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Notícias da Dra. Shirley

OMS diz que fuga de médicos aumenta mortalidade em países pobres

21/11/2004
 



Agência EFE

O êxodo de médicos para os países ricos se tornou um problema muito grave, que se reflete no aumento das mortes em nações pobres, disse nesta quinta-feira o subdiretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tim Evans.

 
 

 

O dirigente assegurou que a contratação de pessoal capacitado em países ricos aumentou consideravelmente, com graves conseqüências.

Evans participa da Cúpula Ministerial de Pesquisa em Saúde e da oitava reunião do Fórum Global de Pesquisa, que está sendo realizada no México.

O subdiretor da OMS explicou que em países como Inglaterra, Canadá e EUA há uma grande escassez de especialistas em saúde e um aumento na demanda de pacientes, motivo pelo qual estas nações optaram por recrutar pessoal de países pobres.

"Quando um profissional do setor de saúde deixa de viver na África para trabalhar na Inglaterra ou no Canadá, isso significa que uma região da África não terá pessoal especializado para atender a uma mulher grávida com hemorragia, por exemplo, e sabemos que certamente essa mãe vai morrer", afirmou.

Cifras oficiais indicam que durante os últimos cinco anos a Inglaterra contribuiu de forma significativa para a imigração de profissionais de saúde.

Em 1999, foram contratadas 50 enfermeiras provenientes da África do Sul. Nos últimos três anos, este número subiu para 600.

Além da África, os países desenvolvidos têm preferência pelos especialistas provenientes de Filipinas, Índia e Europa Oriental, entre outros onde também existe uma grande demanda de trabalhadores.

"Reconhecemos que a imigração de trabalhadores de saúde é fatal sobretudo porque se dá em países onde já existe um déficit, onde se deixa uma clínica sem atenção, onde os serviços já não serão prestados a uma certa percentagem de pessoas que com eles poderiam salvar sua vida", enfatizou Evans.

O dirigente evitou falar em cifras de mortes no mundo por falta de atenção profissional, mas disse que é um número muito alto, por isso fez uma chamada às nações para que invistam na capacitação e remuneração de pessoal especializado no assunto.

A promotora na Inglaterra do programa Save the Children (Salvemos as crianças), Regina Keith, disse à EFE que ao não reforçar a capacitação nem dedicar maior atenção aos problemas de saúde, corre-se o risco do desaparecimento de certas comunidades em nações pobres.

"Não temos tempo em certos países para esperar que produzam resultados, temos que nos movimentar agora, temos uma urgência de capacitar trabalhadores na questão sanitária e de maiores investimentos no setor que compensem os grandes problemas que temos", explicou Keith.
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