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Enxaqueca/Cefaléia/Dor de cabeça

Enxaqueca com aura

22/12/2004
Migrânea com aura*

(* O termo "aura" aqui utilizado não implica necessariamente que ela precede a cefaléia, e nem implica qualquer relação com epilepsia)

Termos previamente utilizados: enxaqueca clássica; enxaqueca oftálmica ou hemiparestésica, ou hemiplégica ou afásica; enxaqueca acompanhada, enxaqueca complicada.

Descrição:

Distúrbio idiopático, recorrente, manifestado por crises de sintomas neurológicos inequivocamente localizáveis no córtex cerebral ou no tronco cerebral, geralmente evoluindo de forma gradual em 5 a 20 minutos e usualmente durando menos de 60 minutos. Cefaléia, náusea e/ou fotofobia geralmente seguem os sintomas neurológicos da aura, imediatamente ou após um intervalo livre inferior a uma hora. A cefaléia habitualmente persiste por 4 a 72 horas, mas pode estar completamente ausente (1.2.5).

Critérios diagnósticos:

A - Pelo menos 2 crises que satisfaçam o critério B.
B - Pelo menos 3 das 4 características seguintes:

  • 1. Um ou mais sintomas de aura totalmente reversíveis que indicam disfunção focal cortical e/ou do tronco cerebral
  • 2. Pelo menos um sintoma de aura que se desenvolva gradualmente em mais de 4 minutos, ou dois ou mais sintomas que ocorram em sucessão.
  • 3. Nenhum sintoma da aura que dure mais que 60 minutos. Se mais de um sintoma da aura estiver presente, a duração fica proporcionalmente aumentada.
  • 4. A cefaléia segue a aura com um intervalo livre inferior a 60 minutos (ela pode também começar antes ou simultaneamente com a aura).

C - Ao menos um dos seguintes:

  • 1. História e exame físico e neurológico não sugestivos de distúrbios listados nos grupos 5-11
  • 2. História e/ou exame físico e/ou neurológico sugestivos de tais distúrbios, mas que são afastados por investigação apropriada
  • 3. Tais distúrbios estão presentes, mas as crises de migrânea não ocorreram pela primeira vez em clara relação temporal com o distúrbio

Comentário:

Antes ou simultaneamente à instalação dos sintomas da aura, o fluxo sangüíneo cerebral está diminuído em área correspondente à alteração clínica, e freqüentemente incluindo uma área maior que esta. A redução do fluxo sangüíneo cerebral começa na região posterior e se alastra anteriormente. Está acima ou no limiar da isquemia, mas não raramente está abaixo deste limiar. Após uma ou várias horas, uma transição gradual para hiperemia ocorre nesta mesma região. É relatado que a hiperemia não tem relação com a cefaléia, que geralmente começa durante a isquemia e pode desaparecer durante a hiperemia. Vasoespasmo arteriolar cortical e/ou depressão alastrante de Leão tem sido implicados. A relação com a fase de cefaléia com os seus mecanismos é incerta (veja Comentário 1.1). As alterações do fluxo sangüíneo cerebral não estão estudadas em todas as subformas, mas para várias delas (1.2.1, 1.2.2, 1.2.3 e 1.2.5) parece haver apenas diferença quantitativa. Estudos sistemáticos tem demonstrado que a maioria dos pacientes com aura visual ocasionalmente tem sintomas nas extremidades. Por outro lado, os pacientes com sintomas nas extremidades praticamente sempre apresentam sintomas de aura visual. Uma distinção entre migrânea oftalmoplégica e migrânea hemiparestésica/hemiplégica é portanto provavelmente artificial e não é reconhecida nesta classificação.

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