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Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

Ventilação Percussiva de Alta Freqüência Proporciona Melhora Significante da Oxigenação e Redução da Pressão Intracraniana

16/11/2004
 

Pesquisadores publicaram, recentemente, no Journal of Trauma-Injury Infection & Critical Care, um estudo em que procuraram avaliar a utilização de ventilação percussiva de alta freqüência em pacientes portadores de traumatismo craniano agudo, na tentativa de melhorar a oxigenação e diminuição da pressão intracraniana na fase aguda do trauma.

 

Dados clínicos foram coletados retrospectivamente por um período de um ano. Pacientes incluídos no estudo apresentaram lesão cerebral traumática grave, com escore à Escala de Coma de Glasgow igual ou inferior a oito pontos, necessidade de drenagem por ventriculostomia para monitorização da pressão intracraniana e drenagem de líquor, e síndrome do estresse respiratório agudo. Os pacientes, inicialmente em uso de ventilação mecânica convencional, foram submetidos à ventilação percussiva de alta freqüência após avaliação por cirurgião de trauma. Dados sobre a razão entre pressão parcial de oxigênio e fração de oxigênio inspirado (razão PF), pico de pressão inspiratória (PIP), pressão intracraniana (PIC), pressão parcial de gás carbônico (pCO2), PEEP e pressão média em vias aéreas foram comparados antes e após quatro e dezesseis horas após instituição da ventilação percussiva de alta freqüência.

 

No total, dez pacientes preencheram critérios de inclusão. Houve aumento da razão PF (91,8 + 13,2 vs. 269,7 + 34,6; p<0,01), PEEP (14 + 2,5 vs. 16 + 3,5), e pressão média em vias aéreas (20,4 + 4,8 vs. 23,6 + 6,8) após 16 horas do início da ventilação percussiva de alta freqüência. Houve diminuição da PIC (30,9 + 3,4 vs. 17,4 + 1,7; p<0,01), pCO2 (37,7 + 4,1 vs. 32,7 + 1,1. p<0,05) e da PIP (49,4 + 10 vs. 41 + 7,9; p<0,05) após 16 horas. A taxa de mortalidade geral foi igual a 10%.

 

Portanto, os pesquisadores concluíram que a ventilação percussiva de alta freqüência proporciona melhora significante da oxigenação e redução da pressão intracraniana em traumas cranianos agudos.

High-Frequency Percussive Ventilation: An Alternative Mode of Ventilation for Head-Injured Patients With Adult Respiratory Distress Syndrome - Journal of Trauma-Injury Infection & Clinical Care; 2004;57(3): 542-546

High-Frequency Percussive Ventilation: An Alternative Mode of Ventilation for Head-Injured Patients With Adult Respiratory Distress Syndrome.
Journal of Trauma-Injury Infection & Critical Care. 57(3):542-546, September 2004.
Salim, Ali MD; Miller, Kenneth RRT; Dangleben, Dale MD; Cipolle, Mark MD; Pasquale, Michael MD

Abstract:
Background: Adult respiratory distress syndrome develops in up to 20% of patients with severe head injury. This complicates the treatment of head-injured patients because lung-protective strategies such as high positive end-expiratory pressure (PEEP) and permissive hypercapnia may increase intracranial pressure (ICP) and reduce cerebral perfusion pressure. The use of high-frequency percussive ventilation (HFPV) is an alternate mode of ventilation that may improve oxygenation for head-injured patients while also lowering ICP.

Methods: Clinical data were collected retrospectively over a 1-year period. Patients were included if they had a severe traumatic brain injury with a Glasgow Coma Score (GCS) of 8 or lower, a ventriculostomy drain for ICP measurement and cerebral spinal fluid drainage, and adult respiratory distress syndrome. Patients were switched from conventional mechanical ventilation to HFPV at the discretion of the attending trauma surgeon. Data for partial pressure of oxygen to fraction of inspired oxygen (PF) ratio, peak inspiratory pressure (PIP), ICP, partial pressure of carbon dioxide level (PC02), PEEP, and mean airway pressure were compared before and then 4 and 16 hours after institution of HFPV therapy.

Results: A total of 10 patients met study criteria. Data were expressed as mean +/- standard error. There was an increase in PF ratio (91.8 +/- 13.2 vs. 269.7 +/- 34.6; p < 0.01), PEEP (14 +/- 2.5 vs. 16 +/- 3.5), and mean airway pressure (20.4 +/- 4.8 vs. 23.6 +/- 6.8) 16 hours after institution of HFPV. There was a decrease in ICP (30.9 +/- 3.4 vs. 17.4 +/- 1.7; p < 0.01), PC02 (37.7 +/- 4.1 vs. 32.7 +/- 1.1; p < 0.05), and PIP (49.4 +/- 10 vs. 41 +/- 7.9; p < 0.05) at 16 hours. Overall mortality was 10%.

Conclusions: Therapy with HFPV produced a significant improvement in oxygenation with a concomitant reduction in ICP during the first 16 hours. This therapy may represent an important new method for the management of adult respiratory distress syndrome among head-injured trauma patients, although the long-term outcome of HFPV still needs evaluation.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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