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Clínica médica/Intensiva/Enfermagem

Desfibrilação Pós Atividade Elétrica sem Pulso

25/12/2004
 




A desfibrilação pode ser eficaz para converter a fibrilação ventricular (FV) porém revela  disfunção mecânica profunda. A sobrevida após esta disfunção, conhecida como atividade elétrica sem pulso (AESP) e dissociação eletromecânica (DEM), ainda é desconhecida. Em um artigo publicado recentemente na revista Resuscitation, os autores avaliaram a utilização da desfibrilação nos casos de AESP pós desfibrilação para FV de curta duração.

 

Quarenta e oito episódios de FV, com duração de 110 ± 25 s, foram induzidos em 16 cachorros anestesiados. Após a desfibrilação, 35 casos ficaram em AESP (PAdiastólica ≤ 36 mmHg e pressão de pulso ≤ 14 mmHg nos primeiros 20 s pós-choque). Estes episódios de AESP pós- choque foram tratados (T) ou não (NT) com 4-20 choques monofásicos de 0.2 ms e 50-100 Hz e pulsos de 20-60 V aplicados através de um eletrodo posicionado no ventrículo direito.

 

O parâmetro terapêutico foi o retorno da circulação espontânea (RCE; PA diastólica auto-sustentada ≥ 60 mmHg e/ou sistólica ≥ 100 mmHg) durante dois minutos. No grupo não tratado (NT), apenas 4 de 19 (21%) episódios recuperaram espontaneamente ao RCE em 123 ± 49 s enquanto que no grupo tratado (T), 11 de 16 (69%) episódios de AESP alcançaram o RCE em 102 ± 92 s.

 

Os autores concluíram que a terapia com desfibrilação aumentou três vezes a propabilidade do RCE na AESP pós desfibrilação primária ( P < 0.01). A recuperação da circulação espontânea (RCE) ocorreu na ausência de compressão torácica, ventilação mecânica ou terapia medicamentosa adjuvante.

Electrical therapy for post defibrillatory pulseless electrical activity - Resuscitation – 2004; Volume 63, Issue 1:65-72

Electrical therapy for post defibrillatory pulseless electrical activity *

John P. Rosborough Send E-mail to Author a and D. Curtis Deno Send E-mail to Author b 1
Received: 10/8/2003. Revised: 2/26/2004. Accepted: 2/26/2004.

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Abstract
Background: Defibrillation may convert ventricular fibrillation (VF) only to reveal profound mechanical dysfunction. Survival following this dysfunction, known as pulseless electrical activity (PEA) and electromechanical dissociation (EMD), is uncommon. We sought to evaluate an electrical therapy for primary post shock PEA following short duration VF. Methods and results: Forty-eight episodes of VF, lasting , were induced in 16 anesthetized dogs. Following defibrillation, 35 episodes met PEA criteria ( diastolic and pulse pressure ≤14 mmHg in the first 20 s post shock). These post defibrillation PEA episodes were either Not Treated (NT) or Treated (T) with packets of 4–20 monophasic 0.2 ms 50–100 Hz pulses of 20–60 V applied across the tip and coil of an integrated bipolar transvenous defibrillation lead positioned in the right ventricle. The therapeutic endpoint was return of spontaneous circulation (ROSC; self-sustained diastolic and/or ≥100 mmHg systolic) for over 2 min. In the Not Treated group, only 4 of 19 (21%) episodes spontaneously recovered to ROSC in while in the Treated group, 11 of 16 (69%) of the PEA episodes achieved ROSC in . Conclusions: Electrical therapy increased the likelihood of ROSC in primary post defibrillation PEA three-fold (). Recovery occurred in the absence of thoracic compression, mechanical ventilation, or adjunctive drug therapy.
Abstract
Objectivos: Por vezes a desfibrilhação é eficaz na fibrilhação ventricular (FV) mas apenas revelando disfunção mecânica profunda. A sobrevida depois desta disfunção traduzida por dissociação electromecânica ou actividade eléctrica sem pulso (PEA) é desconhecida. Pretendemos avaliar a utilização da desfibrilhação nas situações de PEA pós desfibrilhação em situações de FV de curta duração. Métodos e resultados: Foram anestesiados 16 cães em quem se induziu 48 episódios de FV com a duração de 110 ± 25 s. Depois da desfibrilhação 35 casos ficaram em PEA ( TA diastólica = 36 mmHg; pressão de PULSO = 14 mmHg nos primeiros 20 segundos depois do choque. Estes episódios de PEA pós choque ou não foram tratados (NT) ou tratados (T) com 4-20 choques monofásicos 0,2 ms 50-100 Hz e pulsos de 20-60 V aplicados través de um eléctrodo posicionado no ventrículo direito. Os objectivos medidos foram a recuperação da circulação espontânea (ROSC; TA diastólica = 60 mmHg e TA sistólica = 100 mmHg ) por mais de 2 minutos. No grupo NT apenas 21% dos episódios recuperou ROSC em 123±49 s enquanto no grupo T 11 de16 (69%) dos episódios de PEA atingiram o ROSC em 102±92 s. Conclusões: A terapêutica com desfibrilhação aumentou a probabilidade de ROSC em situações de PEA após um desfibrilhação (P<0,01). A recuperação de ROSC aconteceu na ausência de compressões torácicas, ventilação mecânica ou qualquer fármaco.
Abstract
Antecedentes: La desfibrilación puede convertir la fibrilación ventricular (VF) solo para revelar una disfunción mecánica profunda. Es poco común la sobrevida después de esta disfunción, conocida como actividad eléctrica sin pulso (PEA) y disociación electromecánica (EMD). Buscamos evaluar una terapia eléctrica para la PEA primaria post descarga después de una FV de corta duración. Métodos y resultados: Se indujeron 48 episodios de VF, durando 110 ± 25 s, en 16 perros anestesiados. Después de la desfibrilación, 35 episodios cumplieron los criterios de PEA (ABP ≤ 36 mmHg diastolica y presión de pulso ≤ 14 mmHg en los primeros 20 s después de la descarga). Estos episodios de PEA post desfibrilación fueron ya sea No Tratados (NT) o Tratados (T) con paquetes de 4-20 pulsos monofásicos de 0.2 ms de 50-100 Hz de 20-50 V aplicados a través de la punta y cola de un electrodo transvenoso bipolar integrado posicionado en el ventrículo derecho. La meta terapéutica fue el retorno a la circulación espontánea (ROSC;presión arterial auto sostenida ≥ 60 mmHg diastólica y/o ≥ 100 mmHg sistólica) por mas de 2 minutos. En el grupo No Tratado, solo 4 de 19 (21%) episodios recuperaron espontáneamente ROSC en 123 ± 49 s mientras que en el grupo Tratado, 11 de 16 (69%) de los episodios de PEA alcanzaron ROSC en 102 ± 92 s. Conclusiones: La terapia eléctrica mejoró por 3 veces la posibilidad de ROSC en PEA primario post desfibrilación (P < 0.01). La recuperación ocurrió en ausencia de compresiones torácicas, ventilación mecánica, o de terapia adjunta con drogas.


Article footnote
* This work was conducted at Intermedics, Angleton, TX.

Article footnote
* Portions of this work were reported previously in an abstract at NASPE 2000, appeared in PACE 23: 591, 2000 and presented orally May 19, 2000.


Affiliations
a Research Education Institute, Harbor-UCLA Medical Center, Torrance, CA, USA.
b Medtronic, Minneapolis, MN, USA.


 * Corresponding author. Present address: 3215 Silver Springs Dr., La Porte, TX 77571, USA. Tel.: +1-281-842-1878; Cell: +1-713-806-1620. 


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