipertensão arterial e outras doenças sistêmicas que podem levar a comprometimento visual, por exemplo: esclerose múltipla. Senilidade, por exemplo: catarata, degeneração senil de mácula. Não realização de cuidados pré-natais e prematuridade. Não utilização de óculos de proteção durante a realização de determinadas tarefas (por exemplo durante o uso de solda elétrica). Não imunização contra rubéola da população feminina em idade reprodutiva, o que pode levar a uma maior chance de rubéola congênita e conseqüente acometimento visual.

 

             6. IDENTIFICAÇÃO

             Alguns sinais característicos da presença da deficiência visual na criança são desvio de um dos olhos, não seguimento visual de objetos, não reconhecimento visual de familiares, baixa aproveitamento escolar, atraso de desenvolvimento. No adulto, pode ser o borramento súbito ou paulatino da visão. Em ambos os casos, são vermelhidão, mancha branca nos olhos, dor, lacrimejamento, flashes, retração do campo de visão que pode provocar esbarrões e tropeços em móveis. Em todos os casos, deve ser realizada avaliação oftalmológica para diagnóstico do processo e possíveis tratamentos, em caráter de urgência.

 

             7. DIAGNÓSTICO

             Obtido através do exame realizado pelo oftalmologista que pode lançar mão de exames subsidiários. Nos casos em que a deficiência visual está caracterizada, deve ser realizada avaliação por oftatmologista especializado em baixa visão, que fará a indicação de auxílios ópticos especiais e orientará a sua adaptação.

 

 

 

 

 

Surdo-Cegueira e Múltipla Deficiência Sensorial

 

       1. DEFINIÇÃO DE DEFICIÊNCIA: 

    Surdo-cegueira é uma deficiência única que apresenta a perda da audição e visão de tal forma que a combinação das duas deficiências impossibilita o uso dos sentidos de distância, cria necessidades especiais de comunicação, causa extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, recreativas, sociais, para acessar informações e compreender o mundo que o cerca.

     Múltipla deficiência sensorial é a deficiência auditiva ou a deficiência visual associada a outras deficiências (mental e/ou física), como também a distúrbios (neurológico, emocional, linguagem e desenvolvimento global) que causam atraso no desenvolvimento educacional, vocacional, social e emocional, dificultando a sua auto-suficiência.

 

        2. TIPOS

    Surdo-cegueira:  Cegueira congênita e surdez adquirida Surdez congênita e cegueira adquirida Cegueira e surdez congênita Cegueira e surdez adquirida Baixa visão com surdez congênita ou adquirida.

     Múltipla deficiência sensorial:  Surdez com deficiência mental leve ou severa. Surdez com distúrbios neurológicos, de conduta e emocionais. Surdez com deficiência física (leve ou severa). Baixa visão com deficiência mental leve ou severa. Baixa visão com distúrbios neurológicos, emocionais e de linguagem e conduta. Baixa visão com deficiência física (leve ou severa). Cegueira com deficiência física (leve ou severa). Cegueira com deficiência mental (leve ou severa). Cegueira com distúrbios emocionais, neurológicos, conduta e linguagem.

 

         3. DADOS ESTATÍSTICOS

         É muito difícil precisar números exatos. A razão principal é que a surdo-cegueira e a múltipla deficiência sensorial, em geral, ocorrem em conjunto com outras deficiências mascarando a deficiência sensorial. Sendo assim, o Grupo Brasil de Apoio ao Surdo-cego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial realizará um censo para mensurar o número exato de surdo-cegos e múltiplos deficientes sensoriais no Brasil.                                                                  

         4. CAUSAS:                               SÍNDROMES:                                    

- Icterícia                                               - Rubéola materna                              

- Otite média crônica                          - Pierre Robin                                     

- Citomegalovirus                                - Charge                                              

- Falta de oxigênio                              - Kearns-Lavre                                    

- Sarampo                                            - Alstrom                                              

- Traumatismos (acidentes)               - Sífilis congênita                                

- Glaucoma                                          - West                                                  

- Medicação teratogênica                  - Bardet-Bredl's                                  

- Retinose pigmentar                          - Lenox Gausteaux                             

- Tumor cerebral                                  - Goldenhar                                         

- Toxoplasmose                                   - Hallgren                                             

- Prematuridade                                  - Flynn-Aird                                          

- Meningite                                           - Cockayne                                          

- Medicação ototóxica                        - Amaurose de Leber                         

- Hidro e microcefalia                         - Usher                                                 

- Fator rh                                                                                                            

- Caxumba                                                                                                         

- Catarata                                                                                                          

- Casamentos consangüíneos                                                                        

   5. FATORES DE RISCO -    Epidemias de doenças como rubéola, sarampo, meningite Infecções hospitalares Falta de saneamento básico Doenças venéreas Gravidez de risco.

 

    6. PARA FAZER A IDENTIFICAÇÃO

    Pode presentar movimentos estereotipados e repetitivos. Não antecipa as atividades. Não demonstra saber as funções dos objetos ou brinquedos, utilizando-os de maneira inadequada. Pode rir e chorar sem causa aparente. Pode apresentar resistência ao contato físico. Empurra o olho, provocando sensações. Movimenta os dedos e as mãos em frente aos olhos. Não se comunica de maneira convencional. Pode apresentar distúrbio de sono. Não explora o ambiente de maneira adequada. Tropeça muito e bate nos móveis, objetos e etc.. Gosta de ficar em locais com luminosidade. Pode não reagir a sons.

 

     7. EXAMES PARA TER UM DIAGNÓSTICO CORRETO

     Exames laboratoriais. Avaliações genéticas. Exames médicos: (neurológico, visão, audição e físico). Diagnóstico diferencial.                                                                       

 

 

 

 

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