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Pneumologia/Pulmão

Efeito do Surfactante Baseado na Proteína C do Surfactante Recombinante na Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo

23/11/2004




Estudos pré-clínicos sugerem que o surfactante exógeno pode ser de valor no tratamento da síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e dois estudos clínicos de duas fases têm mostrado uma tendência para o benefício. Um grupo formado por pesquisadores dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Bruxelas e África do Sul conduziu três estudos de duas fases de um surfactante contendo proteína em adultos com SDRA, em artigo recentemente publicado no New England Journal of Medicine.

 

Em dois estudos duplo-cegos, randomizados, multicêntricos, envolvendo 448 pacientes com SDRA de várias causas, foram comparadas a terapia padrão isolada com a terapia padrão mais até quatro doses intratraqueais de um surfactante baseado na proteína C do surfactante recombinante dentro de um período de 24 horas.

 

A taxa de sobrevivência total foi de 66%, 28 dias após o tratamento, e a mediana do número de dias sem ventilador foi de 0 (68% - 0 a 26); não houve diferença significativa entre os grupos em termos de mortalidade ou necessidade de ventilação mecânica. Os pacientes que receberam o surfactante tiveram uma melhora significativamente maior na oxigenação sangüínea durante as 24 horas iniciais de tratamento que os pacientes que receberam apenas a terapia padrão, de acordo com as análises univariadas e multivariadas.

 

Os autores concluíram que o uso de surfactante exógeno em uma população heterogênea de pacientes com SDRA não melhora a sobrevivência, mas os pacientes que receberam o surfactante tiveram uma melhora maior na troca gasosa durante o período de tratamento de 24 horas que os pacientes que receberam apenas a terapia padrão, sugerindo o potencial benefício de um curso de tratamento mais longo.

Effect of Recombinant Surfactant Protein C–Based Surfactant on the Acute Respiratory Distress Syndrome - New England Journal of Medicine; 2004; 351 (9): 884-892

Effect of Recombinant Surfactant Protein C–Based Surfactant on the Acute Respiratory Distress Syndrome
Roger G. Spragg, M.D., James F. Lewis, M.D., Hans-Dieter Walmrath, M.D., Jay Johannigman, M.D., Geoff Bellingan, M.D., Pierre-Francois Laterre, M.D., Michael C. Witte, M.D., Guy A. Richards, M.D., Gerd Rippin, Ph.D., Frank Rathgeb, M.D., Dietrich Häfner, M.D., Friedemann J.H. Taut, M.D., and Werner Seeger, M.D.

 

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by Baudouin, S. V.

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ABSTRACT

Background Preclinical studies suggest that exogenous surfactant may be of value in the treatment of the acute respiratory distress syndrome (ARDS), and two phase 2 clinical trials have shown a trend toward benefit. We conducted two phase 3 studies of a protein-containing surfactant in adults with ARDS.

Methods In two multicenter, randomized, double-blind trials involving 448 patients with ARDS from various causes, we compared standard therapy alone with standard therapy plus up to four intratracheal doses of a recombinant surfactant protein C–based surfactant given within a period of 24 hours.

Results The overall survival rate was 66 percent 28 days after treatment, and the median number of ventilator-free days was 0 (68 percent range, 0 to 26); there was no significant difference between the groups in terms of mortality or the need for mechanical ventilation. Patients receiving surfactant had a significantly greater improvement in blood oxygenation during the initial 24 hours of treatment than patients receiving standard therapy, according to both univariate and multivariate analyses.

Conclusions The use of exogenous surfactant in a heterogeneous population of patients with ARDS did not improve survival. Patients who received surfactant had a greater improvement in gas exchange during the 24-hour treatment period than patients who received standard therapy alone, suggesting the potential benefit of a longer treatment course.


Source Information

From the University of California at San Diego, San Diego (R.G.S.); the University of Western Ontario, London, Ont., Canada (J.F.L.); Justus Liebig-University, Giessen, Germany (H.-D.W., W.S.); the University of Cincinnati Hospital, Cincinnati (J.J.); the Department of Medicine, University College London, London (G.B.); St. Luc University Hospital, Brussels (P.-F.L.); Mercy Medical Center, Des Moines, Iowa (M.C.W.); University of the Witwatersrand, Johannesburg (G.A.R.); Omnicare Clinical Research, Cologne, Germany (G.R.); and Altana Pharma, Konstanz, Germany (F.R., D.H., F.J.H.T.).

Address reprint requests to Dr. Spragg at the University of California at San Diego Veterans Affairs Medical Center, 3350 La Jolla Village Dr., San Diego, CA 92014, or at rspragg@ucsd.edu, or to Dr. Seeger at werner.seeger@innere.med.uni-giessen.de.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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